Ser Forte Quotes

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O amor, quando nasce forte, tem pressa de ser eterno.
Carla Madeira (Tudo é rio)
Os nossos filhos e os seus filhos e todas as gerações vindouras têm de ser fortes. Têm de ser educados de molde a terem orgulho dos seus próprios feitos e do seu próprio trabalho árduo; não devem ser educados para descansarem sobre os louros dos pais.
Colleen McCullough (A Creed for the Third Millennium)
A nobreza”, escreveu Beecher, “reside não em ser-se forte mas no justo uso da força…” o mais nobre é aquele cuja força eleva mais corações atraídos pelo seu próprio coração.
R.J. Palacio (Wonder (Wonder, #1))
Está tudo bem em sermos diferentes. Está tudo bem em sair da margem e deixa de ser a cópia da cópia da cópia.
Elayne Baeta (O Amor Não é Óbvio (Duologia Laranja-Forte, #1))
Tudo em volta induz à loucura, ao infantilismo, à exasperação imaginativa. Contra isso o estudo não basta. Tomem consciência da infecção moral e lutem, lutem, lutem pelo seu equilíbrio, pela sua maturidade, pela sua lucidez. Tenham a normalidade, a sanidade, a centralidade da psique como um ideal. Prometam a vocês mesmos ser personalidades fortes, bem estruturadas, serenas no meio da tempestade, prontas a vencer todos os obstáculos com a ajuda de Deus e de mais ninguém. Prometam SER e não apenas pedir, obter, sentir, desfrutar.
Olavo de Carvalho
Quando eu morrer, se pusessem uma lápide no lugar onde ficarei, poderia ser algo assim: "Aqui jaz, indignado, fulano de tal". Indignado, claro, por duas razões: a primeira, por já não estar vivo, o que é um motivo bastante forte para indignar-se; e a segunda, mais séria, indignado por ter entrado num mundo injusto e ter saído de um mundo injusto.
José Saramago (Saramago en sus palabras)
Filho, a ocasião pode sempre criar uma necessidade, mas se a necessidade é forte, terá de ser ela a fazer a ocasião.
José Saramago (The Gospel According to Jesus Christ)
(...) a gente é que precisa parar de querer ser o sol para quem só nos enxerga como um grão de poeira.
Elayne Baeta (O Amor Não é Óbvio (Duologia Laranja-Forte, #1))
Assim, se tiveres chegado a estas últimas linhas e tiveres o meu número, procura um telefone não identificado e liga-me. Vamos ficar a ouvir-nos. Só o silêncio suficiente para eu saber que existes e para saberes que eu existo. Depois, desliga. Aquilo que temos para dizer poderia ser demasiado forte
José Luís Peixoto (Abraço)
Nunca tivera uma alegria de criança. Se fizera homem antes dos dez anos para lutar pela mais miserável das vidas: a vida de criança abandonada. Nunca conseguira amar a ninguém, a não ser a este cachorro que o segue. Quando os corações das demais crianças ainda estão puros de sentimentos, o do Sem-Pernas já estava cheio de ódio. Odiava a cidade, a vida, os homens. Amava unicamente o seu ódio, sentimento que o fazia forte e corajoso apesar do defeito físico.
Jorge Amado (Capitães da areia)
Corações podem ser partidos, mas o coração é o mais forte dos músculos... Até os sonhos, que são as coisas mais intangíveis e delicadas, podem se mostrar incrivelmente difíceis de matar
Neil Gaiman (Fragile Things: Short Fictions and Wonders)
É o que têm os segredos, acabam por nos enlouquecer. Mas enlouquecem-nos mesmo. Isolam-nos dos outros. Separam-nos da nossa tribo. Acabam por nos destruir. A não ser que uma pessoa seja forte. A não ser que uma pessoa seja muito, muito forte.
Blake Nelson (Paranoid Park)
[...] Você é linda, inteligente e perigosamente corajosa. [...] Mas esconde do mundo uma fragilidade que detesta admitir até para si mesma. E não tem problema não ser forte o tempo todo. Ninguém consegue. É exaustivo demais. Dolorido. E impossível pra qualquer um.
Carina Rissi (Amor Sob Encomenda (Família Cassani, #3))
O talento natural é como a força de um atleta. Pode-se nascer com mais ou menos faculdades, mas ninguém consegue ser um atleta simplesmente por ter nascido alto ou forte ou rápido. O que faz um atleta, ou um artista é o trabalho , o ofício e a técnica. A inteligência com que se nasce é simplesmente a munição. Para se chegar a fazer alguma coisa com ela é necessário transformarmos a nossa mente numa arma de precisão.
Carlos Ruiz Zafón (The Angel's Game (The Cemetery of Forgotten Books, #2))
Tenho consciência de ser autêntica e procuro superar todos os dias minha própria personalidade, despedaçando dentro de mim tudo que é velho e morto, pois lutar é a palavra vibrante que levanta os fracos e determina os fortes. O importante é semear, produzir milhões de sorrisos de solidariedade e amizade. Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça. Digo o que penso, com esperança. Penso no que faço, com fé. Faço o que devo fazer, com amor. Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende!
Cora Coralina
Deve o Estado ser tão forte que não precise de ser violento.
António de Oliveira Salazar (Salazar: Citações)
Você é forte. Mas o mundo nem sempre é bom com as pessoas que são diferentes. Só não quero que você torne seu caminho mais difícil do que precisa ser
Alex Gino (Melissa (previously published as GEORGE))
A fotografia é uma escrita tão forte porque pode ser lida em todo o mundo sem tradução.
Anonymous
Não tem problema nenhuma em ser de outro mundo. (...) Só não deixe ninguém rasgar o seu vestido.
Elayne Baeta (O Amor Não é Óbvio (Duologia Laranja-Forte, #1))
Do mesmo jeito que nem todos os asteroides destroem tudo. Eu sei disso porque colidi com Édra Norr bem agora. E, às vezes, colidir pode ser extraordinário.
Elayne Baeta (O Amor Não é Óbvio (Duologia Laranja-Forte, #1))
O amor pode ser traduzido em várias palavras que a gente pula no dicionário, mas que têm significados intensos e incríveis. A gente é nada e o amor é tudo. Tudo. Menos óbvio.
Elayne Baeta (O Amor Não é Óbvio (Duologia Laranja-Forte, #1))
Nenhuma felicidade ou infelicidade tinha sido tão forte que tivesse transformado os elementos de sua matéria, dando-lhe um caminho único, como deve ser o verdadeiro caminho.
Clarice Lispector (Perto do Coração Selvagem)
O caráter pessoal, meu bom senhor, é a coisa principal; a personalidade de um homem deve ser tão forte quanto uma pedra, já que tudo o mais é construído sobre ela.
Ivan Turgenev (Pais e Filhos (Coleção Duetos) (Portuguese Edition))
Talvez”, disse ele, hesitante, “talvez exista um monstro”.[...] “Não sei”, Seu coração batia forte e quase o sufocava. “Mas...” [...] “Eu queria dizer que... pode ser só a gente.
William Golding (Lord of the Flies)
Qual clássicos! O primeiro dever do homem é viver. E para isso é necessário ser são, e ser forte. Toda a educação sensata consiste nisto: criar a saúde, a força e os seus hábitos, desenvolver exclusivamente o animal, armá-lo duma grande superioridade física. Tal qual como se não tivesse alma. A alma vem depois... A alma é outro luxo. É um luxo de gente grande...
Eça de Queirós (Os Maias)
Alguém uma vez me disse que está tudo bem em ser um alien virgem de alguma coisa. Está tudo bem em sermos diferentes. Está tudo bem em sair da margem e deixa de ser a cópia da cópia da cópia.
Elayne Baeta (O Amor Não é Óbvio (Duologia Laranja-Forte, #1))
Você deve ser forte, desejei convencê-lo. Deve pensar mais como eu. Ela é real, sim, mas também é uma invenção, um desejo derivado de sua própria necessidade. Em sua solidão, você se apegou ao primeiro rosto que chamou sua atenção. Poderia ter sido qualquer uma, você sabe. Afinal, é um homem, meu caro. Ela é apenas uma mulher e existem milhares iguais espalhadas por esta grande cidade.
Mitch Cullin (Sr. Holmes (Portuguese Edition))
Meu Deus, não sou muito forte, não tenho muito além de uma certa fé - não sei se em mim, se numa coisa que chamaria de justiça-cósmica ou a-coerência-final-de-todas-as-coisas. Preciso agora da tua mão sobre a minha cabeça. Que eu não perca a capacidade de amar, de ver, de sentir. Que eu continue alerta. Que, se necessário, eu possa ter novamente o impulso do vôo no momento exacto. Que eu não me perca, que eu não me fira, que não me firam, que eu não fira ninguém. Livra-me dos poços e dos becos de mim, Senhor. Que meus olhos saibam continuar se alargando sempre. Sinto uma dor enorme de não ser dois e não poder assim um ter partido, outro ter ficado com todas aquelas pessoas. Volta a pergunta maldita: terei realmente escolhido certo? E o que é o "certo"? Digo que todo caminho é caminho, porque nenhum caminho é caminho. Que aqui ou lá - London, London, Estocolmo, Índia - eu continuaria sempre perguntando. Minhas mãos transpiram, transpiram. O nariz seco por dentro. Não quero escrever mais nada hoje.
Caio Fernando Abreu (Ovelhas Negras)
a história da humanidade é uma pirataria que não tem fim. O mais forte, sempre que pode, depreda o mais fraco. Só quando a Justiça for uma realidade, em vez de ser um ideal, é que as coisas mudarão de rumo.
Monteiro Lobato (Aventuras de Hans Staden)
É para coisas assim que nascemos. Quem para o tempo nesse sentir sai diferente. Muda. Conhece a força de existir. [...]. A mão encontrando a pele, conhecendo os relevos. As matas, as grutas. Um rio largo e farto, manso em seu fluxo, lavando tudo, fertilizando os dias, umedecendo o árido, enfrentando as quedas, as curvas, as tempestades. Confiante de um dia ser mar. O amor, quando nasce forte, tem pressa de ser eterno.
Carla Madeira (Tudo é Rio)
Se alguma coisa tivesse me dado qualquer pista antes, eu poderia pelo menos ter sido apresentada a escolhas diferentes de "ser uma garota hétero perfeita". Só que tudo me empurrou apenas para isso. (...) O mundo só havia me ensinado como ser hétero.
Elayne Baeta (O Amor Não é Óbvio (Duologia Laranja-Forte, #1))
No conozco ninguna norma en cuestiones de religión, filosofía, ciencia, ni complicación de las tareas domésticas, que no pueda ser moldeada para que se ajuste a cualquier exigencia. Ajustamos las normas a nuestras opiniones o quebrantamos una ley que nos apetece quebrantar
Charles Fort
No terceiro círculo estão os gulosos, cuja pena consiste em ficarem prostrados debaixo de uma forte chuva de granizo, água e neve, e ser dilacerados pelas unhas e dentes de Cérbero. Entre os condenados Dante encontra Ciacco, florentino, que fala com Dante acerca das discórdias da pátria comum.
Dante Alighieri (30 Obras-Primas da Literatura Mundial [volume 1])
Esquecer a senhora? É parte da minha vida, parte de mim mesmo. Estava em cada verso que li, desde que aqui vim pela primeira vez, menino rude e comum, que a senhora, já naquele tempo, magoava tanto. Desde aquele tempo, esteve em todas as minhas esperanças... no rio, nas velas dos navios, no pântano, nos bosques, no mar, nas ruas. A senhora foi a personificação de todas as fantasias bonitas do meu espírito. As pedras que formam os edifícios mais fortes de Londres não são mais reais ou mais impossíveis de ser deslocadas pelas suas mãos, do que sua presença, sua influência, o foram para mim, sempre, aqui e em toda parte. Estella, até a hora em que eu morrer, a senhora vai ser parte do meu caráter, parte do pouco que há de bom em mim, e do que há de mal. Mas, ao nos separarmos, eu sempre irei associá-la com o bem, e é assim, com toda a lealdade, que pensarei na senhora, sempre, pois foi para mim um alento, mais do que um desalento, e agora deixe que eu sinta toda a minha dor. Que Deus a abençoe!
Charles Dickens (Great Expectations)
Escolher o amor. Imperfeito, defeituoso, humano, porque nada vai ser impecável. Nada é perfeito, nós não somos. O amor provém de nós mesmos, e nós erramos demais. Nós somos feitos de decisões erradas. E, mesmo assim, é possível aprender e melhorar. Você pode decidir pelo amor. Você pode escolher o amor. Em todas as hipóteses e oportunidades.
Elayne Baeta (O Amor Não é Óbvio (Duologia Laranja-Forte, #1))
A natureza humana", continuei, "tem os seus limites: pode suportar a alegria, o sofrimento, a dor até certo ponto; arruína-se, porém, mal ele seja ultrapassado. Assim, a questão não é ser-se fraco ou forte, mas conseguir suportar a medida do seu sofrimento, seja moral ou físico. E acho tão estranho chamar covarde a quem põe fim à própria vida como a quem morre de febre maligna.
Johann Wolfgang von Goethe (Die Leiden Des Jungen Werther)
O amor, quando nasce forte, tem pressa de ser eterno. Nem se dá conta de que é carne húmida. Os dois foram vivendo aquele desejo despreparado de limites, cada vez mais esquecidos das regras, dos outros, das satisfações exigidas. Só queriam saber das vertigens. E é claro que ignorar o resto do mundo incomodou o resto do mundo, sempre incapaz de tolerar doses tão abundantes de felicidade.
Carla Madeira (Tudo é Rio)
Primeiro que tudo, não deixem que ninguém vos domine o corpo ou a mente. Tenham cuidado para que os vossos pensamentos permaneçam libertos. Podemos ser livres e, ainda assim, estar mais presos do que um escravo. Ouçam os homens mas não lhes dêem os vossos corações. Demonstrem respeito pelos homens de poder, mas não os sigam cegamente. Julguem com lógica e com razão, mas não comentem. Não considerem ninguém vosso superior, seja qual for a sua posição ou posto na vida. Tratem todos com justiça ou eles procurarão vingança. Tenham cuidado com o vosso dinheiro. Mantenham-se fiéis às vossas convicções, e os outros ouvir-vos-ão. Quanto às questões do amor... o meu único conselho é que sejam honestos. Essa é a vossa arma mais forte para destrancar um coração ou para obter perdão.
Christopher Paolini (Eragon (The Inheritance Cycle #1))
Você, Lord Byron, é inteligente também, mas uma inteligência fina, penetrante, como aço, como uma espada. Ao contrário de mim, você é mais capaz de se fazer amado do que de amar. Sua lógica é irresistível, mas impiedosa, irritante. É desses remédios que matam a doença e o doente. Você tem sentimento poético, e muito — no entanto é incapaz de escrever um verso que preste. Por quê? Sei lá. Há qualquer coisa que te contém, que te segura, como uma mão. Sua compreensão do mundo, da vida e das coisas é surpreendente, seu olho clínico é infalível, mas você é um homem refreado, bem comportado, bem educado, flor do asfalto, lírio de salão, um príncipe, o nosso Príncipe de Gales, como diz o Hugo. Tem uma aura de pureza não conspurcada, mas é ascético demais, aprimorado demais, debilitado por excesso de tratamento. Não se contamina nunca, e isso humilha a todo mundo. É esportivo, é atlético, é saudável, prevenido contra todas as doenças, mas, um dia, não vai resistir a um simples resfriado: há de cair de cama e afinal descobrir que para o vírus da gripe ainda não existe antibiótico. — Opinião de estudante de Medicina — e Eduardo pro- curava ocultar seu ressentimento com um sorriso. — Você, agora. (...) — E você, Eduardo. Você, o puro, o intocado, o que se preserva, como disse Mauro. Seu horror ao compromisso porque você se julga um comprometido, tem uma missão a cumprir, é um escritor. Você e sua simpatia, sua saúde... Bem sucedido em tudo, mas cheio de arestas que ferem sem querer. Seu ar de quem está sempre indo a um lugar que não é aqui, para se encontrar com alguém que não somos nós. Seu desprezo pelos fracos porque se julga forte, sua inteligência incômoda, sua explicação para tudo, seu senso prático — tudo orgulho. O orgulho de ser o primeiro — a vida, para você, é um campeonato de natação. Sua desenvoltura, sua excitação mental, sua fidelidade a um destino certo, tudo isso faz de você presa certa do demônio — mesmo sua vocação para o ascetismo, para a vida áspera, espartana. Você e seus escritores ingleses, você e sua chave que abre todas as portas. Orgulho: você e seu orgulho. De nós três, o de mais sorte, o escolhido, nosso amparo, nossa esperança. E de nós três, talvez, o mais miserável, talvez o mais desgraçado, porque condenado à incapacidade de amar, pelo orgulho, ou à solidão, pela renúncia. Hugo não disse mais nada. E os três, agora, não ousavam levantar a cabeça, para não mostrar que estavam chorando. O garçom veio saber se queriam mais chope, ninguém o atendeu. Alguém soltou uma gargalhada no fundo do bar. Lá fora, na rua, um bonde passou com estrépito.
Fernando Sabino (O Encontro Marcado)
Então", concluiu certa manhã, "essa gente não é o que parece ser." "De jeito nenhum, na maioria das vezes são excelentes em seus trabalhos. Mas quanto ao resto são ávidos, sentem prazer em fazer mal, estão do lado dos mais fortes e se encarniçam contra os fracos, formam bandos para combater outros bandos, tratam as mulheres como cadelinhas de passeio, assim que podem lhes dizem obscenidades e lhes metem a mão, exatamente como em nossos ônibus daqui.
Elena Ferrante (The Story of the Lost Child (Neapolitan Novels, #4))
Uma vez o desejo realizado, ele não é mais desejo e terá que ser substituído por outro almejo. Não tem fim, isso é sabido. Como é sabido que a única coisa forte como a morte é o amor. O amor por uma ideia, um projeto, por alguém. A gente pode morrer por uma ideia, e a gente sai de si quando apaixonado. Como consola!, que descanso há nisso para o eu atormentado. O amor traz sentido ao mundo porque desloca o foco de si e o projeta sobre algo muito, muito mais interessante.
Maitê Proença (Todo Vícios)
Se você conseguir criar uma sensação de segurança, bem-estar e aceitação, a Escama do Dragão vai reagir de um jeito bem diferente: fazendo você se sentir mais vivo do que jamais se sentiu. Vai tornar as cores mais nítidas, os sabores mais pronunciados, as emoções mais fortes. É como ser incendiado pela felicidade. E você não sente só a sua felicidade. Sente também a de todos os outros. De todo mundo à sua volta. Como se todos nós fôssemos notas sendo tocadas juntas num único e perfeito acorde.
Joe Hill (The Fireman)
Já não ouvia o som do motor da mota de Hugo a rugir, lá em baixo, nem as suas mãos fortes a enfiar a chave na fechadura, e muito menos ouvia quaisquer pancadas na porta de madeira ou os seus gritos furiosos. Não havia passado nesse instante, nem medo, nem tormento. Santiago levava-a a esquecer tudo isso, o príncipe do seu palácio e do seu mundo cor-de-rosa. Só uma coisa não podia ser esquecida, mas já a esquecera, entretanto. As cartas de Hugo continuavam escondidas por baixo do assento do sofá e fora ela própria a escondê-las. Porque é que o fizera? Para quem? Para si mesma ou para o marido? Pouco importava. Só o gesto já era uma mentira e uma traição e não sabia o que faria quando voltasse a recordar-se delas outra vez e daquilo que a esperava. E muito menos sabia o que faria quando voltasse a esquecer as cartas e Hugo, porque quando o fizesse, jamais se recordaria de retirar as missivas debaixo do assento do sofá e o marido iria descobrir todas as suas mentiras, antes que ela lhas pudesse revelar
Carina Rosa (A Sombra de um Passado)
Por outro lado, quando você se sentir tentado a não se incomodar com os problemas de alguém porque eles "não lhe dizem respeito", lembre-se de que, apesar de essa pessoa ser diferente de você, ela faz parte do mesmo organismo. Se esquecer esse fato, você se tornará um individualista. Se, por outro lado, esquecer que ela é um órgão diferente, quiser suprimir as diferenças e fazer todas as pessoas iguais, tornar-se-á um totalitário. O cristão não deve ser nem uma coisa nem outra. Sinto o forte desejo de lhe dizer — e acho que você sente a mesma coisa — qual dos dois erros é o pior. Essa é a estratégia do diabo para nos pegar. Ele sempre envia ao mundo erros aos pares — pares de opostos. E sempre nos estimula a desperdiçar um tempo precioso na tentativa de adivinhar qual deles é o pior. Sabe por quê? Ele usa o fato de você abominar um deles para levá-lo aos poucos a cair no extremo oposto; Mas não nos deixemos enganar. Temos de manter os olhos fixos em nosso objetivo, que está bem à nossa frente, e passar reto no meio de ambos os erros. Nem um nem outro nos interessam.
C.S. Lewis (Mere Christianity)
Sim, ele [Maurice] estava com sorte, sem dúvida. Scudder demonstrara ser honesto e amável. Era óptimo estar com ele, um tesouro, um encanto, um achado, o sonho desejado, Mas seria ele corajoso? (...) - (...) é por isso que temos de lutar. (...) -O mundo todo está contra nós. Temos de ser fortes e fazer planos, enquanto podemos. (...) -Porque é que não ficas em Inglaterra? (..) - Fica comigo. Nós amamo-nos um ao outro. (..) -Arranjarei trabalho contigo -, disse. (..) A sua viagem estava quase a terminar. Estava a chegar à sua nova casa. Ele tinha revelado o homem em Alec, era agora a vez de Alec revelar nele o herói. Conhecia o chamamento, e qual devia ser a resposta. Tinham de viver fora de qualquer classe, sem família ou dinheiro; tinham de trabalhar e manter-se juntos até à morte. Mas a Inglaterra pertencia-lhes. Isso, além da companhia um do outro era a sua recompensa. Os seus ares e os seus céus eram deles, não dos milhões de receosos que possuem pequenos cubículos abafados, mas nunca as suas próprias almas. p.277 --------------------------------------------------
E.M. Forster (Maurice)
Nos seus tempos de estudante, afirmava que, se as únicas alternativas que restavam a uma mulher eram morrer de fome, prostituir-se ou atirar-se de uma ponte, então por certo a prostituta, que manifesta o instinto de sobrevivência mais obstinado, devia ser considerada mais forte e sã de espírito do que as suas irmãs mais frágeis e já falecidas. Era preciso decidir, sublinhara ele: se as mulheres são seduzidas e abandonadas, parte-se do príncipio de que enlouquecem, mas se sobrevivem, e seduzem por sua vez, então é porque já eram loucas à partida.
Margaret Atwood (Alias Grace)
Mas há muitas pessoas que têm talento e vontade, e muitas delas nunca chegam a nada. Esse é só o princípio para fazer qualquer coisa na vida. O talento natural é como a força de um atleta. Pode-se nascer com mais ou menos faculdades, mas ninguém chega a ser um atleta apenas porque nasceu alto ou forte ou veloz. O que faz o atleta, ou o artista, é o trabalho, o ofício e a técnica. A inteligência com que nascemos constitui apenas as munições. Para conseguirmos fazer qualquer coisa com ela, é necessário transformarmos a nossa mente numa arma de precisão.
Carlos Ruiz Zafón (The Angel's Game (The Cemetery of Forgotten Books, #2))
L'atleta més fort no és el que arriba abans a la meta. Aquest és el més ràpid. El més fort és el que cada vegada que cau s'aixeca. El que, quan sent el dolor al costat, no s'atura. El que, quan veu la meta molt lluny, no abandona. Quan aquest corredor arriba a la meta, encara que arribi l'últim, és un guanyador. De vegades, encara que vulguis, no és a les teves mans ser el més ràpid perquè les teves cames no són tan llargues o els teus pulmons són més petits. Però sempre pots triar ser el més fort. Només depèn de tu, de la teva voluntat i del teu esforç.
Antonio Iturbe (The Librarian of Auschwitz)
I què em caldria fer? Procurar-me un patró molt poderós, Le Bret, i, com una heura obscura que puja una paret, grimpar amb enganys, i a més, llepar-li les rajoles, veient que m'han clavat a la terra les soles? No, senyor!, que un banquer m'estimi per pallasso llepaculs que dedica sonets? No!, passo, passo! Afalagar, adular les passes d’un ministre per si m'adreça un gest que no sigui sinistre? No senyor! Empassar-me per esmorzar un gripau? Tenir el ventre gastat d'arrossegar-me al cau? I la pell dels genolls de nit i dia bruta? Ordenar a l'espinada que doblegui la ruta? No, senyor! Ser una estora als peus d’un idiota? Agitar l'encenser davant d'una carota? No, senyor! O saltar de faldilla en faldilla? O ser un gran homenet enmig d'una quadrilla? Potser passar la mar amb madrigals per rem i a la vela sospirs de vella? No fotem! No, senyor! Potser anar fins a can Seyrecet fer-me editar els versos, a quin preu? No, Le Bret! O fer-me elegir Papa en els pobres concilis formats per uns imbècils que van destil·lant bilis? No, senyor! Treballar perquè aplaudeixin altres un sonet que hagi fet, en lloc d'escriure’n d’altres? Trobar belles orelles de ruc, llargues i tristes? O viure amb l'objectiu de sortir a les revistes? Estar terroritzat com un que quasi es mor quan va veure el seu nom escrit al Mercure d'or? Calcular, esporuguit davant d'un anatema? Anar a fer una visita en comptes d’un poema? Relligar els aprovats o fer-me presentar? No, senyor! No, senyor!... Més m’estimo cantar, entrar, sortir, ballar, ser sol, sentir-me viure, mirar amb el cap ben alt, parlar fort, i ser lliure; anar amb el barret tort, contemplar l'univers, per un sí o per un no, barallar-me... o fer un vers! No tenir gens en compte la fama i la fortuna, poder, amb el pensament, enfilar-me a la lluna! No haver d'escriure un mot si de mi no ha sortit, i molt modestament poder-me dir: Petit, estigues satisfet de flors i fruits i fulles si és al teu jardí que en culls o bé n’esbulles! I si arriba el triomf, quan l'atzar ho ha dispost, no haver d'estar obligat a satisfer un impost, davant de mi mateix reconèixer-me els mèrits, no haver de pagar mai per uns favors pretèrits, i, encara que no sigui poderós el meu vol, que no arribi gens lluny, saber que hi he anat sol! Acte segon. Escena VIII.
Edmond Rostand (Cyrano de Bergerac)
Ela conhece o pai melhor que eu. Acho que é por ter sentido, desde crianças, que o papá talvez gostasse mais de mim do que dela. Não é verdade, e ela agora sabe-o - amamos pessoas diferentes de maneiras diferentes-, mas deve ter parecido que era assim quando éramos pequenas. Eu tenho ar de quem não vai conseguir, ela aparenta ser capaz de levar tudo à frente. Se parecermos incapazes, as pessoas reagem connosco de uma maneira; se parecermos fortes, ou agirmos como se fôssemos fortes, as pessoas reagem connosco de outra maneira e, como não vemos o que elas vêem, isso pode ser muito doloroso.
James Baldwin (If Beale Street Could Talk (Vintage International))
Och när man sedan håller på att köpa tärnad cantaloupemelon på Sjunde Avenyn råkar man få syn på Nick Dunne, och pang, där är någon som känner en, någon som känner igen en. Och det gäller er båda två. Ni tycker båda att precis samma saker är värda att minnas. (Fast bara en oliv.) Ni har samma rytm. Klick. Ni känner helt enkelt varandra. Och plötsligt ser du hur ni läser i sängen och våfflor på söndagar och hur ni skrattar åt ingenting och hans mun mot din. Och det är så bortom okej att man förstår att man aldrig mer kan nöja sig med det som bara är okej. Så fort gick det. Man tänker: Jaha, här är resten av mitt liv. Äntligen är det här.
Gillian Flynn (Gone Girl)
...adorava saber por que é que uma pessoa que se vangloria de ser a mais inteligente, a mais forte, a mais corajosa e dotada que existe à face da Terra passa por ser ridícula e causa embaraço, ao passo que se em vez de «eu» disser «nós» somos as pessoas mais inteligentes, mais fortes, mais corajosas e dotadas à face da Terra, é aplaudido com entusiasmo e os concidadãos chamam-lhe patriota. Nisso não há nada de patriotismo. Pode-se gostar da nossa pátria sem precisar de insistir que os outros habitantes do mundo não prestam para nada. Mas como cada vez mais pessoas se deixavam convencer por este disparate, a paz foi ficando cada vez mais em risco.
E.H. Gombrich
Não sei de tudo o que lhe aconteceu entre esse dia no ginásio e agora, mas sei que os Outros conseguiram separar os fracos dos fortes. Os fracos foram levados. É essa a falha no plano-mestre do Vosch: se não nos matarem a todos de uma vez, não vão ser os fracos a sobrar no fim. Serão os fortes a sobreviver, os que vergaram mas não quebraram, tal como as barras de ferro que davam firmeza a todo este cimento. Cheias, incêndios, tremores de terra, doença, fome, traição, isolação, assassínio. O que não nos mata torna-nos mais astutos. Endurece-nos. Ensina-nos. Estás a transformar relhas em espadas, Vosch. Estás a refazer-nos. Nós somos o barro e tu és o Miguel Ângelo. E nós vamos ser a tua obra-prima.
Rick Yancey (The 5th Wave (The 5th Wave, #1))
É no coração que morremos. É aí que a morte habita. Nem sempre nos damos conta que a carregamos connosco, mas, desde que somos vida, ela segue-nos de perto. Enquanto não somos tomados pela nossa, vamos assistindo e sentindo, em ritmo crescente ao longo da vida, às mortes de quem nos é querido. A morte de um amigo é como uma amputação: perdemos uma parte de nós; uma fonte de amor; alguém que dava sentido à nossa existência... porque despertava o amor em nós. Mas não há sabedoria alguma, cultura ou religião, que não parta do princípio de que a realidade é composta por dois mundos: um, a que temos acesso direto e, outro, que não passa pelos sentidos, a ele se chega através do coração. Contudo, o visível e o invisível misturam-se de forma misteriosa, ao ponto de se confundirem e, como alguns chegam a compreender, não serem já dois mundos, mas um só. A Morte que Trazemos no Coração Só as pessoas que amamos morrem. Só a sua morte é absoluta separação. Os estranhos, com vidas com as quais não nos cruzamos, não morrem, porque, para nós, de facto, não chegam sequer a ser. Só as pessoas que amamos não morrem. O Amor é mais forte do que a morte. O sofrimento que se sente é a prova de uma união que subsiste, agora com uma outra forma, composta apenas de... Amor. Dói, muito. Mas com a ajuda dos que partem acabamos por sentir que, afinal, não fomos separados para sempre... O Amor faz com que a nossa vida continue a ter sentido. A partida dos que foram antes de nós ensina-nos a viver melhor, de forma mais séria, mais profunda, de uma forma, inequivocamente, mais autêntica.
José Luís Nunes Martins
Sempre que um homem começa a falar com você sobre sexo, ele está lhe dizendo uma coisa a respeito de vocês dois. Noventa por cento das vezes isso não acontece, o que talvez seja até bom, se bem que, quando a gente não chega no nível da franqueza sobre a sexualidade e em vez disso age como se jamais pensasse no assunto, a amizade entre dois homens é incompleta. A maioria dos homens nunca encontra um amigo assim. Não é comum. Mas quando acontece, quando dois homens constatam que estão de acordo a respeito dessa parte essencial da condição masculina, sem medo de ser julgados, de ter vergonha, de despertar inveja ou de constatar sua inferioridade, quando podem estar certos de que sua confiança não será traída, a conexão humana entre eles se torna muito forte, e o resultado é uma intimidade inesperada.
Philip Roth (The Human Stain (The American Trilogy, #3))
Todos aqueles com o rótulo “Visão federal” abraçam enfaticamente o sola fide (justificação pela fé somente). O que eles têm enfatizado, que aos seus oponentes parece ser uma novidade ou erro, é que a fé salvadora é uma fé que persevera e também uma fé que opera pelo amor. A justificação não é baseada nas obras do indivíduo cristão. A justificação é baseada na obra do próprio Cristo e recebida pela fé. A justificação ocorre somente em união com o Jesus ressurreto e glorificado. O crente compartilha da posição justa de Cristo diante do Pai. Mas nossa união com Cristo não é uma coisa morta. Aquele único a Cristo na justificação está necessariamente unido a ele no poder salvador sobre o pecado. Seguindo Calvino (e o apóstolo Paulo em Romanos 6), eles colocam uma forte ênfase sobre o fato que a união com Jesus confere um benefício duplo: libertação da penalidade do pecado bem como libertação do poder do pecado.
Steve Wilkins (The Federal Vision)
Quem me dera poder fazê-lo entender que um coração cheio de amor é um tesouro, é tesouro que baste e que sem ele o intelecto é uma pobreza. (…) Porque o amo, então? Acho que é unicamente porque ele é masculino. No fundo ele é bom, e eu amo-o por isso, mas poderia amá-lo mesmo que ele não fosse. Caso ele me batesse ou abusasse de mim, mesmo assim ainda continuaria a amá-lo. (…) Ele é forte e bonito e amo-o por isso e admiro-o e tenho orgulho nele. Mas também poderia amá-lo se não tivesse essas qualidades. Se ele fosse dor, eu amá-lo-ia. Se ele fosse um destroço, eu amá-lo-ia. E trabalharia para ele e seria sua escrava e rezaria por ele e velaria à sua cabeceira até à hora da minha morte. Sim, creio que o amo simplesmente porque ele é meu e é masculino. (…) A vida sem ele, não seria vida, ora como poderia aguentá-la? Esta prece também é imortal e não deixará de ser dita e pensada enquanto a minha espécie subsistir. Eu sou a primeira esposa e na última esposa estará a minha réplica.
Mark Twain (The Diaries of Adam and Eve)
Quando a emoção entra num tal estado de doença, o melhor que o poeta tem a fazer é não se deixar assustar, já que conhece esse estado, e apenas lhe dar atenção para prosseguir de forma mais contida, servindo-se do entendimento da forma mais leve possível, para corrigir momentaneamente a emoção, seja ela limitativa ou libertadora; se agir assim repetidamente, a emoção recuperará a sua natural segurança e consistência. Para além disso, deve acostumar-se a não pretender alcançar, em cada um desses momentos, tudo aquilo que deseja, suportando o que é momentaneamente imperfeito; o seu prazer terá de ser o de a cada momento se superar a si mesmo, na medida das exigências do seu ofício, e dos modos que lhe são próprios; até por fim alcançar o tom dominante da sua totalidade. Mas não deve pensar que o caminho dessa superação é sempre em crescendo, do mais fraco para o mais forte: desse modo não será igual a si mesmo, e entrará em tensão. Deve antes sentir que ganha em leveza o que perde em importância, que o silêncio é uma bela forma de superar a agitação, e a reflexão um meio de ultrapassar os impulsos. Se assim for, não haverá na progressão da sua obra um único tom necessário que não ultrapasse de certo modo o anterior; e o tom dominante só o será porque a forma de composição do todo é esta, e não outra.
Friedrich Hölderlin
que quer o anarquista? A liberdade —a liberdade para si e para os outros, para a humanidade inteira. Quer estar livre da influência ou da pressão das ficções sociais; quer ser livre tal qual nasceu e apareceu no mundo, que é como em justiça deve ser; e quer essa liberdade para si e para todos os mais. Nem todos podem ser iguais perante a Natureza: uns nascem altos, outros baixos; uns fortes, outros fracos; uns mais inteligentes, outros menos... Mas todos podem ser iguais daí em diante; só as ficções sociais o evitam. Essas ficções sociais é que era preciso destruir. Era preciso destrui-las... Mas não me escapou uma coisa: era preciso destrui-las mas em proveito da liberdade, e tendo sempre em vista a criação da sociedade livre. Porque isso de destruir as ficções sociais tanto pode ser para criar liberdade, ou preparar o caminho da liberdade, como para estabelecer outras ficções sociais diferentes, igualmente más porque igualmente ficções. Aqui é que era preciso cuidado. Era preciso acertar com um processo de acção, qualquer que fosse a sua violência ou a sua não-violência (porque contra as injustiças sociais tudo era legítimo), pelo qual se contribuísse para destruir as ficções sociais sem, ao mesmo tempo, estorvar a criação da liberdade futura; criando já mesmo, caso fosse possível, alguma coisa da liberdade futura.
Fernando Pessoa (El banquero anarquista)
- Então Guinevere quebrou o juramento do matrimônio - disse Nimue. - Você acha que ela foi a primeira? Ou acha que isso a torna uma prostituta? Nesse caso a Britânia está cheia de prostitutas até a borda. Ela não é prostituta, Derfel. Ela é uma mulher forte que nasceu com mente rápida e boa aparência, e Artur amou a aparência e não quis usar a mente dela. Não a deixou torná-lo rei, por isso ela se voltou para aquela religião ridícula. E tudo que Artur fazia era dizer como ela seria feliz quando ele pudesse pendurar Excalibur e começar a criar gado! - Nimue riu da ideia. - E como nunca ocorreu a Artur ser infiel, ele jamais suspeitou de Guinevere. O resto de nós suspeitava, mas não Artur. Ele vivia se dizendo que o casamento era perfeito, e o tempo todo estava a quilômetros de distância e a boa aparência de Guinevere atraía homens como a carniça atrai moscas. E eram homens bonitos, homens inteligentes, homens bem-humorados, homens que queriam o poder, e um era um homem bonito que queria todo o poder que conseguisse agarrar, por isso Guinevere decidiu ajudá-lo. Artur queria um curral de vacas, mas Lancelot quer ser Grande Rei da Britânia, e Guinevere acha esse um desafio mais interessante do que criar vacas ou limpar a merda dos bebês. E aquela religião idiota a encorajou. Árbitra dos tronos! - Ela cuspiu. - Guinevere não estava dormindo com Lancelot porque era uma prostituta, seu grande idiota, estava dormindo com ele pra fazer de seu homem o Grande Rei.
Bernard Cornwell (Enemy of God (The Warlord Chronicles, #2))
Um imenso animal leiteiro aproximou-se da mesa de Zaphod Beeblebrox. Era um enorme e gordo quadrúpede do tipo bovino, com olhos grandes e protuberantes, chifres pequenos e um sorriso nos lábios que era quase simpático. – Boa noite – abaixou-se e sentou-se pesadamente sobre suas ancas –, sou o Prato do Dia. Posso sugerir-lhes algumas partes do meu corpo? – Grunhiu um pouco, remexeu seus quartos traseiros buscando uma posição mais confortável e olhou pacificamente para eles. Seu olhar se deparou com olhares de total perplexidade de Arthur e Trillian, uma certa indiferença de Ford Prefect e a fome desesperada de Zaphod Beeblebrox. – Alguma parte do meu ombro, talvez? – sugeriu o animal. – Um guisado com molho de vinho branco? – Ahn, do seu ombro? – disse Arthur, sussurrando horrorizado. – Naturalmente que é do meu ombro, senhor – mugiu o animal, satisfeito –, só tenho o meu para oferecer. Zaphod levantou-se de um salto e pôs-se a apalpar e sentir os ombros do animal, apreciando. – Ou a alcatra, que também é muito boa – murmurou o animal. – Tenho feito exercícios e comido cereais, de forma que há bastante carne boa ali. – Deu um grunhido brando e começou a ruminar. Engoliu mais uma vez o bolo alimentar. – Ou um ensopado de mim, quem sabe? – acrescentou. – Você quer dizer que este animal realmente quer que a gente o coma? – cochichou Trillian para Ford. – Eu? – disse Ford com um olhar vidrado. – Eu não quero dizer nada. – Isso é absolutamente horrível – exclamou Arthur -, a coisa mais repugnante que já ouvi. – Qual é o problema, terráqueo? – disse Zaphod, que agora observava atentamente o enorme traseiro do animal. – Eu simplesmente não quero comer um animal que está na minha frente se oferecendo para ser morto – disse Arthur. – É cruel! – Melhor do que comer um animal que não deseja ser comido – disse Zaphod. – Não é essa a questão – protestou Arthur. Depois pensou um pouco mais a respeito. – Está bem – disse –, talvez essa seja a questão. Não me importa, não vou pensar nisso agora. Eu só... ahn... O Universo enfurecia-se em espasmos mortais. – Acho que vou pedir uma salada – murmurou. – Posso sugerir que o senhor pense na hipótese de comer meu fígado? Deve estar saboroso e macio agora, eu mesmo tenho me mantido em alimentação forçada há meses. – Uma salada verde – disse Arthur, decididamente. – Uma salada? – disse o animal, lançando um olhar de recriminação para ele. – Você vai me dizer – disse Arthur – que eu não deveria comer uma salada? – Bem – disse o animal –, conheço muitos legumes que têm um ponto de vista muito forte a esse respeito. E é por isso, aliás, que por fim decidiram resolver de uma vez por todas essa questão complexa e criaram um animal que realmente quisesse ser comido e que fosse capaz de dizê-lo em alto e bom tom. Aqui estou eu! Conseguiu inclinar-se ligeiramente, fazendo uma leve saudação. – Um copo d’água, por favor – disse Arthur. – Olha – disse Zaphod –, nós queremos comer, não queremos uma discussão. Quatro filés malpassados, e depressa. Faz 576 bilhões de anos que não comemos. O animal levantou-se. Deu um grunhido brando. – Uma escolha muito acertada, senhor, se me permite. Muito bem – disse –, agora é só eu sair e me matar. Voltou-se para Arthur e deu uma piscadela amigável. – Não se preocupe, senhor, farei isso com bastante humanidade.
Douglas Adams (The Restaurant at the End of the Universe (The Hitchhiker's Guide to the Galaxy, #2))
Ela ainda se agarrava aos prazeres da cama e do patamar; caçava nos salões de chá, só que agora era ela quem pagava os amantes. Durante os encontros amorosos, vivia transes alucinantes, temendo, por exemplo, que um rapaz exaltado desmanchasse seu penteado enquanto ela se ajoelhava diante dele, ou brutalmente puxasse sua cabeça contra ele, arrancando a peruca. Seu prazer era estorvado por mil pequenos problemas. Ficava na água-furtada se masturbando. Dias e noites permanecia deitada, as cortinas fechadas sobre a janela dos mortos, a janela dos finados. Bebia chá e comia bolinhos. Em seguida, a cabeça sobre os lençóis, marcava surubas complicadas, com duas, três ou quatro pessoas, na qual todos os parceiros terminavam gozando sobre ela, nela e para ela poder alcançar o prazer. Encontrava a lembrança dos rins estreitos, mas vigorosos, dos rins de aço que a haviam perfurado. Sem se importar com seus gostos, ela os acasalava. Aceitava ser a única meta de toda essa luxúria, e sua mente se esforçava numa tentativa de os perceber simultaneamente pervertidos numa volúpia advinda de todos os lados. Seu corpo tremia dos pés à cabeça. Sentia passar através dela personalidades que lhe eram estranhas. Seu corpo gritava: “O deus, eis o deus!” E caía esgotada. Em seguida, o prazer esmorecia. Então Divina assumia o corpo de um macho; de repente forte e musculoso, via-se dura como um ferro, as mãos nos bolsos, assobiando. Via-se trepando consigo mesma. Sentia, enfim, os músculos crescendo, como quando queria se fazer de homem, e endurecendo em volta das coxas, omoplatas e braços, e isto a machucava. Também este fogo se abrandava. Ela suava. Não havia mais sequer olheiras em volta dos olhos.
Jean Genet (Our Lady of the Flowers)
Sabe Igiaba, quando te vi assim, eu me senti impotente. Eu era tua mãe, uma adulta, mas me sentia sem recursos.' Porém, mamãe tinha e ainda tem muitos recursos. Começou a me contar histórias da Somália. Porque, para os nômades somalis, sempre há uma solução escondida numa história. Suas histórias tinham um objetivo: ela queria que eu entendesse que não surgíamos do nada; que por trás da gente havia um país, tradições, toda uma história. Não existiam só os antigos romanos e gauleses, não havia só os latinorum e a ágora grega. Havia também o antigo Egito e os coletores de incenso do Reino de Punt, ou seja, da nossa Somália. Havia os reinos de Ashanti e Bambara. Ela queria que eu me sentisse orgulhosa da minha pele negra e da terra que tínhamos deixado para trás por motivos de força maior. Ela me contava dos nossos reinos distantes, das fortes ligações com o Egito, com a Índia, com Portugal, com a Turquia. Ouvindo a mamãe, eu sentia o eflúvio paradisíaco de incenso e unsi, cheiros que motivaram a rainha Hatshepsut da décima-oitava dinastia egípcia a ordenar uma expedição à Somália. Com as suas histórias, minha mãe me livrou do medo que eu tinha de ser uma caricatura viva criada pela cabeça de alguém. Com as suas histórias, Ela fez de mim uma pessoa. De alguma forma, ela me pariu novamente. [...] foi somente quando eu voltei para Somália que comecei a usar novamente minha língua materna. Em poucos meses, comecei a falar muito bem o somali. Agora, posso dizer que tenho duas línguas-mãe que me amam na mesma medida. Graças à palavra, sou hoje o que sou. [...] Eu sou fruto desse caos entrelaçado. E o meu mapa é o espelho daqueles anos de mudanças. Não é um mapa coerente. É centro, mas também é periferia. É Roma, mas também é Mogadíscio. É Igiaba, mas também é você.
Igiaba Scego (La mia casa è dove sono)
Então prostrei-me aos seus pés, pensando: "Esta é certamente a hora da minha morte, pois o Leão (que é digno de toda a honra) bem saberá que, durante toda a minha vida, tenho servido a Tash e não a ele. No entanto, melhor é ver o Leão e depois morrer do que ser Tisroc do mundo inteiro e viver sem nunca havê-lo encontrado." Porém, o glorioso ser inclinou a cabeça dourada e me tocou a testa com a língua, dizendo: "Filho, sê bem-vindo!" Mas eu repliquei: "Ai de mim, Senhor! Não sou filho teu, mas, sim, um servo de Tash!" "Criança", continuou ele, "todo o serviço que tens prestado a Tash, eu o considero como serviço prestado a mim." Então, tão grande era o meu anseio por sabedoria e conhecimento, que venci o temor e resolvi indagar o glorioso ser: "Senhor, é verdade, então, como disse o macaco, que tu e Tash sois um só? O Leão deu um rugido tão forte que a terra tremeu (sua ira, porém, não era contra mim), dizendo: "É mentira! Não porque ele e eu sejamos um, mas por sermos o oposto um do outro é que tomo para mim os serviços que tens prestado a ele. Pois eu e ele somos tão diferentes, que nenhum serviço que seja vil pode ser prestado a mim, e nada que não seja vil pode ser feito para ele. Portanto, se qualquer homem jurar em nome de Tash e guardar o juramento por amor a sua palavra, na verdade jurou em meu nome, mesmo sem saber, e eu é que o recompensarei. E se algum homem cometer alguma crueldade em meu nome, então, embora tenha pronunciado o nome de Aslam, é a Tash que está servindo, e é Tash quem aceita suas obras. Compreendes isto, filho meu?" Eu respondi: "Senhor, tu sabes o quanto eu compreendo." E, constrangido pela verdade, acrescentei: Mesmo assim, tenho aspirado por Tash todos os dias da minha vida." "Amado", falou o glorioso ser, não fora o teu anseio por mim, não terias aspirado tão intensamente, nem por tanto tempo. Pois todos encontram o que realmente procuram.
C.S. Lewis (The Last Battle (Chronicles of Narnia, #7))
guia, Sra. Saeki, tem cerca de 45 anos e é magra. É também alta em comparação às demais mulheres da sua geração. Usa vestido verde com um cardigã creme claro jogado sobre os ombros. Seu porte é elegante. Seus cabelos, longos, estão arrebanhados frouxamente na nuca. O rosto é delicado e inteligente. Tem olhos bonitos. E também um sorriso suave como uma sombra brincando sempre em seus lábios. Um sorriso que não sei descrever direito, mas que me parece conclusivo. Lembra uma pequena e ensolarada poça de luz, de formato único e que só se encontra em lugares secretos. No jardim de minha casa em Nogata, havia um cantinho e uma poça semelhantes, e desde muito pequeno sempre os amei. A Sra. Saeki desperta em mim uma sensação forte, mas, ao mesmo tempo, de comovente nostalgia. Como seria bom se ela fosse minha mãe, penso eu. O mesmo pensamento me ocorre toda vez que vejo uma mulher bonita (ou apenas simpática) de meia-idade. Como seria bom se ela fosse minha mãe… Mas nem é preciso dizer, a chance da Sra. Saeki ser minha mãe é praticamente nula. Mas do ponto de vista teórico a possibilidade existe, embora mínima. Afinal, não conheço nem o rosto nem o nome da minha mãe. Em outras palavras, não existe nenhuma razão para ela não ser minha mãe. Da visita guiada participamos apenas eu e um casal de meia-idade proveniente de Osaka. A mulher é rechonchuda e usa óculos de grau forte. O marido é magro e seu cabelo, duro, parece ter sido deitado à força com cerdas de ferro. Os olhos finos e as maçãs de rosto largas trazem à mente certas figuras esculpidas de ilhas meridionais, sempre a fitar o horizonte com intensa ferocidade. A mulher assume a maior parte do diálogo; o marido apenas murmura respostas automáticas. Além disso, acena a cabeça em concordância, emite exclamações admiradas e vez ou outra resmunga palavras soltas, ininteligíveis. O vestuário de ambos é mais apropriado para escalar montanhas do que para visitar bibliotecas: colete impermeável cheio de bolsos, sapatos de meio-cano fechados
Haruki Murakami (Kafka à Beira-Mar)
Além disso, ele reconhecia que a caridade era a melhor instituição do Estado. Quanto ao pauperismo, tinha-o como uma fatalidade social: fossem quais fossem as reformas sociais, dizia, haveria sempre pobres e ricos: a fortuna pública deveria estar naturalmente toda nas mãos de uma classe, da classe ilustrada, educada, bem nascida. Só deste modo se podem manter os Estados, formar as grandes indústrias, ter uma classe dirigente forte, por possuir o ouro e base da ordem social. Isto fazia necessariamente que parte da população "tiritasse de frio e rabiasse de fome". Era certamente lamentável, e ele, com o seu grande e vasto coração que palpitava a todo o sofrimento, lamentava-o. Mas a essa classe devia ser dada a esmola com método e discernimento: - e ao Estado pertencia organizar a esmola. Porque o Conde censurava muito a caridade privada, sentimental, toda de espontaneidade. A caridade devia ser disciplinada, e, por amor dos desprotegidos regulamentada: por isso queria o Asilo, o Recolhimento dos Desvalidos, onde os pobres, tendo provado com bons documentos a sua miséria, tendo atestado bons atestados de moralidade, recebessem do Estado, sob a superintendência de homens práticos e despidos de vãs piedades, um tecto contra a chuva e um caldo contra a fome. O pobre devia viver ali, separado, isolado da sociedade, e não ser admitido a vir perturbar com a expressão da sua face magra e com narração exagerada das suas necessidades, as ruas da cidade. "Isole-se o Pobre!" dizia ele um dia na Câmara dos Deputados, sintetizando o seu magnifico projecto para a criação dos Recolhimentos do Trabalho. O Estado forneceria grandes casarões, com celas providas de uma enxerga, onde seriam acolhidos os miseráveis. Para conseguir a admissão, deveriam provar serem maiores de idade, haverem cumprido os seus deveres religiosos, não terem sido condenados pelos tribunais (isto para evitar que operários de ideias suversivas que, pela greve e pelo deboche, tramam a destruição do Estado, viessem em dia de miséria, pedir a esse mesmo Estado que os recolhesse). Deveriam ainda provar a sobriedade dos seus costumes, nunca terem vivido amancebados nem possuírem o hábito de praguejar e blafesmar. Reconhecidas estas qualidades elevadas com documentos dos párocos, dos regedores, etc.; seria dada a cada miserável uma cela e uma ração de caldo igual à que têm os presos.
Eça de Queirós (O Conde d'Abranhos / A Catástrofe)
Saudades Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida. Quando vejo retratos, quando sinto cheiros, quando escuto uma voz, quando me lembro do passado, eu sinto saudades... Sinto saudades de amigos que nunca mais vi, de pessoas com quem não mais falei ou cruzei... Sinto saudades da minha infância, do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro, do penúltimo e daqueles que ainda vou ter, se Deus quiser... Sinto saudades do presente, que não aproveitei de todo, lembrando do passado e apostando no futuro... Sinto saudades do futuro, que se idealizado, provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser... Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei! De quem disse que viria e nem apareceu; de quem apareceu correndo, sem me conhecer direito, de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer. Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito! Daqueles que não tiveram como me dizer adeus; de gente que passou na calçada contrária da minha vida e que só enxerguei de vislumbre! Sinto saudades de coisas que tive e de outras que não tive mas quis muito ter! Sinto saudades de coisas que nem sei se existiram. Sinto saudades de coisas sérias, de coisas hilariantes, de casos, de experiências... Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia e que me amava fielmente, como só os cães são capazes de fazer! Sinto saudades dos livros que li e que me fizeram viajar! Sinto saudades dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar, Sinto saudades das coisas que vivi e das que deixei passar, sem curtir na totalidade. Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que... não sei onde... para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi... Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades Em japonês, em russo, em italiano, em inglês... mas que minha saudade, por eu ter nascido no Brasil, só fala português, embora, lá no fundo, possa ser poliglota. Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria, espontaneamente quando estamos desesperados... para contar dinheiro... fazer amor... declarar sentimentos fortes... seja lá em que lugar do mundo estejamos. Eu acredito que um simples "I miss you" ou seja lá como possamos traduzir saudade em outra língua, nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha. Talvez não exprima corretamente a imensa falta que sentimos de coisas ou pessoas queridas. E é por isso que eu tenho mais saudades... Porque encontrei uma palavra para usar todas as vezes em que sinto este aperto no peito, meio nostálgico, meio gostoso, mas que funciona melhor do que um sinal vital quando se quer falar de vida e de sentimentos. Ela é a prova inequívoca de que somos sensíveis! De que amamos muito o que tivemos e lamentamos as coisas boas que perdemos ao longo da nossa existência...
Wagner Luiz Marques (COLETÂNEA DE HISTÓRIAS: PARA A CONSCIÊNCIA E O SUCESSO INTERNO DE CADA PESSOA)
¿QUIÉN DESATÓ LA VIOLENCIA EN GUATEMALA?   En 1944, Ubico cayó de su pedestal, barrido por los vientos de una revolución de sello liberal que encabezaron algunos jóvenes oficiales y universitarios de la clase media. Juan José Arévalo, elegido presidente, puso en marcha un vigoroso plan de educación y dictó un nuevo Código del Trabajo para proteger a los obreros del campo y de las ciudades. Nacieron varios sindicatos; la United Fruit Co., dueña de vastas tierras, el ferrocarril y el puerto, virtualmente exonerada de impuestos y libre de controles, dejó de ser omnipotente en sus propiedades. En 1951, en su discurso de despedida, Arévalo reveló que había debido sortear treinta y dos conspiraciones financiadas por la empresa. El gobierno de Jacobo Arbenz continuó y profundizó el ciclo de reformas. Las carreteras y el nuevo puerto de San José rompían el monopolio de la frutera sobre los transportes y la exportación. Con capital nacional, y sin tender la mano ante ningún banco extranjero, se pusieron en marcha diversos proyectos de desarrollo que conducían a la conquista de la independencia. En junio de 1952, se aprobó la reforma agraria, que llegó a beneficiar a más de cien mil familias, aunque sólo afectaba a las tierras improductivas y pagaba indemnización, en bonos, a los propietarios expropiados. La United Fruit sólo cultivaba el ocho por ciento de sus tierras, extendidas entre ambos océanos. La reforma agraria se proponía «desarrollar la economía capitalista campesina y la economía capitalista de la agricultura en general», pero una furiosa campaña de propaganda internacional se desencadenó contra Guatemala: «La cortina de hierro está descendiendo sobre Guatemala», vociferaban las radios, los diarios y los próceres de la OEA[97]. El coronel Castillo Armas, graduado en Fort Leavenworth, Kansas, abatió sobre su propio país las tropas entrenadas y pertrechadas, al efecto, en los Estados Unidos. El bombardeo de los F-47, con aviadores norteamericanos, respaldó la invasión. «Tuvimos que deshacernos de un gobierno comunista que había asumido el poder», diría, nueve años más tarde, Dwight Eisenhower[98]. Las declaraciones del embajador norteamericano en Honduras ante una subcomisión del Senado de los Estados Unidos, revelaron el 27 de julio de 1961 que la operación libertadora de 1954 había sido realizada por un equipo del que formaban parte, además de él mismo, los embajadores ante Guatemala, Costa Rica y Nicaragua. Allen Dulles, que en aquella época era el hombre número uno de la CIA, les había enviado telegramas de felicitación por la faena cumplida. Anteriormente, el bueno de Allen había integrado el directorio de la United Fruit Co. Su sillón fue ocupado, un año después de la invasión, por otro directivo de la CIA, el general Walter Bedell Smith. Foster Dulles, hermano de Allen, se había encendido de impaciencia en la conferencia de la OEA que dio el visto bueno a la expedición militar contra Guatemala. Casualmente, en sus escritorios de abogado habían sido redactados, en tiempos del dictador Ubico, los borradores de los contratos de la United Fruit. La caída de Arbenz marcó a fuego
Eduardo Galeano (Las venas abiertas de América Latina)
Conhecimento e técnicas. 'Que aspectos seus você pode mudar?' Conhecimento. Um conhecimento factual desse tipo não garantirá a excelência, mas a excelência é impossível sem ele. 'O modo de uma pessoa se engajar na vida pode não se alterar muito. Mas o foco da pessoa sim...'Para onde quer que olhemos, podemos ver exemplos de gente que mudou seu foco mudando seus valores: a conversão religiosa de Saulo no caminho para Damasco...Se quer mudar sua vida para que outros possam se beneficiar de seus pontos fortes, mude seus valores. Não perca tempo tentando mudar seus talentos. A aceitação de algumas coisas que nunca podem ser transformadas - talentos. Não mudamos. Simplesmente aceitamos nossos talentos e reordenamos nossas vidas em torno deles. Nós nos tornamos mais conscientes. Técnicas. 1. Anote qualquer historia, fato ou exemplo que encontre eco dentro de você. 2. Pratique em voz alta. Ouça a si mesmo pronunciando as palavras. 3. Essas histórias vão se tornar suas 'contas', como de um colar; 4.Só o que você tem a fazer quando dá uma palestra é enfileirar as contas na ordem apropriada, e sua apresentação parecerá tão natural quanto uma conversa. 5. Use pequenos cartões de arquivos ou um fichário para continuar adicionando novas contas ao seu colar.As técnicas se revelam mais valiosas quando aparecem combinadas com o talento genuíno. O talento é qualquer padrão recorrente de pensamento, sensação ou comportamento que possa ser usado produtivamente.Qualquer padrão recorrente de pensamento, sensação ou comportamento é um talento se esse padrão puder ser usado produtivamente. Mesmo a 'fragilidade' como a dislexia é um talento se você conseguir encontrar um meio de usá-la produtivamente. David Boies foi advogado do governo dos Estados Unidos no processo antitruste...Sua dislexia o faz se esquivar de palavras compridas, complicadas.As diferenças mais marcantes entre as pessoas raramente se dão em função de raça, sexo ou idade; elas se dão em função da rede ou das conexões mentais de cada pessoa. Como profissional, responsável tanto por seu talento por seu desempenho quanto por dirigir sua própria carreira, é vital que adquira uma compreensão precisa de como suas conexões mentais são moldadas. Incapaz de racionalizar cada mínima decisão, você é compelido a reagir instintivamente. Seu cérebro faz o que a natureza sempre faz em situações como essa: encontra e segue o caminho de menor resistência, o de seus talentos. Técnicas determinam se você pode fazer alguma coisa, enquanto talentos revelam algo mais importante: com que qualidade e com que frequência você a faz. Como John Bruer descreve em The Myth of the First Three Years, a natureza desenvolveu três modos para você aprender quando adulto: continuar a reforçar suas conexões sinápticas existentes (como acontece quando você aperfeçoa um talento usando técnicas apropriadas e conhecimento), continuar perdendo um maior número de suas conexões irrelevantes (como também acontece quando você se concentra em seus talentos e permite que outras conexões se deteriorem) ou desenvolver algumas conexões sinápticas a mais. Finalmente, o risco do treinamento repetitivo sem o talento subjacente é que você fique saturado antes de obter qualquer melhora.Identofique seus talentos mais poderosos, apure-os com técnicas e conhecimento e você estará no caminho certo para ter uma vida realmente produtiva.Se as evidências mais claras sobre seus talentos são fornecidas pelas reações espontâneas, aqui vão mais três pistas para ter em mente: desejos, aprendizado rápido e satisfação. Seus desejos refletem a realidade física de que algumas de suas conexões mentais são mais fortes do que outras.Algumas tiravam satisfação de ver outra pessoa obter algum tipo de progresso infinitesimal que a maioria de nós nem perceberia. Algumas adoravam levar ordem ao caos.(...) havia as que amavam as ideias. Outras desconfiavam d
Marcus Buckingham (Your Child's Strengths: Discover Them, Develop Them, Use Them)
Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania. Depende de quando e como você me vê passar.
Clarice Lispector
Podia ser uma boa ideia ou não; sem dúvida os méritos da questão estavam abertos a discussão — somente a nível moral, se não mesmo a nível prático. De qualquer jeito, era o tipo de ideia que, uma vez considerada, não costumava desaparecer; como uma ideia fixa que tomara seu pensamento e ali se instalara, impossível de ser anulada. Não seria de maneira alguma, nem mesmo teoricamente, um “crime perfeito”. Fortes suspeitas imediatamente recairiam sobre ele; o promotor do Estado ou do município — fosse quem fosse o responsável por tais questões — logo perceberia o que ocorrera. Assim como os jornais locais, entre os quais encontravam-se as mentalidades mais sagazes dos Estados Unidos. Entretanto, havia uma grande distância entre suspeitar e provar um crime. De certa forma, ele poderia ocultar-se por trás da cortina altamente secreta que frequentemente obscurecia as atividades da CIA.
Philip K. Dick (Clans of the Alphane Moon)
Você precisa ser muito forte para pedir ajuda. E mais forte ainda para reconhecer que, talvez, ninguém seja capaz de ajudá-lo.
Giulia Cavalcanti (O Sono dos Sobreviventes)
Mas era precisamente o fraco quem devia saber ser forte e partir quando o forte se encontrava demasiado fraco para poder sequer magoar o fraco.
Milan Kundera (The Unbearable Lightness of Being)
a repreensão contínua passa por essa esperança imbecil de que amanhã estejamos mais espertos quando, pelas leis mais definidoras da vida, devemos só perder capacidades. a esperança que se deposita na criança tem de ser inversa à que se nos dirige. e quando eu fico bloqueado, tão irritado com isso sem dúvida, não é por estar imaturo e esperar vir a ser melhor, é por estar maduro de mais e ir como que apodrecendo, igual aos frutos. nós sabemos que erramos e sabemos que, na distracção cada vez maior, na perda de reflexos e de agilidade mental, fazemos coisas sem saber e não as fazemos por estupidez. fazemos por descoordenação entre o que está certo e o que nos parece certo e até sabemos que isso de certo ou errado é muito relativo. é tudo mais forte do que nós.
Valter Hugo Mãe (A máquina de fazer espanhóis)
O riso une os homens desinteressadamente entre si, e entre si as mulheres, e o que estabelece entre mulheres e homens pode ser um vínculo ainda mais forte e retesado, uma união mais profunda, complexa e mais perigosa por mais duradoura ou com maior aspiração de durabilidade. O duradouro desinteressado acaba por se rarefazer, às vezes por se tornar feio e difícil de tolerar, alguém tem de estar em dívida a longo prazo e só assim as coisas marcham, um ou outro um pouco mais, e a entrega e a abnegação e o mérito podem ser um caminho seguro para tomar posse do lugar do credor. Assim me ri com Luisa em oportunidades sem fim, breve e inesperadamente, vendo a graça os dois no mesmo sem acordo prévio, os dois brevemente ao mesmo tempo. Também com outras mulheres, a primeira a minha irmã; e umas poucas mais. A qualidade desse riso, a sua espontaneidade (a sua simultaneidade com o meu, talvez), fizeram-me saber e aproximar-me ou então descartar de imediato, e algumas mulheres vi-as aí na sua totalidade antes de as conhecer, quase sem falar, sem ser olhado e quase sem olhar. Uma leve dilação, em contrapartida, ou a suspeita de mimetismo, de complacente res- posta ao meu estímulo ou à minha indicação, a percepção de um riso educado ou oferecido para lisonjear, o que não é de todo desinteressado e é acicatado pela vontade, o que não tanto ri como quer rir ou se presta ou anseia ou ainda condescende em rir, desse afastei-me muito depressa ou atribuí-lhe um lugar secundário, só de acompanhamento, ou até de cortejo em épocas minhas de debilidade. Ao passo que a esse outro riso, ao de Luisa, ao que se adianta quase, ao da minha irmã, ao que nos envolve, ao da jovem Pérez Nuix, ao que se confunde com o nosso próprio e nada tem de deliberação mas de esquecimento de nós dois (mas em contrapartida todo de desprendimento e gratuitidade e de nivelamento), a esse dei-lhe habitualmente um lugar principal que depois se revelou ser duradouro ou não, perigoso às vezes, e a longo prazo (quando o houve longo) difícil de tolerar sem que aparecesse ou se interpusesse uma pequena dívida simbólica ou real. Mas suportam-se ainda menos a ausência ou a diminuição desse riso, e isso por sua vez trá-lo sempre, um ou o outro, no dia em que calha endividar-se um pouco mais, um dos dois um pouco mais. (...) quando alguém no-lo retira é sinal de que não há mais nada a fazer. Esse riso desarma. Desarma com as mulheres, e de modo diferente com os homens também. Desejei mulheres tão-somente por causa do seu riso, intensamente, habitualmente elas viram-no. E às vezes soube quem era alguém só por o ouvir ou por nunca o ouvir, o riso inesperado e breve, e até o que ia acontecer ou haver entre esse alguém e eu, se amizade ou conflito ou aborrecimento ou nada, não me enganei muito, pode ter tardado mas acabou por acontecer, e aliás está-se sempre a tempo enquanto não se morra ou não morramos esse alguém nem eu.
Javier Marías (Tu rostro mañana)
você é forte, dona de si, tem tudo para seguir sua vida sozinha, sem mais depender de Leônidas. Não é uma mulher que precise ser tratada dessa maneira tão grosseira e vulgar como ele a trata. Ponha-se, definitivamente, em primeiro lugar. Vou lhe ensinar um truque ótimo.
Marcelo Cezar (Tudo tem um porquê (Portuguese Edition))
E de novo dei toda a minha atenção ao burro. Nem se mexera. Mas já não era, na realidade, o mesmo burro, pois que por entre as patas traseiras, e airado para a frente, via-se-lhe agora, o sexo enorme e mais forte do que a vara que, na véspera, o ameaçara! Percebi que no curtíssimo espaço de tempo em que o perdera de vista, uma profunda alteração se dera nele. Não sei o que vira, o que ouvira ou o que cheirara! Não sei o que se teria passado no animal! Mas aquela miserável, velha e fraca criatura, usada apenas para caricatos diálogos sem pés nem cabeça, aquele ser mais maltratado do que qualquer burro de Marraquexe, aquele pobre animal que valia menos que nada, sem carne, sem forças, sem pêlo, ainda tinha em si tanta virilidade, que vê-la revelar-se assim me libertou de toda a miséria que nele se me deparara! Penso muito nesse burro! Aquela imagem ficou para sempre gravada em mim. E desejo a todos os atormentados, a todos os diminuídos, que encontrem, no meio do seu sofrimento, uma forma de ressurgirem!
Elias Canetti (The Voices of Marrakesh)
Finalidades e crenças professadas são no máximo, com muita freqüência, impulsos secundários para a ação e talvez mera arma ideológica ou tela ideológica que encobre outros interesses mais estreitamente parciais que hoje, na falta de conceitos mais adequados, descrevemos como "realistas" ou "racionais". Nesses casos, a explicação de ações coletivas em função de tais finalidades e doutrinas é falaciosa, ilusória ou, no mínimo, altamente incompleta. Algumas vezes, porém, um curso de ação é determinado por nada mais forte do que um objetivo derivado de um conjunto de crenças professadas. As crenças em questão podem, como dizemos, ser extremamente "irrealistas" e "irracionais". Por outras palavras, podem ter um conteúdo de alta fantasia, de modo que o cumprimento dos objetivos que elas requerem, prometem ao grupo atuante um alto grau de satisfação emocional imediata. Como resultado — ao nível da realidade social e a mais longo prazo — tal cumprimento não acarreta para o grupo portador qualquer outra vantagem além da realização de sua crença. Pode até prejudicá-los.
Norbert Elias (The Germans)
— Você é a coisa mais linda que eu já vi — O Chapeleiro reitera. — Linda o suficiente para ser minha rainha. Eu franzo a testa para ele, minha antipatia pela palavra forte. — Eu não sou uma rainha. — Não — Ele sorri. — Você está certa. Você é minha Clara Bee. Minha Chapeleira.
Kendra Moreno (Mad as a Hatter (Sons of Wonderland #1))
Eu poderia ser Hope. Eu poderia ser um ser forte de luz, em vez dessa bagunça quebrada. Eu poderia ser ela. Mas eu não sou. Eu não sei quem eu sou. Eu não sei absolutamente nada. Mas sei que não sou da luz.
Ivy Fox (Archangels MC (Bad Influence, #2))
Para Freud, existem duas formas de buscar a felicidade: visando evitar a dor e o desprazer ou experimentar fortes sensações de prazer.
Regina Navarro Lins (Novas Formas de Amar: Nada Vai Ser Como Antes: Grandes Transformações nos Relacionamentos Amorosos)
Você finalmente encontrou o caminho para seu crescimento, para sua evolução. É uma estrada longa, mas vale a pena ser trilhada, com calma, com alegria, um dia de cada vez, sem medo ou ansiedade. Deixando fluir o amor em sua vida, aprenderá a superar todos os obstáculos do caminho. Ao invés de temer as dificuldades, aprenderá com elas, para se tornar mais forte, para crescer e continuar se aperfeiçoando. É um movimento constante e infinito de aprendizado e crescimento. Não precisa pensar no amanhã, no depois, apenar seguir em frente, ajudando, aprendendo, servindo e amando.
Sandra Carneiro (Todas as flores que eu ganhei (Portuguese Edition))
E as limitações emocionais interiores de ambos, a culpa, e os sentimentos negativos, os modelos psicológicos cristalizados, os vícios da alma, tudo isso é muito forte em ambos. Os gatilhos interiores são muito fáceis de ser acionados.
Sandra Carneiro (Todas as flores que eu ganhei (Portuguese Edition))
olhos de Sofia estavam rasos de lágrimas. Ela não desejava nada daquilo, seu impulso era procurar atender a suas vontades, seus desejos, como reencontrar Acabe, e descansar, se refazer bem devagar. Mas Emílio conhecia bem os impulsos negativos dela, e ponderou: ​– Você vai aprender a controlar seus impulsos negativos, renovar seus valores, reconstruir suas crenças em bases verdadeiras. Vai descobrir como as leis divinas regem o universo em imenso amor e passará a amá-las, confiar e se submeter a elas, para que seja realmente feliz. Você é forte, tem muita intensidade em tudo o que faz e a que se dedica. É inteligente, já desenvolveu muito seu intelecto, mas precisa aprender a amar e a ser humilde. – Ele abriu um sorriso iluminado e finalizou: – Você vai aprender a ser feliz de verdade, Sofia. Prometo. ​Ao toque da energia serena e amorosa de Emílio, ela sorriu e concordou. ​– Está certo. O que devo fazer? ​– Entregue-se. ​– O que isso significa? ​– Desista de tentar controlar a tudo e a todos. Aprenda a confiar em
Sandra Carneiro (Todas as flores que eu ganhei (Portuguese Edition))
Nós não podemos aprender a ser mais vulneráveis e corajosos por conta própria. Muitas vezes nossa primeira e maior ousadia é pedir ajuda.
Brené Brown (A coragem de ser imperfeito / Mais forte do que nunca / Eu achava que isso só acontecia comigo)
Contudo, não estamos sós. Espíritos amigos estão nos inspirando bons pensamentos, mas é bom lembrar que as lembranças ruins dos nossos fracassos, ainda no inconsciente, nos amedrontam e é preciso ser forte e acreditar no próprio poder. Porque a vida é amorosa e só nos testa quando já temos condições de vencer.
Zíbia Gasparetto (Vá em frente!)
Pergunte aos melhores vendedores o que é preciso para ser um grande vendedor. Eles sempre vão dizer que ajuda muito quando se acredita de verdade no produto que se está vendendo. O que uma crença tem a ver com vender? Simples. Quando vendedores acreditam de verdade naquilo que estão vendendo, as palavras que saem de sua boca são autênticas. Quando a crença entra na equação, o vendedor exala paixão. É esta autenticidade que produz os relacionamentos nos quais se baseiam as melhores organizações de venda. Relacionamentos também constroem confiança. E com a confiança vem a fidelidade. A ausência de um Círculo Dourado equilibrado significa ausência de autenticidade, o que por sua vez significa que os relacionamentos não são fortes e que não há confiança. E você está de volta ao ponto de partida, vendendo com base em preço, serviço, qualidade ou recursos.
Simon Sinek (Comece pelo porquê: Como grandes líderes inspiram pessoas e equipes a agir)
[...] tinha descoberto a profunda diferença entre justiça e moralidade. A justiça era o instrumento dos fortes, para ser usada como os fortes desejavam; a moralidade, como os deuses, era a ilusão dos fracos.
Howard Fast (Spartacus)
Às vezes, o facto de sermos forçados a ser fortes era o suficiente para nos convertermos, realmente, no que devíamos ser.
J.R. Ward (Lover Avenged (Black Dagger Brotherhood, #7))
Desde sempre, profundamente, violentamente, detesto os que querem descobrir numa obra de arte uma atitude (política, filosófica, religiosa, etc), em vez de procurarem nela uma intenção de conhecer, de compreender, de aprender este ou aquele aspecto da realidade, A música, antes de Stravinski, nunca soube dar uma grande forma aos ritos bárbaros. Não se sabia como imaginá-los musicalmente, O que quer dizer: não se sabia imaginar a beleza da barbárie. Sem a sua beleza, essa barbárie continuaria a ser incompreensível. (Sublinho: para se conhecer a fundo este ou aquele fenómeno temos que compreender a sua beleza, real ou potencial.) Dizer que um rito sangrento possui uma beleza, tal é o escândalo, insuportável, inaceitável. No entanto, sem se compreender esse escândalo, sem se ir até ao fim desse escândalo, não se poderá compreender grande coisa do homem. Stravinski dá ao rito bárbaro uma forma musical forte, convincente, mas que não mente: ouçamos a última sequência da Sagração, a dança do sacrifício: o horror não é escamoteado. Está ali. É apenas mostrado? Não é denunciado? Mas se fosse denunciado, quer dizer privado da sua beleza, mostrado na sua fealdade, isso seria batota, simplificação, "propaganda". É porque é belo que o assassinato da rapariga é tão medonho.
Milan Kundera (Les testaments trahis)
NÃO IMPORTA SE você está vivendo só ou com alguém, a chave do segredo será sempre esta: estar presente e aumentar a presença concentrando a atenção cada vez mais fundo no Agora. Para o amor florescer, a luz da presença tem de ser forte o bastante, de modo a impedir que o pensador ou o sofrimento do corpo nos domine. Saber que cada um de nós é o Ser por baixo do pensador, a serenidade por baixo do barulho mental, o amor e a alegria por baixo da dor, significa liberdade, salvação e iluminação.
Eckhart Tolle (Praticando o Poder do Agora: Ensinamentos essenciais, meditações e exercícios de O Poder do Agora)
A Marina faz o que ela chamou de política baseada em evidências. Marina é o oposto de política do negaciosismo, forte no Brasil.
Jorge Guerra Pires (Ciência para não cientistas: como ser mais racional em um mundo cada vez mais irracional, vol. 1 (Bolsonarismo) (Inteligência Artificial, Democracia, e Pensamento Crítico) (Portuguese Edition))
- Ser-se vulnerável não quer dizer que se seja fraco. Quer dizer que nos consideramos suficientemente fortes para aguentar a dor. É, na verdade, a forma mais pura de força.
Lucy Score (Things We Hide from the Light (Knockemout, #2))
«Usa lo que tengas; aunque parezca poca cosa, en tus manos podría ser magia». Butler
Tiago Forte (Crea tu segundo cerebro: Un método probado para organizar tu vida digital (Spanish Edition))
Em seu livro "Deus um Delírio", Dawkins argumenta que a crença em um criador sobrenatural, Deus, quase certamente não existe e que tal crença se qualifica como uma ilusão, definida como uma crença falsa persistente mantida diante de fortes evidências contraditórias. No que tange Deus, as pessoas revertem a lógica normal. O normal seria até que se prove algo, algo é uma crença pessoal, ou mentira, as pessoas em geral simplesmente ou rejeita ou consideram como uma peculiaridade pessoal ou de grupos bem fechados e pequenos. Ninguém, com exceção de grupos bem pequenos, acreditam em Chupa-capra, ou vida extraterrestre, ninguém é eleito presidente por ficar afirmando que acredita em fantasmas. Com exceção da Argentina, falar com cachorros nunca foi uma boa ideia para ser eleito presidente de uma nação. Mas, curiosamente, acreditar em Deus é. Deus, mesmo sem evidências, é aceito socialmente, como verdade e prerrequisito para virar presidente, assumir cargos públicos, de confiança.
Jorge Guerra Pires (Seria a Bíblia um livro científico?: Por que a Bíblia Sagrada não deve ser levada a sério e como argumentar contra ela (Estudos Bíblicos para ateus 2) (Portuguese Edition))
PRÓLOGO Alguns Anos atrás no Planeta Orfheus... Escurecia quando Lucius chegou ao local combinado, do qual haviam escolhido para ser o novo esconderijo. O último havia sido utilizado por vários meses, e estavam preocupados com a possibilidade de estarem sendo perseguidos e por fim, descobertos. - Pensei que você não viesse... Estou lhe esperando faz quase uma hora, estava ficando angustiada. - disse Sofia aliviada. - Desculpe meu amor... Tudo está se tornando cada vez mais difícil, quase não consegui vir hoje. Houve uma emboscada com as tropas de Igor na última invasão, e muitos guerreiros retornaram gravemente feridos. – ele a olhou surpreso. – Porque, esse encontro repentino? Nós havíamos combinado que o próximo seria na semana seguinte! - Eu sei... Mas, não pude esperar... Lucius deu-lhe um forte abraço, trazendo-a para junto de si. Permanecendo em silêncio por alguns momentos, sentindo o cheiro dela. A saudade e o desejo o consumiam. Ela significava o seu mundo, sem Sofia, sua vida jamais faria sentido. Ele nunca esqueceria aqueles olhos, serenos e sinceros, um azul tão claro e límpido, capaz de enxergar sua alma de guerreiro atormentado. Juntamente com seus cabelos dourados, Sofia parecia um anjo. - Algum problema? Você ficou tão quieto e pensativo. – ela perguntou intrigada. - Estou pensando em nós... Quanto tempo nós conseguiremos manter tudo em segredo? – ele afastou-se dela suspirando. - Ficar mentindo e fingindo que está tudo bem. Você faz ideia do quanto eu tenho que suportar quando está longe de mim? Ou quando vejo você com ele? – Meu amor, agora não. Já discutimos diversas vezes sobre esse assunto. Você sabe que a nossa única alternativa, seria fugir, e rezar para que nunca nos encontrem. Sofia sabia muito bem que as leis do Reino não podiam ser desrespeitadas. O amor, o respeito e a lealdade eram fatores primordiais, que faziam parte da hierarquia de Orfheus. Embora sempre fosse apaixonada por Lucius, que jamais demonstrou qualquer atitude ou interesse por ela, Sofia acabou se relacionando com Alex, irmão de Lucius em consequência de um pacto. Entretanto com o decorrer dos séculos, Lucius começou a mudar e demonstrar sentimentos amorosos por ela que, nunca deixou de amá-lo e sucumbiu às tentações e a paixão por ele. Inevitavelmente um caso de amor surgiu entre os dois. Interrompendo os pensamentos dela, Lucius pegou-a pela mão e a levou para dentro da cabana. Este último lugar escolhido era reservado, adentro de uma vasta e linda floresta. Ele a puxou pela cintura, dando-lhe um beijo apaixonado, acariciou seus cabelos e disse baixinho. - Amor... Senti tanto a sua falta. - Eu também senti muitas saudades, mas o verdadeiro motivo que me trouxe hoje aqui às presas é outro. Preciso que você escute com atenção e mantenha a calma. – enquanto falava passava as mãos entre os cabelos negros de Lucius que contrastavam com sua pele clara. Sofia não queria assustá-lo. No entanto imaginava o quanto ele ficaria transtornado e nervoso com a notícia. Infelizmente a revelação era inevitável, cedo ou tarde, tudo viria à tona. - Estou grávida. – ela declarou sem cerimônias. Por um breve instante, Lucius não lhe disse nada. Somente a encarou sem reação alguma. Parecia estar em uma batalha silenciosa com seus próprios pensamentos. - Mas como? – ele balbuciava não acreditando no que acabara de escutar. Certamente aquela revelação seria o fim para os dois. - Fique calmo meu amor! Eu sei que isso muda tudo. O que estávamos planejando há meses, não será mais possível. – ela sentou-se em um banquinho improvisado e prosseguiu com lágrimas nos olhos. - Com o bebê a caminho, não posso simplesmente passar pelo portal, eu e o bebê morreríamos durante a travessia. - Poderíamos pedir ajuda para a tia Wilda, ela é muito poderosa, provavelmente, ela seria capaz de quebrar a magia dos portais. Sofia já havia pensado nessa possibilidade. Tinha plena consciência de que seria a única escolha que lhe restava.
Gisele de Assis (Entre o Amor e o Sacrifício)
Quarta-feira, 7 de janeiro Tu me guiarás com o teu conselho. — Sal. 73:24. Quando o Rei Davi cometeu adultério com Bate-Seba, suas ações prejudicaram tanto a ele como a outros. Embora Davi fosse rei, Jeová não o deixou sem uma firme disciplina. Deus enviou seu profeta Natã com uma forte mensagem para Davi. (2 Sam. 12:1-12) Como Davi reagiu? Ele ficou arrasado e se arrependeu. Mas foi beneficiado pela misericórdia de Deus. (2 Sam. 12:13) Em contraste, o Rei Saul, que reinou antes de Davi, não acatou conselhos. (1 Sam. 15:1-3, 7-9, 12) Quando aconselhado, Saul devia ter permitido que seu coração se tornasse maleável, deixando-se moldar pelo Grande Oleiro. (Isa. 64:8) Em vez disso, Saul recusou-se a ser moldado. Ele tentou se justificar argumentando que o gado poupado poderia ser usado como sacrifício; ele minimizou o conselho de Samuel. Jeová rejeitou Saul como rei, e Saul nunca recuperou seu bom relacionamento com o Deus verdadeiro. — 1 Sam. 15:13-15, 20-23. w13 15/6 4:3, 6, 7
Anonymous
Esta frequente relutância das evidências a manifestarem-se sem se fazerem demasiado rogadas deveria ser objecto de uma profunda análise por parte dos entendidos, que certamente andam por aí, nas distintas, mas seguramente não opostas, naturezas do visível e do invisível, no sentido de averiguar se no interior mais íntimo daquilo que se dá a ver existirá, como parece haver fortes motivos para suspeitar, algo de químico ou de físico com uma tendência perversa para a negação e para o apagamento, um deslizar ameaçador na direcção do zero, um sonho obsessivo de vazio.
José Saramago (The Cave)
Diferentes tipos de laço social geram vantagens e elementos para os indivíduos na rede social, como veremos no decorrer deste livro. Laços fracos podem ser mais eficientes para circular informação nova e diferente na rede, enquanto laços fortes são mais associados a valores como confiança e intimidade.
Raquel Recuero (Introdução à análise de Rede Sociais Online)
Dezessete milhões, em trinta e um milhões de eleitores, levaram exultantes Hitler ao poder em março de 1933. Aqueles que observavam os acontecimentos com os olhos abertos sabiam que as multidões se sentiam desamparadas e incapazes de assumir a responsabilidade da solução dos problemas sociais caóticos, dentro da antiga estrutura política e do antigo sistema de pensamento. O führer podia fazê-lo, e o faria, por elas. Hitler prometeu eliminar a discussão democrática de opiniões. Milhões de pessoas congregaram-se em torno dele. Estavam cansadas dessas discussões porque essas discussões haviam sempre ignorado as suas necessidades pessoais diárias, isto é, aquilo que era subjetivamente importante. Não queriam discussões a respeito do "orçamento" ou dos "altos interesses partidários". O que queriam era um conhecimento verdadeiro e concreto a respeito da vida. Não podendo consegui-lo atiraram-se às mãos de um guia autoritário, e à ilusória proteção que se lhes prometia. Hitler prometeu liquidar a liberdade individual e estabelecer a "liberdade nacional". Milhões de pessoas trocaram entusiasticamente a possibilidade da liberdade individual por uma liberdade ilusória, isto é, uma liberdade através da identificação com uma ideia. Essa liberdade ilusória livrava-as de toda responsabilidade individual. Suspiravam por uma "liberdade" que o führer ia conquistar e garantir para elas: a liberdade de gritar; a liberdade de fugir da verdade para as mentiras de um princípio político; a liberdade de serem sádicos; a liberdade de jactar-se — a despeito da própria nulidade — de serem membros de uma raça superior; a liberdade de atrair as mulheres com os seus uniformes, em vez de fazê-lo por um sentimento forte de humanidade; a liberdade de sacrificar-se por alvos imperialistas, em vez de sacrificar-se pela luta concreta por uma vida melhor, etc. O fato de que milhões de pessoas foram sempre ensinadas a reconhecer uma autoridade política tradicional, em vez de uma autoridade baseada no conhecimento dos fatos, constituiu a base sobre a qual a exigência fascista de obediência pôde agir. Por isso, o fascismo não era uma nova filosofia de vida, como os seus amigos e muitos dos seus inimigos queriam fazer o POVO acreditar; ainda menos tinha qualquer coisa que ver com uma revolução racional contra condições sociais intoleráveis. O fascismo é meramente a extrema conseqüência reacionária de todas as anteriores formas não democráticas de liderança dentro da estrutura do mecanismo social. Mesmo a teoria racial não era nada nova; era apenas a continuação lógica e brutal das velhas teorias da hereditariedade, e da degeneração. Por isso, foram precisamente os psiquiatras orientados para a hereditariedade e os eugenicistas da velha escola que se mostraram tão acessíveis à ditadura. O que era novo no movimento fascista das massas era o fato de que a extrema reação política conseguiu usar os profundos desejos de liberdade das multidões. Um anseio intenso de liberdade por parte das massas mais o medo à responsabilidade que a liberdade acarreta produzem a mentalidade fascista, quer esse desejo e esse medo se encontrem em um fascista, ou em um democrata. Novo no fascismo era que as massas populares asseguraram e completaram a sua própria submissão. A necessidade de uma autoridade provou que era mais forte que a vontade de ser livre.
Wilhelm Reich (The Function of the Orgasm (Discovery of the Orgone #1))