“
A morte conhece tudo a nosso respeito, e talvez por isso seja triste. Se é certo que nunca sorri, é só porque lhe faltam os lábios, e esta lição anatômica nos diz que, ao contrário do que os vivos julgam, o sorriso não é uma questão de dentes.
”
”
José Saramago (Death with Interruptions)
“
O amor perdido não deixa de ser amor. Apenas assume uma forma diferente. Não conseguimos ver o sorriso da pessoa amada, ou levar-lhe comida, ou mexer-lhe nos cabelos, ou rodopiar com ela numa pista de dança. Mas quando esses sentimentos enfraquecem, há outro que se sublime. A memória. A memória torna-se nossa companheira. Alimenta-nos. A vida tem um fim. Mas o Amor não.
”
”
Mitch Albom (The Five People You Meet in Heaven)
“
Creio que foi o sorriso,
o sorriso foi quem abriu a porta.
Era um sorriso com muita luz
lá dentro, apetecia
entrar nele, tirar a roupa, ficar
nu dentro daquele sorriso.
Correr, navegar, morrer naquele sorriso.
”
”
Eugénio de Andrade
“
No início você briga, chora, faz drama mexicano. Então percebe que é cansativo demais manter esse jeito de levar as coisas. Acostuma-se… Não que pare de doer, mas que cai no seu entendimento que às vezes perdemos algo e não há solução. No fim você coloca um sorriso no rosto e finge que é sincero, até que a vida o faça realmente ser. Talvez os amores eternos sejam amenos e os intensos, passageiros. É isso.
”
”
Caio Fernando Abreu
“
Mi osservava come se una parte di lui mi vedesse per la prima volta o, forse, era solo il riflesso di come mi vedevo io. In quel momento, per la prima volta, sentivo di meritare il suo sorriso.
”
”
Rossana Soldano (Come anima mai)
“
- Ensinar-me? - Levantei a sobrancelha. - Ensinar-me o quê? Tem idade para ser Mestre?
- Posso ensinar-lhe muitas coisas. - Respondeu oferecendo-me um sorriso, desta vez, malicioso.
”
”
Tânia Dias (Despedaçada (Broken, #1))
“
Depois olhas para ela e sorris um sorriso que o teu rosto hipócrita irá recordar até ao fim dos teus dias. Querida, dizes, isto é apenas um capítulo do meu romance.
É assim que a perdes.
”
”
Junot Díaz (This Is How You Lose Her)
“
O sorriso de um filho é uma peça de um puzzle que é maior do que o puzzle a que pertence.
”
”
Afonso Cruz
“
Stai per vedere la meraviglia, my lord."
"Penso di averla già vista."
Non importava quante piazze ci sarebbero state in seguito, quante statue, scalinate, chiese, dipinti o palazzi straordinari ci avrebbero atteso alla fine di quel buio; quel suo sorriso sarebbe stato sempre una bestemmia urlata in faccia a Dio, o all'arte, e niente avrebbe mai potuto essere più bello. Roma era solo una degna cornice.
”
”
Rossana Soldano (Come anima mai)
“
Odonato já não tinha força para desenhar nos lábios um gesto mínimo de espanto ou o que fosse um vulgar sorriso, a temperatura chegava-lhe à alma, os olhos ardiam por dentro
chorar afinal não tinha que ver com lágrimas, antes era o metamorfosear de movimentos internos, a alma tinha paredes - texturas porosas que vozes e memórias podiam alterar
”
”
Ondjaki (Os Transparentes)
“
Vivia obcecado com a ideia de conhecer outros países, mais do que isso!, outras gentes, como se as suas veias fossem irrigadas por sensações movediças e volúveis ao empurrão do vento, nisso que era o seu prazer mais íntimo: observar os que chegavam, cheirar-lhes os cabelos, catalogar-lhes o sorriso segundo a proveniência, e, quase imperceptivelmente, fazê-los falar de coisas banais acontecidas do outro lado do mundo.
”
”
Ondjaki (E Se Amanhã o Medo)
“
Por um instante, vislumbrei Max na cama, o corpo nu forte e suado colado ao meu, os cabelos desgrenhados, a pela levemente corada pelo esforço físico, a mão grande brincando com meus cabelos, meu rosto, os lábios se abrindo num sorriso sensual antes de descer para cobrir minha boca mais uma vez...
”
”
Carina Rissi (Procura-se um marido (Família Cassani, #1))
“
Io so cosa vuol dire essere felice nella vita e la bontà dell'esistenza, il gusto dell'ora che passa e delle cose che si hanno intorno, pur senza muoversi, la bontà di amarle, le cose, fumando, e una donna in esse. Conosco la gioia di un pomeriggio d'estate a leggere un libro d'avventure cannibalesche seminudo in una chaiselongue davanti a una casa di collina che guardi il mare. E molte altre gioie insieme; di stare in un giardino in agguato e ascoltare che il vento muove le foglie appena (le più alte) di un albero; o in una sabbia sentirsi screpolate e crollare infinita esistenza di sabbia; o nel mondo popolato di galli levarsi prima dell'alba e nuotare, solo in tutta l'acqua del mondo, presso a una spiaggia rosa. E io non so cosa passa sul mio volto in quelle mie felicità, quando sento che si sta così bene a vivere: non so se una dolcezza assonnata o piuttosto sorriso. Ma quanto desiderio d'avere cose! Non soltanto mare o soltanto sole e non soltanto una donna e il cuore di lei sotto le labbra. Terre anche! Isole! Ecco: io posso trovarmi nella mia calma, al sicuro, nella mia stanza dove la finestra è rimasta tutta la notte spalancata e d'improvviso svegliarmi al rumore del primo tram mattutino; è nulla un tram: un carrozzone che rotola, ma il mondo è deserto attorno e in quell'aria creata appena, tutto è diverso da ieri, ignoto a me, e una nuova terra m'assale.
”
”
Elio Vittorini
“
Nada profana o sorriso de ontem, nada acalenta o pranto de ontem.
”
”
Filipe Russo (Caro Jovem Adulto)
“
O primeiro sorriso me arranhou. Os risos seguintes me trincaram. A gargalhada final me estilhaçou de vez.
”
”
Filipe Russo (Caro Jovem Adulto)
“
Edward a Bella:
«Cosa ti tenta di più: il mio sangue o il mio corpo?»
«L'uno e l'altro». Si lasciò scappare un sorriso, poi tornò serio. «Ora, perché non smetti di sfidare la sorte e ti metti a dormire?».
”
”
Stephenie Meyer
“
A morte conhece tudo a nosso respeito, e talvez por isso seja triste. Se é certo que nunca sorri, é só porque lhe faltam os lábios, , e esta lição anatômica nos diz que, ao contrário dos vivos julgam, o sorriso não é uma questão de dentes.
”
”
José Saramago (Death with Interruptions)
“
No seu sorriso e na sua voz talvez transparecesse um pouco da emoção que se produz quando, depois de prolongadas relações mudas, se profere a primeira palavra; é uma emoção sutil que secretamente inclui o passado inteiro no momento presente.
”
”
Thomas Mann (The Magic Mountain)
“
Mas, afinal, quando foi que brotou alguma felicidade, por menor que fosse, num coração conhecedor dos fatos em toda sua profundeza? Quando foi que houve alegria, senão alimentada por completas mentiras ou verdades desfalcadas? Sempre que a realidade mete o pé na porta, não há sorriso que não trate de escapulir pela janela. Todo felizardo é, antes de mais nada, um iludido.
”
”
José Falero (Os Supridores)
“
Quest'uomo, meglio conosciuto sotto il nome di Tigre della Malesia, che da dieci anni insanguinava le coste del mar malese, poteva avere trentadue o trentaquattro anni.
Era alto di statura, ben fatto, con muscoli forti come se fili d'acciaio vi fossero stati intrecciati, dai lineamenti energici, l'anima inaccessibile a ogni paura, agile come una scimmia, feroce come la tigre delle jungla malesi, generoso e coraggioso come il leone dei deserti africani.
Aveva una faccia leggermente abbronzata e di una bellezza incomparabile, resa truce da una barba nera, con una fronte ampia, incorniciata da fuligginosi e ricciuti capelli che gli cavedano con pittoresco disordine sulle robuste spalle. Due occhi di una fulgidezza senza pari, che magnetizzavano, attiravano, che ora diventavano melanconici come quelli di una fanciulla, e che ora lampeggiavano e schizzavano come fiamme. Due labbra sottili, particolari agli uomini energici, dalle quali, nei momenti di battaglia, usciva una voce squillante, metallica, che dominava il rombo dei cannoni, e che talvolta si piegavano a un melanconico sorriso, che a poco a poco diventava un sorriso beffardo fino al punto di trovare il sorriso della Tigre della Malesia, quasi assaporasse allora il sangue umano.
Da dove mai era uscito questo terribile uomo, che alla testa di duecento tigrotti, non meno intrepidi di lui, aveva saputo in poco volger d'anni farsi una fama sì funesta? Nessuno lo avrebbe potuto dire. I suoi fidi stessi lo ignoravano, come ignoravano pure chi egli fosse.
”
”
Emilio Salgari (Le tigri di Mompracem)
“
.., um dia essa saudade vai ser benigna. a lembrança da sua esposa vai trazer-lhe um sorriso aos lábios porque é isso que a saudade faz, constrói uma memória que nos orgulhamos de guardar, como um troféu de vida.
(....)
esse era o segredo que só o tempo guardava. só o tempo revelaria tal milagre. o tempo, a sensibilidade de quem via o tempo diante dos olhos a acabar-se a cada dia.
”
”
Valter Hugo Mãe (A máquina de fazer espanhóis)
“
Num duvida só, era muita chuva, só que: aqui somos muitos também. A união faz o reforço? Meu: é no sofrimento que o sorriso dum povo fica todo semelhado – uma única boca sem rosto a rir na cara da desgraça, a lhe amolecer. Brincas? Porque desfortúnio, inundação social? – é quase sempre uma questão de olhos, olhares. Não espanta só, uí, gala inda: o imbondeiro pra ti pode ser uma árvore cambuta-seca, feia. Mas!, e se eu te emprestar outras vistas: árvores antiga-rija, bonita de ilustrar muitas vezes o sol-poente?
”
”
Ondjaki (Quantas Madrugadas Tem a Noite)
“
Kirk entrò in cucina, con un grosso sorriso stampato sul volto. “Si dice che ci siano dei brownie qui. È la verità o Heller mi stava prendendo in giro?”
Non dissi niente e mi limitai a tirar fuori la teglia dal forno.
“Madre di Dio, vuoi essere il mio migliore amico?” chiese Kirk con enfasi, sporgendosi sul bancone.
“Remi sarà a pezzi,” aggiunse Tal unendosi a noi. “Poverino. L’hai abbandonato per dei dolci al forno. Ciao, Lawson.”
“Ciao, Tal. Mi fa piacere che siate riusciti a venire. E se Kirk è così volubile, magari è meglio che Remi lo venga a sapere subito.
”
”
M.A. Church (Behind the Eight Ball (Fur, Fangs, and Felines #2))
“
Quase nunca estive morto, excepto nalgumas fotografias: o sorriso que nelas se imobilizou já não existe. E as fotografias são, quase de certeza, acidentes na biografia do fotógrafo – revelam muito mais sobre o fotógrafo do que sobre aquilo que fotografou. E não pintamos, nem escrevemos ou fotografamos para nos salvar, ou então é só por isso que o fazemos. De qualquer maneira, sabemos que se não o fizermos estamos mais rapidamente perdidos, e é tudo... Mas por outro lado, deparar com a precariedade da vida, e com a inquietante perenidade dos vestígios que nos sobrevirão, torna-se muito doloroso.
”
”
Al Berto (Lunário)
“
Ei! Sorria... Mas não se esconda atrás desse sorriso...
Mostre aquilo que você é, sem medo.
Existem pessoas que sonham com o seu sorriso, assim como eu.
Viva! Tente! A vida não passa de uma tentativa.
Ei! Ame acima de tudo, ame a tudo e a todos.
Não feche os olhos para a sujeira do mundo, não ignore a fome!
Esqueça a bomba, mas antes, faça algo para combatê-la, mesmo que se sinta incapaz.
Procure o que há de bom em tudo e em todos.
Não faça dos defeitos uma distancia, e sim, uma aproximação.
Aceite! A vida, as pessoas, faça delas a sua razão de viver.
Entenda! Entenda as pessoas que pensam diferente de você, não as reprove.
Ei! Olhe... Olhe a sua volta, quantos amigos...
Você já tornou alguém feliz hoje?
Ou fez alguém sofrer com o seu egoísmo?
Ei! Não corra. Para que tanta pressa? Corra apenas para dentro de você.
Sonhe! Mas não prejudique ninguém e não transforme seu sonho em fuga.
Acredite! Espere! Sempre haverá uma saída, sempre brilhará uma estrela.
Chore! Lute! Faça aquilo que gosta, sinta o que há dentro de você.
Ei! Ouça... Escute o que as outras pessoas têm a dizer, é importante.
Suba... faça dos obstáculos degraus para aquilo que você acha supremo,
Mas não esqueça daqueles que não conseguem subir a escada da vida.
Ei! Descubra! Descubra aquilo que há de bom dentro de você.
Procure acima de tudo ser gente, eu também vou tentar.
Ei! Você... não vá embora.
Eu preciso dizer-lhe que... te adoro, simplesmente porque você existe.
”
”
Charlie Chaplin
“
— E acabei por ir a casa dela para lhe configurar o sistema todo.
— Harry, «configuraste-lhe o sistema todo»? — perguntei, arregalando
os olhos e fingindo-me pasmado.
Baixou o olhar, mas não conseguiu esconder um sorriso.
— Tu percebeste.
— Não vais... penetrar as seguranças dela, pois não? — perguntei, incapaz
de resistir.
”
”
Barry Eisler (A Lonely Resurrection (John Rain, #2))
“
Se amava quel viso non indulgente, era perché era netto, espressivo e risoluto.
Vedeva, o gli sembrava di vedere, come tali qualità fossero state mascherate o soffocate da atteggiamenti più convenzionali: una modestia simulata, un'appropriata pazienza, un disprezzo che si spacciava per calma. Al suo peggio - oh, lui la vedeva chiaramente, malgrado la possessione che esercitava su di lui - al suo peggio guardava in basso e di traverso e sorrideva timidamente, e questo sorriso era quasi una smorfia meccanica, perché era una bugia, una convenzione, un breve forzato riconoscimento delle aspettative del mondo. Lu aveva visto subito, così gli pareva, ciò che lei era in essenza, seduta alla tavola di Crabb Robinson ad ascoltare dispute maschili, credendosi osservatrice inosservata. Se, rifletté, la maggior parte degli uomini avesse visto la durezza e la fierezza e la tirannia, sì, la tirannia di quel volto, se ne sarebbe ritratta. Il suo destino sarebbe stato di essere amata solo da timidi inetti, segretamente desiderosi che lei li punisse o li comandasse, o da anime candide, convinte che la fredda aria di delicato riserbo esprimesse una sorta di purezza femminile che tutti a quei tempi facevano mostra di desiderare. Ma lui aveva capito immediatamente che lei era per lui, che lei aveva qualcosa in comune con lui, lei com'era veramente o avrebbe potuto essere, se fosse stata libera.
”
”
A.S. Byatt (Possession)
“
Tenho consciência de ser autêntica e procuro superar todos os dias minha própria personalidade, despedaçando dentro de mim tudo que é velho e morto, pois lutar é a palavra vibrante que levanta os fracos e determina os fortes.
O importante é semear, produzir milhões de sorrisos de solidariedade e amizade.
Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça.
Digo o que penso, com esperança.
Penso no que faço, com fé.
Faço o que devo fazer, com amor.
Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende!
”
”
Cora Coralina
“
Will non infrange i giuramenti e neppure la Legge. – Guardò intensamente l’amico, che fece un lieve sorriso e guardò fuori dal finestrino. – Santo cielo! – esclamò Tessa. – Tutto ciò è molto toccante, ma non vedo esattamente che vantaggi possano venirne. – Non tutti hanno un Parabatai – disse Jem. – Pochissimi di noi, in effetti, ne trovano uno nel tempo loro assegnato. Ma quelli che ci riescono possono fare ricorso alla forza del loro parabatai in combattimento. Una runa che ti viene tracciata dal tuo parabatai è sempre più potente di quella tracciata da te stesso o da un altro cacciatore. E poi ci sono rune utilizzabili dai parabatai ma non da altri cacciatori, perché attingono alla loro duplice forza.
”
”
Cassandra Clare (Clockwork Prince (The Infernal Devices, #2))
“
O brilho do teu sorriso me cravejou de alegrias.
”
”
Filipe Russo (Caro Jovem Adulto)
“
O seu sorriso me cravejou de estrelas, cada uma irradiando vários gigaelétron-volts de alegria.
”
”
Filipe Russo (Caro Jovem Adulto)
“
Superar é poder estar perto de algo que você decidiu largar
”
”
Gustavo Ávila (O sorriso da hiena)
“
O amor não se combina nem se escreve. Aprende-se e constrói-se. Pedra a pedra, sorriso a sorriso, de sobressalto em sobressalto, de carícia a carícia.
”
”
Francisco Moita Flores (O Dia dos Milagres)
“
A imagem do seu rosto,com um sorriso estranhamente imperfeito e olhos de esmeralda atormentam-me o resto do dia.
”
”
Lindsay Cummings (The Murder Complex (The Murder Complex, #1))
“
Sob o brilho do teu sorriso eu fiquei cravejado de estrelas.
”
”
Filipe Russo (Caro Jovem Adulto)
“
Eu perfumo a palavra com o sabor dos teus sorrisos escorrendo pelo meu corpo.
”
”
Filipe Russo (Caro Jovem Adulto)
“
Os sorrisos com os quais você me recebia estamparam em mim a alegria; já o resto se fechou com tatuagens, olha esse encardido no meu rosto.
”
”
Filipe Russo (Caro Jovem Adulto)
“
Minha querida CeCe,
Por favor nunca te esqueças que o sol nasce e se põe com o teu sorriso. Pelo menos, para mim, é assim. És a única coisa neste mundo que vale a pena adorar.
”
”
Taylor Jenkins Reid (The Seven Husbands of Evelyn Hugo)
“
Você pode estar certa. Dou um sorriso frio. Eu sempre tive uma inclinação para o escuro. Encolho os ombros. E a morte, mortes poéticas, tão doces e bagunçadas.
”
”
Tillie Cole
“
– Ele se inclinou e deu um beijo de leve nos lábios dela. – Eu tenho você – murmurou –, e não vou desperdiçar nem um segundo que temos juntos.
Os lábios de Kate se abriram num sorriso.
– O que isso significa?
– Significa que o amor não tem nada a ver com o medo de que tudo acabe, mas com encontrar alguém que o complete, que faça de você um ser humano melhor do que jamais sonhou ser.
”
”
Julia Quinn (The Viscount Who Loved Me (Bridgertons, #2))
“
Estou lendo um romance de Louise Erdrich. A certa altura, um bisavô encontra seu bisneto. O bisavô está completamente lelé (seus pensamentos têm a cor da água) e sorri com o mesmo beatífico sorriso de seu bisneto recém-nascido. O bisavô é feliz porque perdeu a memória que tinha. O bisneto é feliz porque não tem, ainda, nenhuma memória.
Eis aqui, penso, a felicidade perfeita. Não a quero.
”
”
Eduardo Galeano (The Book of Embraces)
“
«Non sono un bravo ragazzo, Jane,» l’avverto.
«Sembri abbastanza bravo,» mormora lei, ma con abbastanza insolenza da farmi reprimere un sorriso involontario.
«Ti faro del male,» dico minacciosamente.
«Proprio adesso?» chiede con dolcezza.
«Prima o poi,» mormoro.
«Correrò il rischio, Kyle,» sussurra. Con quelle tre parole sigilla il suo destino.
«Così sia,» dico con un sospiro di rimpianto, e poi le do quello che vuole.
”
”
Sawyer Bennett (Finding Kyle)
“
Credo di sembrare un tipo normale, forse persino simpatico, anche se mi hanno consigliato di apparire il più normale possibile, e di non provare nemmeno a fare quella che a me parrebbe un'espressione simpatica o un sorriso.
”
”
David Foster Wallace (Infinite Jest)
“
«Ha detto di avermi spiata per tutta la serata, sa bene come sono stata con i miei ospiti. E lei non è uno di loro. Quindi» mi stizzii, gettando il mozzicone oltre il parapetto «mi dica immediatamente cosa vuole, prima che la sbatta personalmente fuori a calci». Un lento sorriso perfetto si allargò sul mio viso. «Sono curiosa di sapere se i miei tacchi la faranno strillare come una femminuccia o se il suo fondoschiena è di marmo, come sembra essere il resto del suo corpo».
”
”
Chiara Cilli (Soffocami (Blood Bonds, #1))
“
O espetáculo do homem - que vomitivo! O amor - um encontro de duas salivas... Todos os sentimentos extraem seu absoluto da miséria das glândulas. Não há nobreza senão na negação da existência, em um sorriso que domina paisagens aniquiladas.
”
”
Emil M. Cioran
“
Tinha mudado, percebi. Não apenas pelas rugas nos cantos dos olhos verdes, nem pelos vincos mais fundos ao lado da boca. Seus maxilares haviam perdido a dureza, o orgulho, e desaparecera do sorriso de lábios finos aqulea expressão de cinismo, ironia, certa crueldade. Uma mulher de pouco mais de cinquenta anos, cara lavada, um vestido amarelo claro de algodão, sandálias nos pés pequenos, de unhas sem pintura. Não era mais bela, tornara-se outra coisa, mais que isso - talvez real.
”
”
Caio Fernando Abreu (Onde Andará Dulce Veiga?: Um Romance B)
“
«Sei arrabbiata?»
Sam non riuscì a parlare. Scosse la testa a scatti, un filo di nervosismo che le stringeva la gola.
«Potrò farlo di nuovo?» le chiese ancora Mason e lei annuì con gli stessi movimenti sgraziati e ansiosi di poco prima. Ma il sorriso del ragazzo si aprì, sicuro e solare. «Bene, allora lo rifarò. Spesso.»
Sam non riusciva a capire se fosse una promessa o una minaccia. Sapeva solo che era stato il suo primo bacio e non riusciva a pensare a una situazione migliore. O a un ragazzo migliore.
”
”
Susan Moretto (Anormale)
“
Não me digas que não tu não podes dizer-me que não porque é tanto o alívio de amar de novo e deitar na cama e ser abraçado e tocado e beijado e teu coração saltará quando ouvires a minha voz e vires o meu sorriso e sentires a minha respiração no teu pescoço e teu coração vai disparar quando eu te quiser ver e eu irei mentir-te desde o primeiro momento e irei usar-te e irei penetrar-te e partirei o teu coração porque tu partiste o meu primeiro e tu me amarás mais a cada dia até que o peso desse amor seja insuportável e a tua vida seja minha e tu morrerás sozinha porque eu levarei o que eu quero e irei embora sem te deixar nada está sempre lá sempre esteve e não podes negar a vida que tu achas que é foda foda-se a vida foda-se a vida foda-se a vida agora que eu te perdi
”
”
Sarah Kane (Crave)
“
Forse Mack è quello di cui ho bisogno o forse è la cosa peggiore che potesse capitarmi. Il viaggio non durerà in eterno, di certo ritornerà alla sua vita a New York ad analizzare le persone, mentre io riprenderò la strada senza incrociare mai di nuovo la sua. Il mio istinto mi dice che tutto questo non è normale, che dovrei fuggire quanto prima e non voltarmi indietro, ma c’è qualcos’altro che non capisco molto bene, che mi dice esattamente il contrario, ovvero di andare verso di lui, di continuare e scoprire quello che si nasconde dietro il sorriso di Mack.
”
”
Amheliie (Road)
“
«Lolly…» mormorò, e la sua voce roca riecheggiò nell’aria, dato che aveva ancora il microfono. La bocca di Abe divenne asciutta e la mente completamente vuota. Sentì un coro di voci provenire da qualche parte al di fuori del mondo in cui solo loro esistevano. Un mondo in cui tutto era perfetto e in armonia. Abe allungò la mano per sfiorare il viso di Dusk e il suo cuore cominciò a palpitare. «Io… tornerò.» A Dusk non sembrò importare che tutti li potessero sentire. Un sorriso dolce e meraviglioso comparve sul suo viso e un luccichio di speranza illuminò i suoi occhi. «Da me?» Abe annuì, felice come un bambino quando sorrise e premette le labbra contro quelle di Dusk lasciandosi cullare dalle sue braccia forti. Il pubblico esultò, rispecchiando le emozioni che Abe stava provando. Dusk gli catturò il viso tra le mani e approfondì il bacio, come se volesse assicurarsi che fosse tutto vero. Quel gesto espresse tutto il suo amore più di qualsiasi canzone, braccialetto o parola. Abe non si era mai sentito così desiderato, e sorrise contro le sue labbra prima di spostare lentamente la bocca vicino all’orecchio di Dusk.
”
”
K.A. Merikan (Manic Pixie Dream Boy (The Underdogs, #1))
“
«Sai cosa infastidirebbe Mason un casino?» sussurrò il quarterback all’orecchio di Gabe. «Se tu ora mi baciassi.»
In un’altra vita Gabe si sarebbe comportato diversamente. Magari avrebbe riso in faccia a Zeke, dicendogli che lui valeva di più di uno stupido quarterback sotto steroidi. O magari avrebbe sfoderato un sorriso seducente, ammaliante.
Invece il quel momento, stretto in un abito luccicante, con il culo a ghiacciarsi su un gradino di marmo e davanti allo sguardo incattivito del coglione più coglione del pianeta, Gabe riuscì solo a sgranare gli occhi come un cervo investito dai fari di un camion.
Zeke posò le labbra sulle sue, accarezzandole con lentezza e forzandole delicatamente con la lingua. Da qualche parte una ciotola di caramelle cadde a terra, e Gabe rabbrividì per la delicata presa delle mani ghiacciate di Zeke sul suo collo. Il suo alito sapeva di caramella alla frutta e per qualche motivo gli parve il sapore più buono che avesse mai assaggiato.
Quando infine Zeke si staccò da lui, con un mezzo sorrisino sulle labbra e il fiato corto, dall’altra parte della strada era rimasta una bottiglia di birra solitaria.
”
”
Susan Moretto (Principessina)
“
O seu sorriso incendiava-lhe o coração como nenhum outro. Pegou-lhe na mão para a levar ao encontro dos lábios. Sabia que seriam vários os rapazes que lhe entregariam as suas espigas. Fazia parte da tradição que fossem eles a entregar uma espiga de trigo às raparigas com quem desejavam dançar.
”
”
Susana M. Almeida (Renascer das Chamas)
“
Seja forte. Seja aplicada.
Seja conscienciosa. E isso nunca se consegue escolhendo o caminho fácil. Exceto claro, quando o caminho já seja fácil por si. Às vezes, acontece. Em tal caso, não busque um novo mais complicado. Só os mártires vão procurar os problemas de maneira deliberada.
(…)
Ria. Ria muito e com vontade. E, quando as circunstâncias pedirem silêncio, converta a risada em sorriso.
Não se conforme. Descubra o que quer e persegue-o. E se não souber o que quer, tenha paciência. Todas as respostas chegarão ao seu devido tempo e verá que seus desejos estiveram diante de você todo o tempo.
”
”
Julia Quinn (To Sir Phillip, With Love (Bridgertons, #5))
“
Františka adorava andar de baloiço e Sors adorava empurrá-la. Tinha a sensação que, por mais do que a afastasse, de cada vez que a empurrasse, o mundo trazia-a de volta para os seus braços de treze anos. Nunca se cansava de baloiçar contra o céu e ela não se cansava de ser baloiçada. Sorria com um sorriso pequenino e dobrava as pernas para se impulsionar, apesar de não precisar de o fazer. O seu motor era Josef Sors. Era ele que a fazia baloiçar em direção ao céu, lutando contra a gravidade que nos puxa para baixo. O mundo inteiro puxa-nos para baixo, mas as mãos de quem gosta de nós atiram-nos para o alto. Sem se cansarem.
”
”
Afonso Cruz
“
Ci sono persone che mettono voglia di sottolinearle, di tirare una riga sotto le cose che dicono, di fare un cerchio intorno ai loro gesti, ai loro sguardi, di fissarle in qualche modo per poi leggerle con calma e ritrovare quello sguardo sottolineato, rifugiarsi in quel sorriso circoscritto, o magari per aprirle a caso come si fa con i libri più belli, che hanno sempre pronta la frase giusta per il momento che vivi, per quel frangente dall’inchiostro stinto, per quella delusione scritta a matita, ma purtroppo le persone sottolineabili non sono libri, non si lasciano mettere sugli scaffali, una volta chiuse non si lasciano più riaprire.
”
”
Sergio Claudio Perroni (Entro a volte nel tuo sonno)
“
O sol e o dia brilham mas sem ti
Talvez não sejam mais o sol e o dia.
O sol e o dia agora
Estão lá onde o teu sorriso mora
E não aqui.
Como quem colhe flores tu serena
Vais colhendo sem chorar a nossa pena
Olhas por nós sem mágoa nem saudade
E o céu azul, a luz, as Primaveras
Habitam na perfeita claridade
Em que nos esperas.
”
”
Sophia de Mello Breyner Andresen (No Tempo Dividido)
“
Se tu morresses eu ficava triste.
Porquê?
Porque fazes parte da minha história.
Alerta, a membrana rechaçou o sentimento, protegendo-me. Deixei que o corpo se afundasse no sofá e, mesmo que uma espécie de ternura suplicasse por se mostrar, num sorriso ou numa lágrima, limitei-me a resmungar palavras inaudíveis e continuei a ler.
”
”
João Tordo (O Luto de Elias Gro)
“
Depois,inesperadamente,os lábios do pai curvaram-se num sorriso que lhe transmitiu esperança,mas que era dirigido ao corpo da mãe e não para si.O pai sorria à mãe, mas ela não via.Talvez tivesse sido assim desde sempre.(...)Ocorreu-lhe que,talvez,durante todo aquele tempo,o pai tivesse sorrido à mãe sem que ela visse,e vice-versa.
”
”
Célia Correia Loureiro (O Funeral da Nossa Mãe)
“
Non ti lascio, capito? Non vado da nessuna parte. E non ti odio. Non potrei. Sei il mio compagno e non ti lascerò mai.”
Heller tirò indietro la testa. “Mi dispiace tanto.”
Gli asciugai le lacrime dalle guance. “Chiariamo le cose. Ti sei comportato da stronzo, ma ora so perché. Mi hai ferito, ma ormai è acqua passata. Ti ho perdonato.”
“Davvero? Ma, ma…”
“Davvero. E adesso lascia andare tutto. È finita e non ce ne occuperemo più. Basta lacrime, sensi di colpa o qualsiasi altra cosa ti frulli per la testa.”
“Tutto qua?”
“Tutto qua. Ti sei messo in ginocchio per me, ricordi? Quindi sì, è finita. Va bene?”
“Sì, va bene.” Sul suo viso apparve un debole sorriso, quindi chinò la testa e mi baciò le dita.
”
”
M.A. Church (Behind the Eight Ball (Fur, Fangs, and Felines #2))
“
Io e te. Siamo amici, vero? Ci conosciamo da meno di due settimane, ma abbiamo fatto parecchio sesso, e ho pulito il tuo vomito, e tu hai guardato le mie cicatrici e non hai girato lo sguardo. Immagino che queste cose ci rendano almeno amici.”
Quella conversazione stava mettendo Jimmy a disagio. Fece un passo indietro, e quando Shane avanzò, ne fece un altro, fino a che non si trovò con le spalle al muro. “Siamo amici,” disse piano. Fu strano pronunciare quelle parole.
Fu ricompensato dal sorriso di Shane. “E gli amici non tengono il conto. Si fa qualcosa per loro perché ne hanno bisogno o per farli felici, il che a sua volta rende felici noi, e quello è già uno scambio equo, magari nessuno te lo aveva dimostrato prima d’ora, ma avrebbero dovuto.
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Kim Fielding (Rattlesnake)
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Si, ci penso spesso, ma forse più che a lei veramente penso a un'idea, a quella che rappresenta. O semplicemente le persone che non si conoscono bene diventano nella nostra più interessanti, ciò che noi vogliamo che siano. Come le persone che si incontrano al semaforo: dopo averti sorriso, scatta il verde e partono. Si ha la sensazione che siano quelle che stavamo cercando da anni.
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Fabio Volo (Il giorno in più)
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E sappi che tutte le storie sono delle belle storie. Che siano tristi o divertenti, felici o fastidiose, meravigliose o noiose, sconvolgenti o drammatiche. Tutte le storie sono magnifiche a modo loro. Non sempre si concludono con un sorriso, talvolta danno delle lezioni, delle lezioni di vita. Certe fanno piangere, altre fanno ridere. Ma il risultato dopo tutte queste emozioni è lo stesso: si amano queste storie per il loro contenuto, qualunque sia la fine. Allora, lasciami dire che mi spiace tantissimo che la nostra si concluda con le lacrime, avrei preferito un finale hollywoodiano, in cui saresti venuto a bussare alla mia porta, in cui ti sarei saltato tra le braccia e avremmo scopato come delle bestie nell’ingresso di casa mia. Sì, avrei amato quel finale…
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Amheliie (Road)
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Viva de maneira que não restem arrependimentos no fim. De modo que todos os bens que alcançar não sobreponham em seu coração o lugar dos momentos vividos com seus amados. Escolha não apenas observar, mas fazer parte, compor o todo e sentir. Porque no fim, não importam os ressentimentos ou a tristeza; no fim, são os sorrisos, os abraços e as carícias, que fazem com que sua jornada valha a pena.
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Sara Fidélis (Que Seja Doce)
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«Non verrò», tagliai corto con il mio solito sorriso tagliente.
Prese un respiro profondo e, con le mani sulle ginocchia, si piegò in avanti. Le iridi violacee sembrarono sporgersi dalle occhiaie infossate e, per qualche secondo, andò in cerca dei miei pensieri oltre il mio sguardo. «Perché non vuoi? La vita che ti stai costruendo è molto riduttiva per uno che possiede le tue capacità».
«Capacità? Togliere o donare l’ossigeno alle persone è una capacità?».
«Hai ragione, mi correggo. Diciamo piuttosto una proprietà.»
«Certo, ora detta così sembra meno orribile», tossii una risata, «non tentare di parlare di chimica con me, Medina, non ne ho mai voluto sapere e mai ne vorrò. Per me, queste “proprietà” sono solo una maledizione».
«Maledizione», valutò la parola a occhi chiusi per poi far esplodere il suo pensiero in un colpo: «Tu sei diverso, Andrea! Diverso come lo sono io. Hai passato la tua intera vita avendone paura e quando si ha paura di essere diversi, si rischia di diventare come tutti gli altri».
«Non sono diverso. Voglio essere me stesso».
«Allora incomincia da oggi. Vieni con noi».
«Me stesso… » dissi, sedendomi di peso sul divano e stappando la vodka, «con la mia dose giornaliera di alcol e nicotina».
Cesare Medina incurvò un sopracciglio e un sorriso sornione scattò sul suo volto. «Complimenti, vedo che non ci lasci altra scelta».
«Smettila di parlare a nome di tutti, stavo per offrirti un po’ di vodka e non ne ho abbastanza per una popolazione».
Annoiato, versai il liquido trasparente nel bicchiere e lo mandai giù di colpo.
«Stai solo cercando di dimenticare chi sei in questo modo».
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Miriam Ciraolo (Chemical Games: Equazione equatoriale degli abissi)
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Você, Lord Byron, é inteligente também, mas uma inteligência fina, penetrante, como aço, como uma espada. Ao contrário de mim, você é mais capaz de se fazer amado do que de amar. Sua lógica é irresistível, mas impiedosa, irritante. É desses remédios que matam a doença e o doente. Você tem sentimento poético, e muito — no entanto é incapaz de escrever um verso que preste. Por quê? Sei lá. Há qualquer coisa que te contém, que te segura, como uma mão. Sua compreensão do mundo, da vida e das coisas é surpreendente, seu olho clínico é infalível, mas você é um homem refreado, bem comportado, bem educado, flor do asfalto, lírio de salão, um príncipe, o nosso Príncipe de Gales, como diz o Hugo. Tem uma aura de pureza não conspurcada, mas é ascético demais, aprimorado demais, debilitado por excesso de tratamento. Não se contamina nunca, e isso humilha a todo mundo. É esportivo, é atlético, é saudável, prevenido contra todas as doenças, mas, um dia, não vai resistir a um simples resfriado: há de cair de cama e afinal descobrir que para o vírus da gripe ainda não existe antibiótico. — Opinião de estudante de Medicina — e Eduardo pro- curava ocultar seu ressentimento com um sorriso. — Você, agora.
(...)
— E você, Eduardo. Você, o puro, o intocado, o que se preserva, como disse Mauro. Seu horror ao compromisso porque você se julga um comprometido, tem uma missão a cumprir, é um escritor. Você e sua simpatia, sua saúde... Bem sucedido em tudo, mas cheio de arestas que ferem sem querer. Seu ar de quem está sempre indo a um lugar que não é aqui, para se encontrar com alguém que não somos nós. Seu desprezo pelos fracos porque se julga forte, sua inteligência incômoda, sua explicação para tudo, seu senso prático — tudo orgulho. O orgulho de ser o primeiro — a vida, para você, é um campeonato de natação. Sua desenvoltura, sua excitação mental, sua fidelidade a um destino certo, tudo isso faz de você presa certa do demônio — mesmo sua vocação para o ascetismo, para a vida áspera, espartana. Você e seus escritores ingleses, você e sua chave que abre todas as portas. Orgulho: você e seu orgulho. De nós três, o de mais sorte, o escolhido, nosso amparo, nossa esperança. E de nós três, talvez, o mais miserável, talvez o mais desgraçado, porque condenado à incapacidade de amar, pelo orgulho, ou à solidão, pela renúncia. Hugo não disse mais nada. E os três, agora, não ousavam levantar a cabeça, para não mostrar que estavam chorando. O garçom veio saber se queriam mais chope, ninguém o atendeu. Alguém soltou uma gargalhada no fundo do bar. Lá fora, na rua, um bonde passou com estrépito.
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Fernando Sabino (O Encontro Marcado)
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L'amore, l'amore è eterno. Mi sembra che solo l'amore e l'autunno siano reali, tutto il resto è un miraggio. Non desidero nulla, né piango per nulla. Attraverserò i confini, le città, i villaggi, le acque e i boschi, e non mi rimarrà più nulla tranne la polvere sui piedi, il silenzio nel cuore e un lieve sorriso sulle labbra, assurdo e caldo. I frantumi della mia anima, i brandelli della mia vita strappata giacciono sparsi ovunque.
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Miloš Crnjanski (Dnevnik o Čarnojeviću)
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Sentì il sorriso abbandonare la sua faccia, fondersi o ripiegare su se stesso come cera di una candela fantastica che era bruciata troppo a lungo e ora collassava, spenta. Buio, infelicità. Non era un uomo felice, ripeté tra sé. Riconobbe che era questa la verità, indossava la contentezza come una maschera ma adesso la ragazza era scappata, portandola con sé. Non c’era modo di bussare alla sua porta e chiedere che gliela restituisse. Senza
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Ray Bradbury (Fahrenheit 451)
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Só pode ser meningite – declarou em tom enfático, fazendo sinal aos outros para que retrocedessem –, embora não exista nenhuma razão de peso que o indique. – Nesse caso, porque optou pela meningite? – quis saber um major, com um leve sorriso. – Porque não nos contentamos com nefrite aguda? – Porque sou especialista de meningites e não de nefrites agudas. E garanto que não vou ceder a famintos de rins como vocês sem luta renhida. Aliás, fui o primeiro a aparecer.
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Joseph Heller (Catch-22 (Artigo 22))
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Quando avviene che un individuo abbia contratto forti debiti con un altro con il quale in seguito gli capita di litigare, si direbbe che una regola rigorosa della buona creanza imponga al primo di diventare nemico del secondo, e più spietato di quanto non sarebbe un estraneo. Poi, per motivare la propria crudeltà e la propria ingratitudine, si è costretti a gettare ogni colpa sull’altro. Nessuno è mai disposto a riconoscere il proprio cieco egoismo e ad ammettere di essere furibondo perché una speculazione non è andata a buon fine. Manco per sogno! Le cose sono andate come sono andate perché il socio ha provocato una siffatta situazione a causa della trame più vili e mosso da perfide intenzioni. La sua coerenza induce il persecutore a sostenere che il contrario è vero: il perseguitato è un lestofante; altrimenti lui, il persecutore, non sarebbe che un miserabile. Per giunta, ciò che per solito vale a tranquillizzare ulteriormente la coscienza dei creditori più implacabili, sta nel fatto che in genere chi si trova in difficoltà finanziarie non è caratterizzato da una specchiata onestà. Nasconde sempre qualcosa di non del tutto limpido: o ha esagerato magnificando la consistenza di una fortuna in realtà più modesta, o ha celato l’effettivo andamento dei suoi affari, o ancora asserisce che le sue faccende procedono a gonfie vele quando invece stanno andando a catafascio, e continua a sorridere (quale tragico sorriso!) mentre ormai è sull’orlo del fallimento; inoltre è sempre pronto ad attaccarsi a qualsiasi pretesto pur di rinviare i pagamenti e riuscire a dilazionare anche di pochi giorni la fatale catastrofe. «Basta, basta con questa disonestà!», esclama trionfante il creditore dileggiando il povero derelitto che affonda. «Ma tu, pazzo, perché non ti afferri alla pagliuzza?» propone il signor Buon Senso all’uomo che sta annegando. «E tu, mascalzone, perché non ti decidi ad affrontare la vergogna del Bollettino dei protesti alla quale non ti è più possibile sottrarti?» dice chi s’impingua grazie all’ottimo andamento dei suoi affari al povero diavolo che si dibatte in un pelago in tempesta.
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William Makepeace Thackeray (Vanity Fair)
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«Mack,» dico per provare a mettere fine a questo silenzio, «non sei…»
Mack esce dal suo mutismo e mi si getta addosso, la sua bocca si schiaccia sulla mia, rubandomi il respiro. Lo stringo contro di me mentre le nostre bocche non smettono di divorarsi l’un l'altra, come se non si fossero più baciate da anni. Devo prendere questo slancio per un “ti amo” o qualcosa del genere? Questo vuole dire che anche Mack prova dei sentimenti per me o sta solo cercando di farmi tacere? Non lo so, ma sentire il suo corpo sul mio, il suo respiro nella mia bocca e le sue mani che cominciano a muoversi sulla mia pelle, tendono a togliermi qualsiasi ragione.
«Travis Hamilton,» mi dice scostandosi appena dalle mie labbra, «mi stai dicendo che mi ami?»
Il suo viso è a pochi centimetri dal mio, i suoi occhi mi fissano intensamente il viso come se potesse rivelargli qualcosa e i capelli mi solleticano la fronte. È magnifico così, eccitato e non solo sessualmente, c'è altro che fa emergere questo lato avventuroso, che ha in quel suo affascinante sorriso.
«Ho risposto alla tua domanda.»
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Amheliie (Road)
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Olhamos novamente para o homem e a natureza — com olhar mais desejoso: lembramo-nos, com sorriso melancólico, que agora sabemos coisas novas e diferentes em relação a eles, que um véu foi retirado — mas nos reanima ver novamente as luzes amortecidas da vida, e sair da claridade sóbria e terrível em que, como sofredores, víamos as coisas e através das coisas. Não nos aborrecemos quando os encantos da saúde recomeçam seu jogo — olhamos como que transformados, abrandados e ainda exaustos. Nesse estado não se pode ouvir música sem chorar.
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Friedrich Nietzsche (Daybreak: Thoughts on the Prejudices of Morality)
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Porque sua morte me aterroriza. Não passa, Américo, não passa. A morte dela não passa. (...) um dia essa saudade vai ser benigna. A lembrança de sua esposa vai trazer-lhe um sorriso aos lábios porque é isso que a saudade faz, constrói uma memória que nós nos orgulhamos de guardar como um troféu de vida. Um dia, senhor Silva, sua esposa vai ser uma memória que já não dói e que lhe traz apenas felicidade. A felicidade de ter partilhado consigo um amor incrível que não pode mais fazê-lo sofrer, apenas levá-lo à glória de tê-lo vivido, de o ter merecido.
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A máquina de fazer espanhóis, Valter Hugo Mae
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ANNIVERSARIO
Sappi - e forse lo sai, nel camposanto -
la bimba dalle lunghe anella d'oro,
e l'altra che fu l'ultimo tuo pianto,
sappi ch'io le raccolsi e che le adoro.
Per lor ripresi il mio coraggio affranto,
e mi detersi l'anima per loro:
hanno un tetto, hanno un nido, ora, mio vanto;
e l'amor mio le nutre, e il mio lavoro.
Non son felici, sappi, ma serene:
il lor sorriso ha una tristezza pia:
io le guardo - o mia sola erma famiglia! -
e sempre a gli occhi sento che mi viene
quella che ti bagnò nell'agonia
non terminata lagrima le ciglia.
31 di dicembre 1890
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Giovanni Pascoli (Myricae)
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Il mio nome è Legione, perché siamo tanti" rispose a Gesù Cristo l'indemoniato di Gerasa e credo che tutti potremmo sottoscrivere le sue parole; tutti siamo legione, anche se agli effetti pratici rispondiamo a un nome solo. Mio padre ripeteva che non sappiamo chi siamo finché le circostanze non ci mettono alla prova. Non sono d'accordo: non arriviamo mai a sapere chi siamo o non riusciamo mai a fissare una sola delle tante personalità che, come incubi o succubi, albergano in noi alternativamente, a seconda dell'ora del giorno, della stagione dell'anno, delle condizioni dei nostri denti o della situazione dell'economia domestica. Siamo una persona a colazione, un'altra a pranzo, un'altra ancora dopo che ci hanno rubato il portafogli e un'altra diversa, pletorica e boriosa, dopo una conquista sessuale o una promozione. Siamo freddi e razionali quando lasciamo un amore; romantici, appassionati, straordinariamente sensibili e anche troppo rancorosi quando a essere abbandonati siamo noi. Sì, siamo molti e non abbiamo idea di quale di noi sarà di turno quando arriverà il momento di congedarci, quale dei nostri numerosi demoni interiori esalerà il nostro ultimo respiro, se il saggio placido e generoso, che dirà addio con un sorriso e uno "scusate", o il vile egocentrico, che proverà pena per se stesso e, in lacrime, si aggrapperà alle lenzuola nel disperato e ultimo tentativo di aggrapparsi alla vita e perciò quando qualcuno a noi vicino, un amore, un fratello, ci dice: "Ti conosco molto bene, perfettamente, so come sei fatto", alziamo le spalle e sorridiamo tra noi, pensando: "Come fai a conoscermi tu, se nemmeno io so chi sarò stanotte?". Nessuno conosce veramente nessuno: né l'amante l'amata, né il fratello la sorella, né la figlia il proprio padre.
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Clara Usón (La hija del Este)
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Esaminai puntigliosamente i miei comportamenti. No, non ero capace di dirmi con chiarezza i miei desideri. Non solo stavo attenta a nasconderli agli altri, ma li confessavo a me stessa in modo scettico, senza convinzione. Perché non avevo mai detto a Lila con chiarezza cosa provavo per Nino? E adesso, perché non le avevo gridato il dolore che mi aveva causato con quella confidenza in piena notte, perché non le avevo rivelato che, prima ancora di baciare lei, Nino aveva baciato me? Che cosa mi spingeva a comportarmi così? Tenevo i miei sentimenti sottotono perché ero spaventata dalla violenza con cui invece, nel mio intimo, volevo cose, persone, lodi, trionfi? Temevo che quella violenza, nel caso che non avessi ottenuto ciò che volevo, mi sarebbe esplosa nel petto prendendo la via dei sentimenti peggiori, per esempio quello che mi aveva spinto a paragonare la bella bocca di Nino alla carne di un topo morto? Perciò dunque, anche quando mi facevo avanti, ero sempre pronta a tirarmi indietro? Perciò avevo sempre disponibile un sorriso aggraziato, una risata contenta, quando le cose si mettevano male? Perciò, presto o tardi, trovavo comunque giustificazioni plausibili per chi mi faceva soffrire?
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Elena Ferrante (The Story of a New Name (Neapolitan Novels, #2))
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Durante a rápida estação em que a mulher permanece em flor, os caracteres da sua beleza servem admiravelmente bem à dissimulação à qual a sua fraqueza natural e as leis sociais a condenam. Sob o rico colorido do seu viçoso rosto, sob o fogo dos seus olhos, sob a fina textura das suas feições tão delicadas, com tantas linhas curvas ou retas, mas puras e perfeitamente determinadas, todas as suas comoções podem permanecer secretas: o rubor então nada revela, aumentando ainda mais cores já tão vivas; todos os focos interiores concordam tão bem com a luz desses olhos brilhantes de vida que a fugaz chama de um sofrimento aparece apenas como um encanto a mais. Por isso, na da há mais discreto do que um rosto juvenil, porque também não há nada mais imóvel. A fisionomia de uma jovem tem a serenidade, o polido, o frescor da superfície de um lago; a das mulheres só se revela aos trinta anos. Até essa idade, o pintor só lhes acha no rosto róseos e brancos sorrisos e expressões que repetem um mesmo pensamento, pensamento de mocidade e de amor, pensamento uniforme e sem profundidade; mas, na velhice, tudo na mulher fala, as paixões incrustaram-se-lhe no rosto; foi amante, esposa, mãe; as mais violentas expressões de alegria e de dor acabaram por alterar-lhe, torturar-lhe o rosto, formando aí mil rugas, tendo todas uma linguagem; e uma fronte de mulher torna-se, então, sublime pelo horror, bela pela melancolia, ou magnífica pela serenidade; se se permite desenvolver esta estranha metáfora, o lago seco deixa então ver todos os traços das torrentes que o produzi ram; uma fronte de mulher velha já então não pertence nem ao mundo, que, frívolo, se assusta de ver a destruição de todas as idéias de elegância a que está habituado, nem aos artistas vulgares, que nada descobrem por aí; mas, sim, aos verdadeiros poetas, àqueles que possuem o sentimento de uma beleza independente de todas as convenções sobre as quais repousam tantos preconceitos sobre a arte e a formosura.
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Honoré de Balzac (A Woman Of Thirty)
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Ian mi spostò una ciocca di capelli dalla fronte.«Ma per bella che sia, non la conosco. Non è di lei che... mi importa.»La cosa mi fece sentire meglio. E ancora più confusa.«Ian, tu... nessuno qui ci separa come dovrebbe. Né tu, né Jamie, né Jeb.» La verità emerse all'improvviso, con più vigore di quanto desiderassi. «Tu non puoi affezionarti a me. Se potessi stringere tra le mani me, ne saresti disgustato. Mi butteresti a terra per schiacciarmi con un piede.»
Corrugò la fronte pallida, aggrottando le sopracciglia nere. «Io... no, non se sapessi che sei tu.»Abbozzai una risata. «E come mi riconosceresti? Siamo tutte uguali.»Smarrì il sorriso.«È il suo corpo che conta» ribadii.«Non è affatto vero. Non è il volto, ma le sue espressioni. Non è la voce, ma il modo di parlare. Non è come ti sta quel corpo, ma le cose che ci fai. Tu sei bella.»Mentre parlava avanzò fino a inginocchiarsi ai piedi del mio letto, e riprese le mie mani tra le sue.«Non ho mai incontrato nessuna come te.»
Non riuscii a prevederlo, come con Jared. Ian non mi era altrettanto fa-miliare. Melanie ne anticipò le intenzioni un istante prima che le sue labbra toccassero le mie."No!"Non fu come baciare Jared. Con lui non c'erano stati pensieri, ma soltanto desiderio. Senza controllo. Una fiammata inevitabile. Con Ian, non sapevo come sentirmi. Tutto era sfuocato e confuso.Le sue labbra erano morbide e calde. Le posò con delicatezza sulle mie, sfiorandole piano.«Bene o male?» sussurrò.
Sorrisi. «Cos'hai combinato?»«Niente. Mi ha letteralmente incastrato.» La sua espressione innocente era un po' esagerata, perciò cambiò rapidamente argomento. «Indovina un po'? Jared ha passato il pranzo a ripetere che secondo lui non è giusto che tu abbandoni la stanza a cui eri abituata. E che non è il modo di trattare gli ospiti. Dice che tu dovresti tornare in camera con me! Non è grandioso? Gli ho chiesto se potevo dirtelo subito, e ha risposto che era una buona i-dea. Mi ha detto che ti avrei trovata qui.»«Ci avrei scommesso» mormorò Ian.«Che ne pensi, Wanda? Saremo di nuovo compagni di stanza!»«Ma, Jamie, dove andrà Jared?»«Aspetta, lasciami indovinare» lo anticipò Ian. «Non avrà detto anche che la vostra camera è abbastanza grande per tre?»«Sì. Come fai a saperlo?»«Ho tirato a indovinare.»«Buone notizie, no, Wanda? Sarà come prima che venissimo qui?»La sua frase fu come una pugnalata, un dolore troppo netto e preciso per confrontarlo con un pugno.Jamie scrutò allarmato la mia espressione afflitta. «Ops. Scusa, mi riferivo a tutte e due. Sarà bello. In quattro, no?»Cercai di ridere malgrado la sofferenza. Ian mi strinse la mano.«Tutti e quattro» mormorai. «Bene.»
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Stephenie Meyer (The Host (The Host, #1))
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Ciao Johnny”, mormorò e il vento corse leggero tra gli alberi di porpora. Una foglia rossa ondeggiò nell'aria azzurra e le si posò tra i capelli. “Sono qui. Sono venuta finalmente.” Lacrime brucianti cominciarono a scorrere sul suo viso. “Tutto doveva essere diverso, vero? Non doveva finire in questo modo.” Chinò la testa, la gola stretta in un nodo di dolore. E fu allora che la mano le tocco il collo. Le si mozzò il respiro di colpo e restò con la schiena rigida e gli occhi sbarrati. "Johnny…?" Era andato. Si alzò, si girò e naturalmente non c'era nulla. Ma poteva vederlo, ritto lì accanto, le mani sprofondate nelle tasche, il caldo sorriso un po' obliquo sul volto più attraente che bello che si appoggiava snello e disinvolto a una tomba o a un pilastro dell'ingresso o forse contro un albero rosseggiante d'autunno. Bella roba, Sarah, annusi ancora quella dannata cocaina? Niente intorno se non Johnny, lì vicino. Forse ovunque. Tutti noi facciamo quello che possiamo e dobbiamo accontentarci… e se non ci basta, dobbiamo rassegnarci. Niente è perduto per sempre, Sarah. Niente che non possa esser ritrovato. "Sempre il vecchio Johnny", sussurrò Sarah. Uscì dal cimitero e attraversò la strada. Indugiò un attimo, voltandosi a guardare. Il tiepido vento d'ottobre alitava robusto e grandi cortine di luce e d'ombra sembravano attraversare il mondo. Gli alberi frusciavano misteriosamente. Sarah salì in macchina e si allontanò.
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Stephen King (The Dead Zone)
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Teriam eles trinta ou sessenta anos? Os cabelos de André ficaram brancos prematuramente: antes, isso era charmoso, a neve que realçava o frescor moreno de sua tez. E ainda o era. A pele havia engrossado e enrugado, como couro velho, mas os sorrisos da boca e dos olhos mantinham seu brilho. Apesar dos desmentidos do álbum de fotos, sua imagem jovem se curvara diante do seu rosto de hoje: para Nicole, ele não envelhecera nada.Certamente porque ele mesmo parecia ignorar que havia envelhecido. André, que no passado gostava tanto de correr, nadar, escalar e se olhar no espelho, agora exibia seus sessenta e quatro anos sem preocupações. Uma vida longa de risos, lágrimas, raivas, abraços, confissões, silêncios e emoções, e, às vezes, parece que o tempo não passou. O futuro ainda se estende ao infinito.
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Simone de Beauvoir (Misverstand in Moskou)
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«Parlami.»
Riesco a dirlo così piano che non sono sicuro che mi abbia sentito, finché non sento le sue labbra distendersi in un sorriso sui miei addominali.
«Travis, devi essere dannatamente malato per chiedermi una cosa simile.»
La sua voce grave mi fa rabbrividire. È Mack, lui, con la sua bella bocca da cattivo ragazzo, la sua voce grave e calda che richiama il sesso. Scende sui miei addominali e la sua lingua continua a uccidermi dolcemente tra un bacio e l’altro, mi lecca l’ombelico e continua quello che sta facendo, facendomi impazzire.
Vorrei toccarlo anche io, ma le mie mani sono inerti, il mio corpo è privo di energia e solo Mack e le sue carezze riescono a ravvivarmi. La sua bocca mi scivola sul petto, lecca ogni centimetro del mio corpo a sua disposizione e il suo sedere, il suo magnifico sedere si strofina sul mio cazzo già duro e dolorante a sentirlo così vicino, e tuttavia troppo lontano. Si raddrizza, sento i rumori dei suoi vestiti che cadono al suolo, poi ritorna su di me. Il dolore è sempre là, ma lui è riuscito a relegarlo in secondo piano, dietro tutto quel desiderio accumulato tra noi e il piacere che mi offre. Probabilmente dovrei respingerlo. Sì, dovrei proprio farlo se ne fossi capace, ma anche se fossi pienamente lucido, lo lascerei fare perché è semplicemente troppo bello. Di solito non faccio troppi preliminari, non in questo modo, non con tanta dolcezza da essere quasi doloroso aspettare la prossima carezza o la prossima sensazione che scatenerà la sua bocca su di me. Mi scopro ad apprezzare questo suo modo di fare, perché è Mack e anche se può essere focoso, è anche molto tenero e dolce
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Amheliie (Road)
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Eu, na verdade, não sabia mais como eram as feições de Gilberte, salvo nos momentos divinos em que elas se abriam para mim; só me lembrava do seu sorriso. E como não podia ver, por mais esforços que fizesse para recordá-lo, aquele rosto querido, irritava-me ao encontrar na memória, com definitiva exatidão, as caras inúteis e incisivas do homem do carrossel e da vendedora de pirulitos, como acontece com essas pessoas que perderam um ente querido e não conseguem vê-lo em sonhos, e exasperam-se por encontrar continuamente em seus sonhos tantas criaturas insuportáveis a quem já é demais ter visto em estado de vigília. Na impotência de figurar o objeto da sua dor, quase se acusam de não sentir mais dor. E eu não estava longe de acreditar que, como não podia recordar as feições de Gilberte, esquecera-a também e não mais a amava.
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Marcel Proust (In the Shadow of Young Girls in Flower)
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Gosto das pessoas que tiram e coleccionam fotografias. Das pessoas que guardam em gavetas especiais os álbuns com as memórias de uma vida.
Eu não gosto de fotografias ou por outra não tenho álbuns. Nem álbum sequer. Tive um há vários anos ao qual sucedeu o mesmo que a minha única tentativa de diário. Ficou pelo caminho. Acabei por oferecer a maioria das fotografias nem sei bem onde ficou esse álbum esventrado destituído de sentido que perdeu a dignidade.
Desde muito novo que decidi assim. Sinto-me inevitavelmente estranho quando um clique se prepara. Talvez como os índios que acreditavam que as máquinas fotográficas aprisionavam as almas e por isso as temiam.
Resisto a que me tirem o boneco. Penso sempre que ao contrário do sorriso aberto e alegre dos outros aquele é um momento para a minha tristeza acordar. Uma fotografia é invariavelmente o fantasma fugaz de um momento que desaparece. Um atestado de velhice. Uma prova de que somos mortais e nada mesmo nada se repetirá.
Não quero por isso que me peçam sorrisos rasgados imaginar passarinhos dizer «queijo» em línguas estranhas. Mas acedo a aparecer nas fotografias - porque sei que elas estão destinadas aos álbuns nas gavetas especiais das pessoas que adoram tirá-las e coleccioná-las.
Conforto-me na altura do clique com a terna certeza de que se porventura quiser rever aquele passado revisitar o fantasma feliz poderei sempre caminhar entre casas estacionar a várias portas e subir à casa de amigos para me encontrar.
Gosto das pessoas que tiram e coleccionam fotografias porque elas levam-me consigo para um lugar melhor: o esconderijo das suas próprias alegrias. As gavetas que nunca abrirei.
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Luis Filipe Borges (A Vida é só Fumaça)
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Rosamond Oliver [...]. Veniva in genere all'ora di catechismo tenuta dal signor Rivers; e temo che lo sguardo della visitatrice colpisse a fondo il cuore del giovane pastore. Sembrava che un istinto lo avvertisse del suo ingresso, anche quando non poteva vederla; quando guardava lontano dalla porta, se lei vi appariva, il viso gli si accendeva e si faceva luminoso, e i suoi lineamenti marmorei, sebbene rifiutassero di distendersi, mutavano indescrivibilmente; la loro stessa immobilità diventava espressione di un fervore represso, con più forza di quanto avrebbero fatto un movimento del viso o il balenare di uno sguardo.
Lei era certa consapevole del suo potere: né lui glielo nascondeva, perché non gli era possibile. Pur con tutto il suo cristiano stoicismo, quando lei gli andava vicino e gli si rivolgeva, e lo guardava in viso con un sorriso gaio, incoraggiante, tenero, la mano di lui tremava e gli occhi ardevano.
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Charlotte Brontë (Jane Eyre)
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Artù andò alla porta della fucina, la spalancò e fissò il cortile. Niente vi si muoveva, a parte i soliti cani. Si voltò.
- Sei un uomo onesto, figlio - ammise a malincuore. - Un uomo onesto. Sono orgoglioso di te. Ma hai un'idea troppo buona del mondo. C'è il male là fuori, il vero male, e tu non ci credi.
- Tu ci credevi, quando avevi la mia età?
Artù riconobbe con un mezzo sorriso l'acutezza della domanda. - Quando avevo la tua età, credevo di poter rifare il mondo. Credevo che il mondo avesse bisogno solo d'onestà e di gentilezza. Credevo che il trattare bene la gente, il mantenere la pace e il praticare la giustizia sarebbero stati ricompensati con la gratitudine. Credevo che il bene avrebbe annullato il male.
Rimase pensieroso per qualche attimo. - Forse pensavo che le persone fossero simili ai cani e che, offrendo loro abbastanza affetto, sarebbero state docili - riprese, amaro. - Ma le persone non sono cani, Gwydre, sono lupi. Un re deve governare migliaia di ambiziosi e ognuno di loro inganna. Sarai adulato e, alle tue spalle, deriso. Ti giureranno fedeltà eterna e intanto trameranno alle tue spalle.
Scrollò le spalle. - E se sopravviverai ai complotti, un giorno avrai la barba grigia come me, guarderai la tua vita e ti accorgerai di non aver realizzato niente. Un bel niente. I bambini da te ammirati in braccio alle madri saranno cresciuti e diventati assassini, la giustizia da te imposta sarà in vendita, la gente da te protetta sarà ancora affamata e il nemico da te sconfitto minaccerà ancora i confini.
Parlando, era diventato sempre più furioso. Ora con un sorriso addolcì la collera. - É questo che vuoi?
Gwydre lo guardò negli occhi. Pensai per un attimo che avrebbe esitato o forse discusso con il padre, invece diede ad Artù una buona risposta.
- Quello che voglio, padre, è trattare bene le persone, dare loro la pace e offrire loro giustizia.
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Bernard Cornwell (La spada perduta)
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Nos escritórios não existem amigos; existem sujeitos que a gente vê todos os dias, que se enfurecem juntos ou separados, fazem piadas e se divertem com elas, que trocam suas queixas e se transmitem seus rancores, que reclamam da Diretoria em geral e adulam cada diretor em particular. Isto se chama convivência, mas só por miragem a convivência pode chegar a parecer-se com a amizade. Em tantos anos de escritórios, confesso que Avellaneda é meu primeiro afeto verdadeiro. O resto traz a desvantagem da relação não escolhida, do vínculo imposto pelas circunstâncias. O que eu tenho em comum com Muñoz, com Méndez, com Robledo? No entanto, às vezes rimos juntos, tomamos um trago, tratamo-nos com simpatia. No fundo, cada um é um desconhecido para os outros, porque neste tipo de relação superficial fala-se de muitas coisas, mas nunca das vitais, nunca das verdadeiramente importantes e decisivas. Creio que o trabalho é que impede outro tipo de confiança: o trabalho, essa espécie de constante martelar, ou de morfina, ou de gás tóxico. Algumas vezes, um deles (Muñoz, especialmente) se aproximou de mim para iniciar uma conversa realmente comunicativa. Começou a falar, começou a delinear com franqueza seu auto-retrato, começou a sintetizar os termos do seu drama, desse módico, estacionado, desconcertante drama que intoxica a vida de cada um, por mais homem médio que se sinta. Mas há sempre alguém chamando lá no balcão. Durante meia hora, ele tem de explicar a um cliente inadimplente a inconveniência e o castigo da mora, discute, grita um pouco, seguramente se sente envilecido. Quando volta à minha mesa, olha para mim e não diz nada. Faz o esforço muscular correspondente ao sorriso, mas suas comissuras se dobram para baixo. Então, pega uma planilha velha, amassa-a no punho, consciensiosamente, e depois a joga na cesta de papéis. É um simples substituitivo; o que não serve mais, o que ele atira na cesta do lixo, é a confidência. Sim, o trabalho amordaça a confiança.
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Mario Benedetti (La tregua)
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- Scusami, Brian, non sto ridendo per quello che mi hai detto, sono stupita che tu l’abbia fatto davvero, ma non sconvolta. Penso che Hale ti piaccia sul serio e, da quello che mi hai raccontato, forse anche lui prova qualcosa, e il fatto che siate due uomini vi trattiene dal lasciarvi andare. Ora so perché non accettavi mai gli appuntamenti che ti fissavo, evidentemente non eri abbastanza interessato alle ragazze. Con questo non voglio dire che tu sia gay, questo lo puoi sapere solo tu, ma non è così importante, Brian, se lo sei o no. Credo solo che Hale ti abbia colpito e, al di là del suo aspetto fisico, deve esserci qualcosa che ti ha fatto innamorare di lui - parlava con dolcezza, ma quell’ultima parola colpì Brian come un pugno in pieno stomaco.
- Innamorato? Tu credi che sia innamorato di lui? Ti sbagli, si tratta solo di attrazione fisica, una pazzesca attrazione, ma niente di più! Quello stronzo non fa che stuzzicarmi, e non sono fatto di ferro, cazzo! - stava andando in iperventilazione, ed Hellen se ne accorse.
- BRIAN! Calmati, non c’è niente di male a innamorarsi di una persona dello stesso sesso, diciamo che ti sei scelto una bella gatta da pelare, in un solo giorno mi ha fatto impazzire. Ma se pensi che ne valga la pena, combatti e smettila di torturarti, non si può decidere di chi innamorarsi. Perché non provi ad addomesticarlo un po’, invece? - Hellen rise dolcemente, e Brian sentì le sue viscere attorcigliarsi.
- Non posso essere innamorato di lui, non di Hale! Tra tutte le persone di questo mondo, non lui! - peccato che il suo cuore impazzito tradisse le sue parole
Era così? Era davvero innamorato di Hale? Chiuse gli occhi e il sorriso malizioso di Hale, il suo corpo peccaminoso, il suo cipiglio, tutto quello che riguardava Hale gli faceva venire le farfalle nello stomaco e battere il cuore. Era la cosa più terribile che potesse succedere, doveva solo stare attento a non farlo capire a Hale, o lo avrebbe preso per il culo senza pietà
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Andrea Grady (Hale (Italian Edition))
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Non ha senso entrare in contatto così con una persona e poi andare via. Non lo capisco. Lo strano è che io sono un asociale, ma quando entro in contatto con uno sconosciuto – anche se si tratta solo di un sorriso o di un cenno con la mano, che non credo sia considerato un vero contatto ma per me lo è – mi sembra che dopo non possiamo andarcene ognuno per la sua strada come se niente fosse. (...) Immagino la sua vita come una piramide, un iceberg di cui vedo solo la punta, la punta minuscola, ma sotto la superficie la piramide si allarga, si allarga verso il basso e nel passato, sempre più indietro, tutta la vita gli sta sotto, gli sta dentro, le mille cose che gli sono successe, e il risultato è quel momento, quel secondo in cui mi ha sorriso. (…) Credo che sia questo a farmi paura: la casualità di tutto. Persone che per te potrebbero essere importanti, ti passano accanto e se ne vanno. E tu fai altrettanto. Come si fa a saperlo? (…) Andandomene mi sembrava di abbandonarlo, di passar la vita, giorno dopo giorno, a abbandonare la gente.
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Peter Cameron
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Maggie chiuse gli occhi e contò sino a dieci.
Uno, due, tre…
Se voleva arrivare a casa di sua sorella prima che facesse notte, non aveva altra scelta che chiedere al cowboy di accompagnarla. Certo, avrebbe sempre potuto optare per il motel e attraversare quelle duecento iarde pullulanti di lupi.
Un altro ululato.
No, non avrebbe potuto.
«Lupi» disse Mitch, il braccio sinistro che sporgeva indolente dal finestrino, il mozzicone del sigaro stretto tra le dita.
«Lupi» ripeté lei con un’alzata di spalle, come se si trattasse di barboncini addestrati. Poi mosse un paio di passi esitanti verso il pick-up. Quell’affare era così alto che dovette allungare il collo e sollevare la testa per parlare al cowboy. «Mi chiedevo…» mormorò vincendo ogni residua resistenza.
Lui rimase immobile, se non per il sopracciglio sinistro che scattò verso l’alto.
«… se per caso tu non potessi darmi uno strappo.»
Lui finse di prendere in considerazione la cosa. Poi, con un altro sbuffo di fumo, disse: «Mi sembrava che avessi rifiutato la mia offerta, dieci minuti fa...».
«Perché non intendevo esserti di disturbo» rispose lei come se si stesse rivolgendo alla duchessa di Kent.
E di fatti lui scoppiò a ridere. «Essermi di disturbo? Dopo avermi assalito come un ninja? Ma sarò magnanimo. Dai, sali.»
Maggie tirò un sospiro di sollievo. Era così stanca e infreddolita che anche quel pick-up scassato le parve per un istante una limousine.
«Dove metto la valigia?»
«Buttala dietro, nel cassone.»
Buttare nel cassone la sua Samsonite rosa, costata una cifra improponibile?
«Preferirei sistemarla in cabina, se non ti spiace.»
«In cabina non c’è posto, qua dietro è pieno di roba. A meno che tu preferisca viaggiare nel cassone e la valigia sul sedile…»
Lei rimase zitta, gli occhi sgranati, per nulla certa che quella fosse solo una battuta.
«Ok, ci penso io» tagliò corto lui, aprendo la portiera e scivolando a terra con un balzo. Afferrò il trolley per la maniglia e, senza un’altra parola, lo fece volare nel cassone.
Oh!
Il botto risuonò nelle orecchie di Maggie come una granata.
Risistemandosi lo Stetson sulla testa, il cowboy girò intorno al pick-up e con un sorriso esagerato aprì la portiera del passeggero.
«Sali, sorella di Suzie, o vuoi che dia una mano anche a te?»
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Viviana Giorgi (Tutta colpa del vento (e di un cowboy dagli occhi verdi))
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Wilhelmina e Emilienne, posteriormente, acrescentaram bolos de casamento ao repertório de doces depois que o querido professor do ensino médio, Ignatius Lux, casou-se com Estelle Margolis em uma pequena cerimônia na igreja luterana. A comemoração terminou com um bolo de quatro andares assado por Emilienne especialmente para a ocasião. Noivo e noiva compartilharam sorrisos felizes, mas era do bolo que os convidados se lembravam - o recheio de creme de baunilha, a cobertura de creme de manteiga, o leve gosto de framboesas que certamente haviam sido acrescentadas à massa. Ninguém levou para casa pedaços de bolo para colocar debaixo do travesseiro na esperança de sonhar com o futuro cônjuge; em vez disso, os convidados de Ignatius Lux e Estelle Margolis comeram-no todo e, depois, tiveram que sonhar que o estavam comendo novamente. Após essa festa de casamento, as solteiras acordavam à noite com lágrimas nos olhos, não porque estavam sozinhas, mas porque não havia mais bolo de casamento. Desnecessário dizer que o bolo, mais tarde, tornou-se um dos itens mais populares da padaria, encomendado em todo evento, grande ou pequeno.
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Leslye Walton (The Strange and Beautiful Sorrows of Ava Lavender)
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Há um morcego de papel da festa das bruxas pendurado num cordão acima de sua cabeça; ele levanta o braço e dá um piparote no morcego, que começa a girar.
- Dia de outono bem agradável - continua ele.
Fala um pouco do jeito como papai costumava falar, voz alta, selvagem mesmo, mas não se parece com papai; papai era um índio puro de Columbia - um chefe - e duro e brilhante como uma coronha de arma. Esse cara é ruivo, com longas costeletas vermelhas, e um emaranhado de cachos saindo por baixo do boné, está precisando de dar um corte no cabelo há muito tempo, e é tão robusto quanto papai era alto, queixo, ombros e peitos largos, um largo sorriso diabólico, muito branco e é duro de uma maneira diferente do que papai era, mais ou menos do jeito que uma bola de beisebol é dura sob o couro gasto. Uma cicatriz lhe atravessa o nariz e uma das maçãs do rosto, o luga em que alguém o acertou numa briga, e os pontos ainda estão no corte. Ele fica de pé ali, esperando, e, quando ninguém toma a iniciativa de lhe responder alguma coisa, começa a rir. Ninguém é capaz de dizer exatamente por que ele ri; não há nada de engraçado acontecendo. Mas não é da maneira como aquele Relações Públicas ri, é um riso livre e alto que sai da sua larga boca e se espalha em ondas cada vez maiores até ir de encontro às paredes por toda a ala. Não como aquele riso do gordo Relações Públicas . Este som é verdadeiro. Eu me dou conta de repente de que é a primeira gargalhada que ouço há anos.
Ele fica de pé, olhando para nós, balançando-se para trás nas botas , e ri e ri. Cruza os dedos sobre a barriga sem tirar os polegares dos bolsos. Vejo como suas mãos são grandes e grossas. Todo mundo na ala, pacientes, pessoal e o resto, está pasmo e abobalhado diante dele e da sua risada. Não há qualquer movimento para faze-lo parar, nenhuma iniciativa para dizer alguma coisa. Ele então interrompe a risada, por algum tempo, e vem andando, entrando na enfermaria. Mesmo quando não está rindo, aquele ressoar do seu riso paira a sua volta, da mesma maneira com o som paira em torno de um grande sino que acabou de ser tocado - está em seus olhos, na maneira como sorri, na maneira como fala. [1]
- Meu nome é McMurphy, companheiros, R. P. McMurphy, e sou um jogador idiota. - Ele pisca o olho e canta um pedacinho de uma canção : - .... " e sempre eu ponho ... meu dinheiro ... na mesa " - e ri de novo.
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Ken Kesey (One Flew Over the Cuckoo’s Nest)
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Quem morre?
Morre lentamente
quem se transforma em escravo do hábito,
repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca
Não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente
quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente
quem evita uma paixão,
quem prefere o preto no branco
e os pingos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções,
justamente as que resgatam o brilho dos olhos,
sorrisos dos bocejos,
corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente
quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho,
quem não se permite pelo menos uma vez na vida,
fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente
quem não viaja,
quem não lê,
quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente
quem destrói o seu amor-próprio,
quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente,
quem passa os dias queixando-se da sua má sorte
ou da chuva incessante.
Morre lentamente,
quem abandona um projeto antes de iniciá-lo,
não pergunta sobre um assunto que desconhece
ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves,
recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior
que o simples fato de respirar. Somente a perseverança fará com que conquistemos
um estágio esplêndido de felicidade.
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Pablo Neruda
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Aproximávamo-nos agora da floresta enquanto a estrada ia descrevendo uma volta quando demos pelas pegadas de um homem. Depois de outro homem que trazia botas. As marcas mostravam ligeiros sinais de chuva e parámos o carro para ver melhor a pé.
- Tu e eu – disse a Ngui.
- Sim – disse ele com um sorriso – Um deles tem pés grandes e caminha como se estivesse cansado.
- Um está descalço e anda como se a espingarda fosse pesada demais para ele. Pára o carro – disse a Mthuka. Descemos.
- Olha – disse Ngui. – Um anda como se fosse muito velho e mal pudesse ver. O que está calçado.
- Olha – disse eu – O que está descalço anda como quem tem cinco mulheres e vinte vacas. Gastou uma fortuna em cerveja.
- Não vão chegar a lado nenhum – disse Ngui – Olha, o que vai calçado anda como se fosse morrer de um momento para o outro. Vai a cambalear com o peso da espingarda.
- Que achas que andam a fazer por estes lados?
- Como é que hei-de saber? Olha, o dos sapatos agora está mais forte.
- Está a pensar na shamba – disse Ngui.
- Kwenda na shamba.
- Ndio – confirmou Ngui – Que idade dás tu ao mais velho, o dos sapatos?
- Não tens nada com isso – disse eu. Dirigimo-nos para o carro e quando ele se aproximou subimos e eu indiquei a Mthuka a orla da floresta. O condutor ria-se e abanava a cabeça.
- Que é que andavam os dois ali a fazer a seguir as vossas pegadas? – disse Miss Mary – Já sei que era muito engraçado porque todos se estavam a rir. Mas pareceu-me bastante parvo
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Ernest Hemingway (True at First Light)
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Um imenso animal leiteiro aproximou-se da mesa de Zaphod Beeblebrox. Era um enorme e gordo quadrúpede do tipo bovino, com olhos grandes e protuberantes, chifres pequenos e um sorriso nos lábios que era quase simpático.
– Boa noite – abaixou-se e sentou-se pesadamente sobre suas ancas –, sou o Prato do Dia. Posso sugerir-lhes algumas partes do meu corpo? – Grunhiu um pouco, remexeu seus quartos traseiros buscando uma posição mais confortável e olhou pacificamente para eles.
Seu olhar se deparou com olhares de total perplexidade de Arthur e Trillian, uma certa indiferença de Ford Prefect e a fome desesperada de Zaphod Beeblebrox.
– Alguma parte do meu ombro, talvez? – sugeriu o animal. – Um guisado com molho de vinho branco?
– Ahn, do seu ombro? – disse Arthur, sussurrando horrorizado.
– Naturalmente que é do meu ombro, senhor – mugiu o animal, satisfeito –, só tenho o meu para oferecer.
Zaphod levantou-se de um salto e pôs-se a apalpar e sentir os ombros do animal, apreciando.
– Ou a alcatra, que também é muito boa – murmurou o animal. – Tenho feito exercícios e comido cereais, de forma que há bastante carne boa ali. – Deu um grunhido brando e começou a ruminar. Engoliu mais uma vez o bolo alimentar. – Ou um ensopado de mim, quem sabe? – acrescentou.
– Você quer dizer que este animal realmente quer que a gente o coma? – cochichou Trillian para Ford.
– Eu? – disse Ford com um olhar vidrado. – Eu não quero dizer nada.
– Isso é absolutamente horrível – exclamou Arthur -, a coisa mais repugnante que já ouvi.
– Qual é o problema, terráqueo? – disse Zaphod, que agora observava atentamente o enorme traseiro do animal.
– Eu simplesmente não quero comer um animal que está na minha frente se oferecendo para ser morto – disse Arthur. – É cruel!
– Melhor do que comer um animal que não deseja ser comido – disse Zaphod.
– Não é essa a questão – protestou Arthur. Depois pensou um pouco mais a respeito. – Está bem – disse –, talvez essa seja a questão. Não me importa, não vou pensar nisso agora. Eu só... ahn...
O Universo enfurecia-se em espasmos mortais.
– Acho que vou pedir uma salada – murmurou.
– Posso sugerir que o senhor pense na hipótese de comer meu fígado? Deve estar saboroso e macio agora, eu mesmo tenho me mantido em alimentação forçada há meses.
– Uma salada verde – disse Arthur, decididamente.
– Uma salada? – disse o animal, lançando um olhar de recriminação para ele.
– Você vai me dizer – disse Arthur – que eu não deveria comer uma salada?
– Bem – disse o animal –, conheço muitos legumes que têm um ponto de vista muito forte a esse respeito. E é por isso, aliás, que por fim decidiram resolver de uma vez por todas essa questão complexa e criaram um animal que realmente quisesse ser comido e que fosse capaz de dizê-lo em alto e bom tom. Aqui estou eu!
Conseguiu inclinar-se ligeiramente, fazendo uma leve saudação.
– Um copo d’água, por favor – disse Arthur.
– Olha – disse Zaphod –, nós queremos comer, não queremos uma discussão. Quatro filés malpassados, e depressa. Faz 576 bilhões de anos que não comemos.
O animal levantou-se. Deu um grunhido brando.
– Uma escolha muito acertada, senhor, se me permite. Muito bem – disse –, agora é só eu sair e me matar.
Voltou-se para Arthur e deu uma piscadela amigável.
– Não se preocupe, senhor, farei isso com bastante humanidade.
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Douglas Adams (The Restaurant at the End of the Universe (The Hitchhiker's Guide to the Galaxy, #2))
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Pur essendosi ormai rassegnata a tenere il cappello fermo con la mano destra, con la quale reggeva pure l’ombrellino e una piccola borsa di velluto blu, Miss Portland procedeva spedita, lo sguardo fisso a terra, ormai a pochi metri dal calesse di Maylon.
E lo avrebbe superato senza prestare alcuna attenzione, né all’uomo che lo guidava né al cavallo che lo tirava, se l’ottavo conte di Maylon non ne fosse smontato con un salto e non le si fosse parato davanti sbarrandole la strada.
«Miss Portland, è un piacere insperato incontrarvi.»
Sophie sussultò e sollevando lo sguardo si trovò di fronte quell’uomo. Che nelle ultime due settimane tante volte era riuscita abilmente a evitare.
Lo fissò senza nascondere la propria sorpresa e, con un semplice «Lord Maylon» e una frettolosa riverenza, si apprestò a proseguire il proprio cammino. Tentativo sprecato, perché lui, di nuovo, le si parò davanti.
Che cosa voleva da lei?
«Ho appena fatto visita alla vostra madrina, illudendomi di incontrarvi, Miss Portland. Ma è evidente che non ho avuto questa fortuna. Così, quando vi ho vista, ho sperato che mi avreste fatto l’onore di lasciarvi ricondurre a casa.»
La mano ancora sul cappello, il pericoloso ombrellino puntato verso di lui come una lancia in resta, Sophie socchiuse gli occhi come per osservarlo meglio e, senza giri di parole, gli chiese: «Per quale ragione, Lord Maylon, vorreste ricondurmi a casa, quando sono quasi arrivata?»
***
Tutte le risposte che vennero alle labbra di sua signoria non avrebbero potuto essere riferite a Sophie senza il ricorso a imbarazzanti spiegazioni.
Se le avesse detto che voleva riaccompagnarla a casa per poter rimanere finalmente solo con lei, anche se per pochi minuti, avrebbe dovuto spiegarle anche il perché di quel desiderio. Avrebbe dovuto confessarle che da quando si erano incontrati non faceva che pensare a lei. Con un’intensità fastidiosa e insistente, tanto da non essere più riuscito a guardare né tantomeno a toccare un’altra donna.
No, questa spiegazione era fuori luogo, l’avrebbe scandalizzata: era una debuttante, dopo tutto.
Avrebbe potuto dirle che voleva respirare il suo profumo, che sapeva di mughetti e viole, gioire del suo sorriso coinvolgente e pericolosamente sensuale, sentirsi circondato dalla vitalità e dal calore che il suo corpo sprigionava, ascoltare la sua voce e perdersi nei suoi occhi.
Scartò anche questa ipotesi, ritenendo che tale risposta avrebbe potuto apparire a Miss Portland non solo esagerata ma del tutto sciocca.
Quindi, con tono rude e sguardo severo, si limitò a fornirle più che una sola motivazione, un intero elenco di ragioni inappuntabili.
«Primo, perché è tardi, Miss Portland, e Lady Rumphill era molto preoccupata che non foste ancora rientrata a casa. Secondo, perché la borsa che portate è talmente pesante che, se non ve ne liberate subito, domani avrete difficoltà a muovere le braccia... a proposito, quando contate di leggere tutti quei libri, Miss Portland?... e, terzo, perché altrimenti finirete col perdere quel delizioso cappello di paglia che a quanto pare non vuole rimanervi sulla testa. Forse perché la vostra testa è talmente dura da scoraggiare anche un cappello. Allora, salite o devo convincervi in altro modo?»
«È questo che pensate della mia testa, my lord?» gli rispose lei, le labbra arrotondate in un Oh! oltraggiato.
«Questo, e molto altro.»
«Non oso davvero chiedervi cosa intendiate per molto altro, ma presumo sia meglio evitare di darvi quest’ulteriore soddisfazione.»
E mentre diceva queste parole, docile docile Miss Portland gli permise di aiutarla a salire sul calesse, mentre lui, pur sorpreso dalla resa di lei, ancora sogghignava per quella risposta tagliente.
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Viviana Giorgi (Zitta e ferma Miss Portland!)
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Mi sono risvegliata dall'etere con la sensazione di essere stata abbandonata e ho chiesto subito all'infermiera se era un maschio o una femmina. Lei ha detto che era una femmina, così ho voltato la testa e ho pianto. "Va bene,' mi sono detta, sono contenta che sia una femmina. E spero che sia scema - la cosa migliore per una femmina in questo mondo è essere una bella scemetta."
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Fece un sorriso comprensivo, molto più che comprensivo. Era uno di quei rari sorrisi che racchiudono un tocco di rassicurazione eterna, e nel quale ci si imbatte quattro o cinque volte nella vita. Per un istante affrontava - o pareva affrontare - l'eternità intera per poi concentrarsi su di te con una irresistibile predilezione nei tuoi confronti. Ti comprendeva fino al punto in cui volevi essere compreso, credeva in te come tu vorresti credere in te stesso e ti assicurava che di te aveva esattamente l'impressione che, al tuo meglio, speravi di dare.
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Trent'anni - la promessa di un decennio di solitudine, un elenco sempre più sottile di scapoli da conoscere, una valigetta sempre più sottile di entusiasmo, di capelli sempre più sottili.
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E mentre me ne stavo lì a rimuginare su un mondo vecchio e sconosciuto, pensai alla meraviglia di Gatsby quando per la prima volta aveva scorto la luce verde in fondo al pontile di Daisy. Era venuto da lontano fino a questo prato blu, e il suo sogno deve essergli sembrato così vicino che non poteva credere di non riuscire ad afferrarlo. Non sapeva che ce l'aveva già alle spalle, da qualche parte nella vasta tenebra oltre la città, dove i campi scuri della repubblica ondeggiavano sotto la notte.
Gatsby credeva nella luce verde, nel futuro orgastico che anno dopo anno si ritira davanti a noi. Allora ci è sfuggito, ma non importa; domani correremo più forte, allungheremo le braccia ancora di più... E un bel mattino...
Così navighiamo di bolina, barche contro la corrente, riportati senza posa nel passato.
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F. Scott Fitzgerald (The Great Gatsby)
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guia, Sra. Saeki, tem cerca de 45 anos e é magra. É também alta em comparação às demais mulheres da sua geração. Usa vestido verde com um cardigã creme claro jogado sobre os ombros. Seu porte é elegante. Seus cabelos, longos, estão arrebanhados frouxamente na nuca. O rosto é delicado e inteligente. Tem olhos bonitos. E também um sorriso suave como uma sombra brincando sempre em seus lábios. Um sorriso que não sei descrever direito, mas que me parece conclusivo. Lembra uma pequena e ensolarada poça de luz, de formato único e que só se encontra em lugares secretos. No jardim de minha casa em Nogata, havia um cantinho e uma poça semelhantes, e desde muito pequeno sempre os amei. A Sra. Saeki desperta em mim uma sensação forte, mas, ao mesmo tempo, de comovente nostalgia. Como seria bom se ela fosse minha mãe, penso eu. O mesmo pensamento me ocorre toda vez que vejo uma mulher bonita (ou apenas simpática) de meia-idade. Como seria bom se ela fosse minha mãe… Mas nem é preciso dizer, a chance da Sra. Saeki ser minha mãe é praticamente nula. Mas do ponto de vista teórico a possibilidade existe, embora mínima. Afinal, não conheço nem o rosto nem o nome da minha mãe. Em outras palavras, não existe nenhuma razão para ela não ser minha mãe. Da visita guiada participamos apenas eu e um casal de meia-idade proveniente de Osaka. A mulher é rechonchuda e usa óculos de grau forte. O marido é magro e seu cabelo, duro, parece ter sido deitado à força com cerdas de ferro. Os olhos finos e as maçãs de rosto largas trazem à mente certas figuras esculpidas de ilhas meridionais, sempre a fitar o horizonte com intensa ferocidade. A mulher assume a maior parte do diálogo; o marido apenas murmura respostas automáticas. Além disso, acena a cabeça em concordância, emite exclamações admiradas e vez ou outra resmunga palavras soltas, ininteligíveis. O vestuário de ambos é mais apropriado para escalar montanhas do que para visitar bibliotecas: colete impermeável cheio de bolsos, sapatos de meio-cano fechados
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Haruki Murakami (Kafka à Beira-Mar)
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O único aspecto que varia nesta perspectiva são as mãos, todas estas mãos, claras, agitadas, ou expectantes ao redor da mesa verde; parecem estar à espreita, à entrada do antro sempre diferente de uma jogada, mas assemelhando-se a uma fera prestes a saltar, tendo cada uma a sua forma e a sua cor, umas despidas, outras munidas de anéis e pulseiras tilintantes; umas peludas como se de animais selvagens, outras flexíveis e luzidias como enguias, mas todas nervosas e vibrantes de uma imensa impaciência. (...)Mas, precisamente porque toda a sua atenção se concentra em exclusivo neste esforço de dissimulação do que existe de notório na sua pessoa, esquecem as mãos, esquecem que há pessoas que observam unicamente estas mãos e que, através delas, conseguem adivinhar tudo aquilo que tanto se esforçam por ocultar, de sorriso nos lábios e falsa expressões de indiferença. A mão, essa trai sem pudor o que eles têm de mais secreto. Pois há-de surgir, forçosamente, um momento em que todos aqueles dedos , a custo contidos e parecendo dormir, deixam o seu indolente abandono: no segundo decisivo em que a bola da roleta cai no seu alvéolo e em que é gritado o número vencedor, então, nesse segundo, cada uma destas cem ou cento e cinquenta mãos esboça involuntariamente um movimento muito pessoal, muito individual, imposto pelo instinto primitivo. E quando se está habituada, como eu, a observar este tipo de arena das mãos, há muito iniciada graças a esta fantasia do meu marido, acha-se muito mais apaixonante do que o teatro ou a música esta forma brusca, incessantemente diferente , incessantemente imprevista, em que os temperamentos, sempre novos, se desmascaram; não posso descrever-lhe em pormenor os milhares de atitudes que revelam as mãos durante um jogo: umas, animais selvagens de dedos peludos e recurvados que agarram o dinheiro à guisa de uma aranha; outras, nervosas, trémulas, de unhas pálidas, mal ousando tocar-lo; outras ainda, nobres ou plebeias, brutais ou tímidas, astuciosas ou quase balbuciantes; mas cada uma tem a sua maneira de ser muito particular, pois cada um destes pares de mãos exprime uma via diferente, exceptuando as dos quatro ou cinco croupiers.
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Stefan Zweig (Vingt-quatre heures de la vie d'une femme)
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(Cont.. Página 46)
O seu rosto negro, bonito, cintilava ali na minha frente. Fiquei boquiaberto, tentando pensar em alguma maneira de responder. Ficamos juntos, enlaçados daquela maneira durante alguns segundos; então o som da fábrica saltou num arranco, e alguma coisa começou a puxá-la para trás, afastando-a de mim. Um cordão em algum lugar que eu não via se havia prendido naquela saia vermelha florida e a puxava para trás. As unhas dela foram arranhando as minhas mãos e, tão logo ela desfez o contato comigo, seu rosto saiu novamente de foco, tornou-se suave e escorregadio como chocolate derretendo-se atrás daquela neblina de algodão que soprava. Ela riu e girou depressa, deixando que eu visse a perna amarela, quando a saia subiu. Lançou-me uma piscadela de olho por sobre o ombro enquanto corria para sua máquina, onde uma pilha de fibra deslizava da mesa para o chão; ela apanhou tudo e saiu correndo sem barulho pela fileira de máquinas para enfiar as fibra num funil de enchimento; depois, desapareceu no meu ângulo de visão virando num canto.
(Página 47)
"Todos aqueles fusos bobinando e rodando, e lançadeiras saltando por todo lado, e carretéis fustigando o ar com fios, paredes caiadas e máquinas cinza-aço e moças com saias floridas saltitando para a frente e para trás e a coisa toda tecida como uma tela, com linhas brancas corrediças que prendiam a fábrica, mantendo-a unida - aquilo tudo me marcou e de vez em quando alguma coisa na enfermaria o traz de volta à minha mente
Sim. Isto é o que sei.. A enfermaria é uma fábrica da Liga. Serve para reparar os enganos cometidos nas vizinhanças, nas escolas e nas igrejas, isso é o que o hospital é. Quando um produto acaba, volta para a sociedade lá fora - todo reparado e bom como se fosse novo, às vezes melhor do que se fosse novo, traz alegria ao coração da Chefona; algo que entrou deformado, todo diferente, agora é um componente em funcionamento e bem-ajustado, um crédito para todo esquema e uma maravilha para ser observado. Observe-o se esgueirando pela terra com um sorriso, encaixando-se em alguma vizinhançazinha, onde estão escavando valas agora mesmo, por toda a rua, para colocar encanamento para a água da cidade. Ele está contente com isso. Ele finalmente está ajustado ao meio-ambiente...
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Ken Kesey (One Flew Over the Cuckoo’s Nest)
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Passò per vie rumorose piene di luce, per gallerie dalla risonanza profonda, su cui, con rumore di tuono, rotolavano pesantemente i treni e che eran tutte tappezzate di annunzi reclamistici dai colori vistosi, vide splendidi palazzi, e case a quattro piani, strette, con finestre polverose che ammiccavan sulla via sporca; risalì file di strade che si somigliavano come orfanelle o ciechi, condotti in fila.
Infine si svegliò lentamente alla realtà, e si sentì vecchia, triste e stanca, per aver vegliato e corso.
Miserabili bottegucce si schiacciavano l'un l'altra per mettersi in evidenza: abiti vecchi per i più poveri, biancheria grigia per gli operai, e per tutti viveri a buon mercato. Ceste di pere, dure e verdi, e di prugne, nere e secche, aspettavano di sedurre una clientela infantile, coperte da una rete a maglie strette che le salvava dai ladruncoli. In una botteguccia vide una donna obesa, che con le mani tremanti, secche e gialle, accendeva una lampada a petrolio. Ai suoi piedi un ragazzino la guardava con curiosità, con una carota, mezzo rosicchiata, nella sua mano di bambino sporco.
Le strade, i cumuli di mercanzie, le camicie grigie, le pere, la rete, i visi stanchi delle persone, tutto era annerito dalla fuliggine grassa delle locomotive che passavano, brontolando, e dal fumo di tutti i camini degli stabilimenti che erano là, stretti gli uni vicino agli altri, come alberi di una foresta.
“Ecco il tuo giorno di festa” pensava Franzi.
Ella era ferita e inasprita fino al pianto, come se tutto: la strada grigia, la bruttezza della miseria, la tristezza della povertà, fossero state accumulate in quest'angolo di città straniera per disprezzarla.
“Ecco il tuo giorno di festa” diceva in lei una voce chiara. E questa creatura che detestava sognare, che non comprendeva la morte, che non si attaccava che alla realtà, che non voleva conquistare e non desiderava che ciò che si può afferrare, ciò che è vibrante di vita: questa creatura si svegliava qui, nella grigia strada di un quartiere popolare di Praga, Zizkov, che nel crepuscolo confuso di una sera di primavera si prolungava a perdita d'occhio.
“Ecco il tuo giorno di festa” pensava Franzi.
Ella sentiva che non era solo questo giorno che la condannava, ma la troppo lunga fila di giorni di lavoro, fra cui essa aveva il suo posto: ancora grigio su grigio, come un orfanello in una lunga fila, come un seguito di ore vuote in un mondo vuoto. Vuoto? Non stava più la sua vita sulle ali della musica, la più umana di tutte le arti? Perchè dunque il suo passato restava così freddo, così paurosamente squallido, senza un sorriso, senza un ricordo, senza altro che tante pagine voltate, in un gran quaderno di musica? Aveva sempre suonato per se stessa e per la propria soddisfazione. A finestre e porte chiuse si era ubriacata di musica come di un vizio segreto.
Che significato aveva per lei? Tanto? Ancora ieri ella vi aveva trovato consolazione, speranza, entusiasmo e pace, terra e cielo, letizia e dolore. Oggi tutto era lontano. Nessuno mai l'aveva ascoltata; mai nessuna delle sue parole si era riflessa nel sorriso di un'altra creatura; mai nessuno era stato dietro a lei e le aveva passato la mano sulla spalla all'ultimo accordo del pianoforte...
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Ernst Weiss (Franziska (Pushkin Collection))
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Sempre più lento andava il pensieroso e si chiedeva frattanto: « Ma che è dunque ciò che avevi voluto apprendere dalle dottrine e dai maestri, e che essi, pur avendoti rivelato tante cose, non sono riusciti a insegnarti? ». Ed egli trovò: « L'Io era, ciò di cui volevo apprendere il senso e l'essenza. L'Io era, ciò di cui volevo liberarmi, ciò che volevo superare. Ma non potevo superarlo, potevo soltanto ingannarlo, potevo soltanto fuggire o nascondermi davanti a lui. In verità, nessuna cosa al mondo ha tanto occupato i miei pensieri come questo mio Io, questo enigma ch'io vivo, d'essere uno, distinto e separato da tutti gli altri, d'essere Siddharta! E su nessuna cosa al mondo so tanto poco quanto su di me, Siddharta!».
Colpito da questo pensiero s'arrestò improvvisamente nel suo lento cammino meditativo, e tosto da questo pensiero ne balzò fuori un altro, che suonava: « Che io non sappia nulla di me, che Siddharta mi sia rimasto così estraneo e sconosciuto, questo dipende da una causa fondamentale, una sola: io avevo paura di me, prendevo la fuga davanti a me stesso! L'Atman cercavo, Brahma cercavo, e volevo smembrare e scortecciare il mio Io, per trovare nella sua sconosciuta profondità il nocciolo di tutte le cortecce, l'Atman, la vita, il divino, l'assoluto. Ma proprio io, intanto, andavo perduto a me stesso ».
Siddharta schiuse gli occhi e si guardò intorno, un sorriso gli illuminò il volto, e un profondo sentimento, come di risveglio da lunghi sogni, lo percorse fino alla punta dei piedi. E appena si rimise in cammino, correva in fretta, come un uomo che sa quel che ha da fare.
« Oh! » pensava respirando profondamente « ora Siddharta non me lo voglio più lasciar scappare! Basta! cominciare il pensiero e la mia vita con l'Atman e col dolore del mondo! Basta! uccidermi e smembrarmi, per scoprire un segreto dietro le rovine! Non sarà più lo Yoga-Veda a istruirmi, né l'Atharva-Veda, né gli asceti, né alcuna dottrina. Dal mio stesso Io voglio andare a scuola, voglio conoscermi, voglio svelare quel mistero che ha nome Siddharta ».
Si guardò attorno come se vedesse per la prima volta il mondo. Bello era il mondo, variopinto, raro e misterioso era il mondo! Qui era azzurro, là giallo, più oltre verde, il cielo pareva fluire lentamente come i fiumi, immobili stavano il bosco e la montagna, tutto bello, tutto enigmatico e magico, e in mezzo v'era lui, Siddharta, il risvegliato, sulla strada che conduce a se stesso. Tutto ciò, tutto questo giallo e azzurro, fiume e bosco penetrava per la prima volta attraverso la vista in Siddharta, non era più l'incantesimo di Mara, non era più il velo di Maya, non era più insensata e accidentale molteplicità del mondo delle apparenze, spregevole agli occhi del Brahmino, che, tutto dedito ai suoi profondi pensieri, scarta la molteplicità e solo dell'unità va in cerca. L'azzurro era azzurro, il fiume era fiume, e anche se nell'azzurro e nel fiume vivevan nascosti come in Siddharta l'uno e il divino, tale era appunto la natura e il senso del divino, d'esser qui giallo, là azzurro, là cielo, là bosco e qui Siddharta. Il senso e l'essenza delle cose erano non in qualche cosa oltre e dietro loro, ma nelle cose stesse, in tutto.
« Come sono stato sordo e ottuso! » pensava, e camminava intanto rapidamente. «Quand'uno legge uno scritto di cui vuoi conoscere il senso, non ne disprezza i segni e le lettere, né li chiama illusione, accidente e corteccia senza valore, bensì li decifra, li studia e li ama, lettera per lettera. Io invece, io che volevo leggere il libro del mondo e il libro del mio proprio Io, ho disprezzato i segni e le lettere, a favore d'un significato congetturato in precedenza, ho chiamato illusione il mondo delle apparenze, ho chiamato il mio occhio e la mia lingua fenomeni accidentali e senza valore. No, tutto questo è finito, ora son desto, mi sono risvegliato nella realtà e oggi nasco per la prima volta.
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Hermann Hesse (Siddhartha)