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Para a psicanálise, nossos corpos são colonizados pela linguagem. A expressão “língua materna” é sugestiva daquilo que nos insere no simbólico e que se dá a partir de um cuidado carregado de afeto e paixão. Os cuidadores principais — muito frequentemente a mãe, mas não só — introduzem a linguagem a partir de olhares, toques, cheiros e sons, nos marcando com o sabor afetivo da língua, através da qual entramos no campo do humano. Recuperamos isso na poesia, que nos faz vibrar, e na qual o sentido corriqueiro das palavras é subvertido em favor do prazer.
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