“
Présente je vous fuis; absente, je vous trouve;
Dans le fond des forêts votre image me suit
”
”
Jean Racine (Phèdre)
“
...me eligió como se elige un libro en una biblioteca. Ignoro si me escogió por el título, el lomo, la portada, la tipografía o por mi ubicación entre otros libros. No sé qué clase de texto fui para ella.
”
”
Juan Villoro (Conferencia sobre la lluvia)
“
Me quieres tanto como yo te quiero. Y todo lo que yo quiero es a ti (...) Hoy. Esta noche. Mañana. Para siempre.(...) Yo fui hecho para ti, Mara. -Noah
”
”
Michelle Hodkin (The Unbecoming of Mara Dyer (Mara Dyer, #1))
“
Este último capítulo é todo de negativas. Não alcancei a celebridade do emplasto, não fui ministro, não fui califa, não conheci o casamento. Verdade é que, ao lado dessas faltas, coube-me a boa fortuna de não comprar o pão com o suor do meu rosto. Mais; não padeci a morte de D. Plácida, nem a semidemência do Quincas Borba. Somadas umas coisas e outras, qualquer pessoa imaginará que não houve míngua nem sobra, e conseguintemente que saí quite com a vida. E imaginará mal; porque ao chegar a este outro lado do mistério, achei-me com um pequeno saldo, que é a derradeira negativa deste capítulo de negativas: — Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria.
”
”
Machado de Assis (Memórias póstumas de Brás Cubas)
“
Yo nunca fui prefecta -comentó alegremente Tonks- El jefe de mi casa decía que me faltaban ciertas cualidades indispensables.
-¿Cómo cuáles? -preguntó Ginny.
-Como la capacidad de portarme bien.
”
”
J.K. Rowling (Harry Potter and the Order of the Phoenix (Harry Potter, #5))
“
Tentei não fazer nada na minha vida que envergonhasse a criança que fui.
Quando me for deste mundo, partirão duas pessoas. Sairei de mão dada, com essa criança que fui.
”
”
José Saramago
“
Morreu Fernando Pessoa. Mal acabei de ler a notícia no jornal, fechei a porta do consultório e meti-me pelos montes a cabo. Fui chorar com os pinheiros e com as fragas a morte do nosso maior poeta de hoje, que Portugal viu passar num caixão para a eternidade sem ao menos perguntar quem era.
”
”
Miguel Torga (Diário - Volume I)
“
[...] E é porque sempre fui de brigar muito, meu modo é brigando. É porque sempre tento chegar do meu modo. É porque ainda não sei ceder. [...] É porque ainda não sou eu mesma, e então o castigo é amar um mundo que não é ele. É também porque eu me ofendo à toa. É porque talvez eu precise que me digam com brutalidade, pois sou muito teimosa. [...] Talvez eu tenha que chamar de "mundo" esse meu modo de ser um pouco de tudo.
”
”
Clarice Lispector (Felicidade Clandestina)
“
Ni hablar, preciosa. Yo fui el suertudo que andaba tratando de sobrevivir por ahí y me encontré con lo que todo gato quiere.
”
”
Ingrid V. Herrera (Lo que todo gato quiere)
“
NOVIA. ¡Porque yo me fui con el otro, me fui! (Con angustia.) Tú también te hubieras ido. Yo era una mujer quemada, llena de llagas por dentro y por fuera,y tu hijo era un poquito de agua de la que yo esperaba hijos, tierra, salud; pero el otro era un río oscuro, lleno de ramas, que acercaba a mí el rumor de sus juncos y su cantar entre dientes. Y yo corría con tu hijo que era como un niñito de agua, frío, y el otro me mandaba cientos de pájaros que me impedían el andar y que dejaban escarcha sobre mis heridas de pobre mujer marchita, de muchacha acariciada por el fuego. Yo no quería, ¡óyelo bien!, yo no quería. ¡Tu hijo era mi fin y yo no lo he engañado, pero el brazo del otro me arrastró como un golpe de mar, como la cabezada de un mulo, y me hubiera arrastrado siempre, siempre, siempre, aun que hubiera sido vieja y todos los hijos de tu hijo me hubiesen agarrado de los cabellos.
”
”
Federico García Lorca (Bodas de sangre)
“
Fui educada este año por un Chico.
Un chico del que estoy seriamente, profundamente, locamente,
increíblemente e indudablemente enamorada....
Y me enseñó lo más importante
de todas las cosas...
A poner énfasis Sobre la vida.
”
”
Colleen Hoover (Slammed (Slammed, #1))
“
No me reconociste, ni entonces ni en ningún otro momento, nunca me has reconocido. ¿Cómo te puedo describir, querido, la decepción de aquel instante? Por primera vez fui consciente de estar predestinada a que no me reconocieras durante toda mi vida
”
”
Stefan Zweig (Carta de una desconocida / La Institutriz / Veinticuatro horas en la vida de una mujer)
“
Aquí estoy. Nunca me fui.
Antes de ti, no era.
Después de ti...
sólo nos queda el somos.
”
”
Ángela Becerra (El penúltimo sueño)
“
Valha-me Nossa Senhora, Mãe de Deus de Nazaré! A vaca mansa dá leite, a braba dá quando quer. A mansa dá sossegada, a braba levanta o pé. Já fui barco, fui navio, mas hoje sou escaler. Já fui menino, fui homem, só me falta ser mulher.
”
”
Ariano Suassuna (Auto da Compadecida)
“
De esta forma se me iba el tiempo en lo que yo más disfrutaba: soñar, divagar, imaginar, recrear. Así fui aprendiendo que un escritor escribe no sólo cuando está escribiendo.
”
”
Mario Mendoza (Relato de un asesino)
“
Un golpe de luz me cegó, o fue mi intuición que falló... Tal vez elegí recorrer el camino más largo, el caso es que fui trás de ti... No supe jugar y perdí.
”
”
Dulce María
“
Escribo porque no tengo nada que hacer en el mundo: estoy de sobra y no hay lugar para mí en la tierra de los hombres. Escribo por mi desesperación y mi cansancio, ya no soporto la rutina de ser yo, y si no existiese la novedad continua que es escribir, me moriría simbólicamente todos los días. Pero estoy preparado para salir con discreción por la puerta trasera. He experimentado casi todo, aun la pasión y su desesperanza. Ahora sólo querría tener lo que hubiera sido y no fui
”
”
Clarice Lispector (La hora de la estrella)
“
O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida, e restaurar na velhice a adolescência. Pois, senhor, não consegui recompor o que foi nem o que fui. Em tudo, se o rosto é igual, a fisionomia é diferente. Se só me faltassem os outros, vá; um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde; mas falto eu mesmo, e esta lacuna é tudo.
”
”
Machado de Assis (Dom Casmurro)
“
Ya no será
ya no
no viviremos juntos
no criaré a tu hijo
no coseré tu ropa
no te tendré de noche
no te besaré al irme
nunca sabrás quién fui
por qué me amaron otros.
No llegaré a saber
por qué ni cómo nunca
ni si era de verdad
lo que dijiste que era
ni quién fuiste
ni qué fui para ti
ni cómo hubiera sido
vivir juntos
querernos
esperarnos
estar.
Ya no soy más que yo
para siempre y tú
ya
no serás para mí
más que tú. Ya no estás
en un día futuro
no sabré dónde vives
con quién
ni si te acuerdas.
No me abrazarás nunca
como esa noche
nunca.
No volverá a tocarte.
No te veré morir.
”
”
Idea Vilariño (Poesía completa)
“
Se recordo quem fui, outrem me vejo,
E o passado é o presente na lembrança.
Quem fui é alguém que amo
Porém somente em sonho.
E a saudade que me aflige a mente
Não é de mim nem do passado visto,
Senão de quem habito
Por trás dos olhos cegos.
Nada, senão o instante, me conhece.
Minha mesma lembrança é nada, e sinto
Que quem sou e quem fui
São sonhos diferentes.
”
”
Ricardo Reis
“
Já escondi um amor com medo de perdê-lo, já perdi um amor por escondê-lo. Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos. Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso. Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos. Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem. Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram. Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir. Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi. Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto. Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir. Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam. Já tive crises de riso quando não podia. Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva. Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse. Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
”
”
Renato Dieckson
“
Se me esquecer do que fui, deixarei de saber quem sou.
”
”
Margarida Rebelo Pinto
“
Yo agonicé con él, yo morí con él, yo de algún modo me he perdido con él; por eso, fui implacable.
”
”
Jorge Luis Borges
“
–Levántate y date una ducha, cabrón.
–¿Qué pasa?
–A mí no me vengas con qué pasa. Anoche fumaste marihuana.
–Pero no era nada buena, de todos modos –dije, y me fui al baño.
”
”
Jack Kerouac (And the Hippos Were Boiled in Their Tanks)
“
Dijiste «Me preguntaba qué podrías estar haciendo aquí».- Hizo un gesto displicente-. Desde ese momento fui tuya.
”
”
Patrick Rothfuss (The Name of the Wind (The Kingkiller Chronicle, #1))
“
Fui amada e odiada – mas, sobretudo, viajei. Viajei até se me esgotarem as forças, e a distância que me separava de Deus perder sentido.
”
”
Al Berto (O Anjo Mudo)
“
fui a criança mais velha do mundo
e estava me tornando
a jovem mais antiga
da rua
”
”
Aline Bei (Pequena Coreografia do Adeus)
“
Fui y seré me ponen triste ...; tomo un gramo (de soma) y sólo soy.
”
”
Aldous Huxley (Un mundo feliz)
“
(...) Brancoso fui, brancoso não serei, que me perdoe a pátria, que me perdoe o rei.
”
”
José Saramago (Seeing)
“
Os bons vi sempre passar
No mundo graves tormentos;
E para mais me espantar
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim
O bem tão mal ordenado,
Fui mau, mas fui castigado,
Assim que só para mim
Anda o mundo concertado.
”
”
Luís de Camões
“
Y algo golpeaba en mi alma,
fiebre o alas perdidas,
y me fui haciendo solo,
descifrando
aquella quemadura
y escribí la primera línea vaga,
vaga, sin cuerpo, pura,
tontería
pura sabiduría
del que no sabe nada,
y vi de pronto
el cielo
desgranado
y abierto.
”
”
Pablo Neruda (Isla Negra: A Notebook)
“
Dónde está el niño que yo fui,
Sigue adentro de mí o se fue?
Sabe que no lo quise nunca
Y que tampoco me quería?
Por qué anduvimos tanto tiempo
Creciendo para separarnos?
Por qué no morimos los dos
Cuándo mi infancia se murió?
Y si el alma se me cayó
Por qué me sigue el esqueleto?
”
”
Pablo Neruda (The Book of Questions)
“
Uno es una trayectoria que erra tratando de recoger las migajas de lo que un día fueron nuestras fuerzas, dejadas por allí de la manera más vil, quién sabe en dónde, o recomendadas (y nunca volver por ellas) a quien no merecía tenerlas. La música es la labor de un espíritu generoso que (con esfuerzo o no) reúne nuestras fuerzas primitivas y nos las ofrece, no para que las recobremos: para dejarnos constancia de que allí todavía andan, las pobrecitas, y que yo les hago falta. Yo soy la fragmentación. La música es cada uno de esos pedacitos que antes tuve en mí y los fui desprendiendo al azar. Yo estoy ante una cosa y pienso en miles. La música es la solución a lo que yo no enfrento, mientras pierdo el tiempo mirando la cosa: un libro (en los que ya no puedo avanzar dos páginas), el sesgo de una falda, de una reja. La música es también, recobrado, el tiempo que yo pierdo.
Me lo señalan ellos, los músicos: cuánto tiempo y cómo y dónde. Yo, inocente y desnuda, soy simple y amable escucha. Ellos llevan las riendas del universo. A mí, con gentileza. Una canción que no envejece es la decisión universal de que mis errores han sido perdonados.
”
”
Andrés Caicedo (¡Que viva la música!)
“
Mi padre solía hacer algo similar —dice ella—. Esa atractiva, encantadora seducción. Pasé los primeros pocos años de mi vida viendo a mi madre anhelarlo, fuertemente. Amándolo y deseándolo mucho después del tiempo cuando él había perdido el poco interés en ella que había podido contener. Hasta un día cuando yo tenía cinco años y ella se quitó la vida. Cuando fui lo suficientemente mayor para entenderlo, me prometí a mi misma que no sufriría por nadie. Tomará mucho más que esa encantadora sonrisa tuya para seducirme.
”
”
Erin Morgenstern (The Night Circus)
“
Y ahora, en serio: ¿te sorprende que no me diera cuenta antes? ¿Te sorprende que me llevara tanto tiempo pensar en esa palabra? Muerte. Morirse. Muerta.
¿Crees que fui tonta? ¿Ingenua?
Trata de no prejuzgarme. Recuerda que tú y yo somos iguales.
Yo también creía que mi vida iba a durar eternamente.
”
”
Lauren Oliver (Before I Fall)
“
He cometido el peor de los pecados
que un hombre puede cometer. No he sido
feliz. Que los glaciares del olvido
me arrastren y me pierdan, despiadados.
Mis padres me engendraron para el juego
arriesgado y hermoso de la vida,
para la tierra, el agua, el aire, el fuego.
Los defraudé. No fui feliz. Cumplida
no fue su joven voluntad. Mi mente
se aplicó a las simétricas porfías
del arte, que entreteje naderías.
Me legaron valor. No fui valiente.
No me abandona. Siempre está a mi lado
La sombra de haber sido un desdichado.
”
”
Jorge Luis Borges
“
Me gustaba vivir ganando poco a poco la batalla contra mi propia homofobia porque me gustaba cuando vivía sin odiarme a mí mismo.
”
”
Daniel Valero (El niño que no fui. Infancia, adolescencia y adultez LGTB)
“
Nunca sabrás quién fui por qué me amaron otros
”
”
Idea Vilariño (Ya no será)
“
Me fui al día siguiente... hacia un sitio donde un beso no fuera un crimen y un hombre pudiera vestir la capa que quisiera.
-Mance Rayder
”
”
George R.R. Martin (A Storm of Swords (A Song of Ice and Fire, #3))
“
Não se fazem mais cimitarras como antigamente
Eu sou uma hecatombe
Não foi nem Deus nem o Diabo
Que me fez um vingador
Fui eu mesmo
Eu sou o Homem Pênis
Eu sou o Cobrador
”
”
Rubem Fonseca (O Cobrador)
“
No sé qué nos deparará el futuro, no sé si mi vida tiene algún sentido o si me equivoqué en algún momento y no fui capaz de ver las señales y entenderlas correctamente…
”
”
Alice Kellen (Sigue lloviendo)
“
Y también hay que tener en cuenta que siempre que me enfrentaba con un acontecimiento, por insignificante que fuera, me hacía la ilusión de que iba a cambiar radicalmente mi existencia. Fui
”
”
Fyodor Dostoevsky (Memorias del subsuelo)
“
Cuando me fui de la casa un rato después me dije a mi misma que sería incapaz de hacer lo que hacía La Tía Encarna: darlo todo por alguien. Renunciar a todo por alguien. No entendía qué clase de amor era, sólo sabía que no era capaz de darlo. Es decir, que no merecía recibirlo tampoco.
”
”
Camila Sosa Villada (Las malas)
“
Sé que fui ingenua y me senti colgando mariposas en el cielo, y hoy estoy temblando al ras del suelo. Fui ingenua y te volví mi aire, y hoy la vida es un desierto por amarte a corazón abierto.
”
”
Dulce María
“
Pienso en los labios que he besado, en el niño que fui, en la locura de vida y de ambición que me arrastra en ciertos momentos. Soy todo al mismo tiempo. Estoy seguro de que hay momentos en que no me reconocería usted. Extremado en la desgracia, desmedido en la felicidad, no sé como decirlo.
”
”
Albert Camus (A Happy Death)
“
Ahora sé que hay personas que son eternas y personas que son temporales. Quiero creer que yo fui eterno, no en la forma física, de esas que se necesitan de carne y hueso, sino, de esas personas que se llevan en el alma, que se quedan marcadas en la vida de las personas para siempre. Las personas tenemos un tiempo de vida, no sabemos por cuánto, pero me hago la idea de que él mío fue suficiente.
”
”
Flor M. Salvador (Antes de ella (Boulevard #3))
“
Puede que crea que me lo merecía. Tal vez no debería haberle mandado una rosa a Juliet o haberla empapado de cerveza en la fiesta. Tal vez no debería de haber copiado a Lauren Lornet en el examen. Tal vez no debería de haberle dicho lo que le dije a Kent. O quizás pienses que me lo merecía porque había decidido acostarme con Rob, porque no iba a conservar la virginidad y esas cosas.
Pero antes de que empieces a señalarme con el dedo, déjame hacerte una pregunta: ¿tan mala fui? ¿Tanto que merecía morir, morir así?
Las cosas que hice, ¿fueron mucho peores que las que hace cualquiera?
¿De verdad fueron peores que las que haces tú?
Piénsalo.
”
”
Lauren Oliver (Before I Fall)
“
Me fui a los bosques porque quería vivir sin prisas. Quería vivir intensamente y sorberle todo el jugo a la vida. Dejar a un lado todo lo que no era la vida. Para no descubrir, a la hora de mi muerte, que no había vivido.
”
”
Henry David Thoreau
“
curiosidad, pero me fui asqueada. Sentí olor a rabia como si hubiese espinas en el aire, pero no me fui por eso. Me fui porque cuando vi los estantes sin libros me quedé sin aliento, y un dolor agudo me golpeó en el pecho,
”
”
Agustina Bazterrica (Las indignas)
“
He decidido que éste sea el último día que escribo mis efemérides. Ahora que Juan Cruz no está
junto a mí, ya nada tiene sentido. Todo se limita a la lenta espera del destino; final e irremisible que
me una a él. Lo amé hasta la desesperación; tanto que por momentos creí perder la razón. Pero no me
arrepiento, fui libre junto a él y no me reservé nada que ahora pudiera hacerme sentir mezquina o
apesadumbrada.
A veces pienso, llena de angustia, en lo paradójica que fue mi vida. El hombre al que creí detestar,
mi padre, se convirtió en el responsable de que yo fuera la mujer más feliz del mundo junto a mi
adorado Juan Cruz. Hace muchos años que perdí a mi padre y ya nada puedo hacer; lo dejé ir sin
decirle lo mucho que lo quería.
”
”
Florencia Bonelli (Bodas de odio)
“
Hacía pocos años que yo había perdido a Dios. Se me había roto el espejo. Dios tenía los mismos rasgos que yo le ponía y decía las palabras que yo esperaba. Mientras fui niño me puso a salvo de la duda y de la muerte. Había perdido a Dios y no me reconocía en los demás.
”
”
Eduardo Galeano (Dias e noites de amor e de guerra)
“
Respirando selvaggiamente, sostenni il suo sguardo con tutta la decisione di cui fui in grado. «No. Può uccidere me. Può uccidere lui. Può ucciderci entrambi. Ma il nostro amore non morirà mai.»
Un lento e mefistofelico sorriso le incurvò le labbra, mentre si sporgeva nuovamente verso di me e mi piantava un dito sotto il mento, affinché levassi il volto verso di lei. «E se fosse uno di voi due a stroncarlo?»
”
”
Chiara Cilli (Per Combatterti (Blood Bonds, #5))
“
Dónde está el niño que yo fui, sigue dentro de mí o se fue?
Sabe que no lo quise nunca
y que tampoco me quería?
Por qué anduvimos tanto tiempo creciendo para separarnos?
Por qué no morimos los dos cuando mi infancia se murió?
Y si el alma se me cayó
por qué me sigue el esqueleto?
”
”
Pablo Neruda
“
Un moment a vaincu mon audace imprudente :
Cette âme si superbe est enfin dépendante.
Depuis près de six mois, honteux, désespéré,
Portant partout le trait dont je suis déchiré,
Contre vous, contre moi, vainement je m’éprouve :
Présente je vous fuis, absente je vous trouve ;
Dans le fond des forêts votre image me suit ;
La lumière du jour, les ombres de la nuit,
Tout retrace à mes yeux les charmes que j’évite,
Tout vous livre à l’envi le rebelle Hippolyte.
”
”
Jean Racine (Phèdre)
“
Yo creía que el alma me había sido dada para gozar de las bellezas del mundo, la luz de la luna sobre la anaranjada cresta de una nube, y la gota de rocío temblando encima de una rosa. Mas, cuando fui pequeño creí siempre que la vida reservaba para mí un acontecimiento sublime y hermoso. Pero a medida que examinaba la vida de los otros hombres, descubrí que vivían aburridos, como si habitaran en un país siempre lluvioso, donde los rayos de la lluvia les dejaran en el fondo de las pupilas tabiques de agua que les deformaban la visión de las cosas. Y comprendí que las almas se movían como los peces prisioneros en un acuario. Al otro lado de los verdinosos muros de vidrio estaba la hermosa vida cantante y altísima, donde todo sería distinto, fuerte y múltiple, y donde los seres nuevos de una creación más perfecta, con sus bellos cuerpos saltarían en una atmósfera elástica- Es inútil, tengo que escaparme de la tierra.
”
”
Roberto Arlt (Los siete locos (Los siete locos, #1))
“
Son preguntas inútiles. La única razón por la que he vivido tanto tiempo es porque fui soltando lastre del pasado. Cierro la puerta a la pena al pesar al remordimiento. Si permito que entren, aunque sea por una rendija de autocompasión, zas, la puerta se abrirá de golpe y una tempestad de dolor me desgarrará el corazón y cegará mis ojos de vergüenza rompiendo tazas y botellas derribando frascos rompiendo las ventanas tropezando sangrienta sobre azúcar derramado y vidrios rotos aterrorizada entre arcadas hasta que con un estremecimiento y sollozo final consiga cerrar la pesada puerta. Y recoja los pedazos una vez más.
”
”
Lucia Berlin (A Manual for Cleaning Women: Selected Stories)
“
Sin embargo, fui ciego y sordo hasta el momento en que tuve una iluminación como antaño, durante mi infancia, cuando las imágenes, las palabras y las letras cobraron vida para mí. Un día mis ojos se abrieron, me desperté como de un sueño y con el espíritu desbordante de alegría me pregunté: «¿Por qué?» Porque la temida clave de todo verdadero saber es la pregunta: «¿Por qué?» Esta palabra es más fuerte que la caña de Thoth y más poderosa que las inscripciones grabadas sobre la piedra.
”
”
Mika Waltari (Egipcjanin Sinuhe, tom 1)
“
¡Oh, gracias a Dios, Liam está aquí! Mi ritmo cardíaco comenzó a disminuir, mientras lo sentía presionar sus labios contra mi cuello, respirar lentamente y tranquilizarme acariciando mi espalda. Traté de igualar mi respiración con la suya. Me concentré en la sensación de los latidos de su corazón constantes contra mi pecho y las manchas negras poco a poco empezaron a desvanecerse. Después de unos minutos recuperé el control de mis brazos y los envolví apretadamente alrededor de su cintura, aferrándome a él como si fuera la única cosa que impidiéndome caer al borde de un abismo. Mi padre iba a volver, pero estaba con Liam, que no dejaría que nada me hiciera daño, lo sabía. Así que empecé a sentirme segura en sus brazos. Después de lo que pareció una eternidad, fui capaz de inclinarme hacia atrás para mirarlo...
”
”
Kirsty Moseley
“
En Montford Falls, el primer lugar al que me mude cuando me fui, me llame Eliza. El vecindario donde vivíamos era donde vivían todas estas familias felices, como algo de un viejo show de televisión.
En el siguiente lugar, Petree, todos eran ricos. Era Lizbet, y vivíamos en este elevado complejo de apartamentos, todo en oscura madera y aplicaciones de metal. Era como algo sacado de una revista: incluso el ascensor era silencioso.
Cuando nos mudamos a Westcott, teníamos una casa en la playa, tan soleada y cálida, y podía llevar flip-flops todo el año si quería. El primer día me presente como Beth.
En Lakeview, la casa tenía un aro de baloncesto. Yo iba a ser Liz Sweet.
”
”
Sarah Dessen (What Happened to Goodbye)
“
Subitamente, porém, quando transpúnhamos o portão, tive o choque de um alarme.
A casota do cão ficava a um canto do quintal, perto do alpendre onde se arrumavam os bois. Admiti bruscamente que o cão tivesse morrido. E, abandonando o grupo, fui sozinho até ao fundo do jardim. À luz da lua, espreitei para a casota, chamei o cão. Mondego não respondeu. Meti a mão dentro - o cão não estava. Presumi, absurdamente, que tivesse rebentado a corrente, se tivesse aninhado no alpendre. Fui para lá, mergulhei para um lado e outro no escuro, chamei: Mondego!
Nada. Mas eis que, ao voltar-me para sair, eu vi o cão, enfim: suspenso de uma trave enforcado no arame, Mondego recortava-se contra o céu, iluminado de lua e de estrelas. Dominei-me, não gritei. E corri para o grupo, que voltava atrás a procurar-me. Desculpei-me como pude e segui para a igreja, chorando duramente: quando Cristo nascia entre cânticos e luzes, Mondego balançava de uma trave o seu corpo leproso, banhado de luar...
No dia seguinte quiseram iludir-me: o cão teria aparecido morto à porta da casota. Não reagi. Levantei-me apenas e fui eu enterrar o animal, para que fosse amortalhado com ternura, para que a última voz da terra a falar-lhe fosse uma voz de aliança.
”
”
Vergílio Ferreira (Aparição)
“
—Ella solía describirme esta clase de paisajes. Le gustaba dibujarlos, pero llegó un momento que siempre pintaba los mismos cuadros. Me dijo que se debía a que estaba atrapada en la melancolía y por tanto su corazón sólo visualizaba los paisajes que ya había conocido. Decía que si visitaba lugares nuevos, quizás podría curarse, pero estaba tan débil que no parecía capaz de soportar un viaje tan largo. Si hubiese sido lo suficientemente valiente, yo mismo la habría llevado a donde ella quisiera, sin embargo fui un cobarde… (Idril)
”
”
Valeria González Lozano (Léiriú I: La rebelión (Léiriú, #1))
“
Así que me fui y lo dejé allí, a la luz de la luna, vigilando la nada.
”
”
Scott Fitzgerald (The Great Gatsby)
“
Conforme fui creciendo me di cuenta de que cuando un adulto dice algún día, significa nunca.
”
”
Eloy Moreno (El regalo)
“
Já fui casada sete vezes e nunca me pareceu tão acertado quanto desta vez. Penso que amar-te é a coisa mais genuína a meu respeito.
”
”
Taylor Jenkins Reid (The Seven Husbands of Evelyn Hugo)
“
Que fuimos un tiempo,
y luego se fue ella,
y me fui yo.
Y no volvimos,
nunca,
a estar
en ninguna parte.
”
”
Sergio Carrion (En un mundo de grises)
“
Eu me fui e nada restou.
”
”
Filipe Russo (Caro Jovem Adulto)
“
Siempre hago lo que me da la gana, fui voluntariosa desde chiquita
”
”
Jorge Franco
“
Te quise en mayúsculas
Me arrepentí en negrita
Me fui en subrayado
Te perdoné en cursiva
Me recuperé con exclamación
Me quiero. Sin interrogación
”
”
Mónica Carrillo (El viento nos llevará)
“
Si siempre fui extranjera en tu corazón me iré de aquí, yo me arreglo con mi dolor.
”
”
Dulce María
“
Assim, sempre pensando o que precisava me curar, fui me tornando adulta.
”
”
Sayaka Murata (Convenience Store Woman)
“
Fui educada este año.
Por todos.
Por mi hermano pequeño...
por The Avett Brothers...
por mi madre, mi mejor amiga, mi
maestro, mi padre,
y
por
un
chico.
un chico del que estoy seriamente, profundamente, locamente,
increíblemente e indudablemente enamorada...
Fui muy educada este año.
Por un niño de nueve años de edad. Él me enseñó que está bien vivir la vida un poco hacia atrás.
Y cómo reír
Ante lo que podría pensar
Que no se puede reír.
Fui educada este año
¡Por una banda!
Me enseñaron cómo encontrar esa sensación de sentir otra vez.
Me enseñaron cómo decidir qué
ser
Y serlo.
Fui educada este año.
Por una paciente de cáncer.
Ella me enseñó mucho. Todavía
me sigue enseñando mucho.
Me enseñó a cuestionar.
Para nunca lamentar.
Me enseñó a empujar mis límites,
porque para eso es por lo que están allí.
Ella me dijo que tengo que encontrar un equilibrio entre la cabeza y el corazón.
Y entonces,
me enseñó cómo hacerlo...
Fui educada este año
Por una Niña de Acogida
Ella me enseñó a respetar a la mano con la
fui tratada.
Y a ser agradecida de que incluso fui tratada con una mano.
Me enseñó que la familia
No tiene porque ser la sangre.
A veces, tu familia
son tus amigos.
Fui educada este año
Por mi maestro
Él me enseñó
que los puntos no son el punto, el punto es poesía...
Fui educada este año
Por mi padre.
Él me enseñó que el héroe no siempre es invencible
Y que la magia
está dentro de mí..
Fui educada este año
por
un
Chico.
un chico del que estoy seriamente, profundamente, locamente, increíblemente e indudablemente enamorada....
Y me enseñó lo más importante
de todas las cosas...
A poner énfasis
Sobre la vida
”
”
Colleen Hoover (Slammed (Slammed, #1))
“
Siempre me había dado miedo la gente y, debido a mi falta de confianza en mi habilidad de hablar o actuar como un ser humano, mantuve mis agonías solitarias encerradas en el pecho y mi melancolía e inquietud ocultas tras un ingenuo optimismo. Y con el tiempo me fui perfeccionando en mi papel de extraño bufón. No me importaba cómo; lo importante era conseguir que rieran. De esta forma, quizá a los humanos no les importara que me mantuviera fuera de su vida diaria. Lo que debía evitar a toda costa era convertirme en un fastidio para ellos.
”
”
Osamu Dazai (No longer Human)
“
No había visto mi reflejo desde aquella mañana en Hamdaniya y me daba miedo ver qué aspecto podía tener. Doblé el vestido de Kathrine y lo guardé con cuidado. «Lo conservaré hasta que esté libre, y entonces se lo devolveré», pensé. Fui a tirar la abaya a la basura, pero me detuve en el último instante y decidí guardarla como prueba de lo que me había hecho el EI.
”
”
Nadia Murad (Yo seré la última: Historia de mi cautiverio y mi lucha contra el Estado Islámico)
“
Fui tomada de repente por uma virulenta vertigem de ternura, tão súbita e inesperada, que eu mal continha o ímpeto de me abrir inteira e prematura pra receber de volta aquele enorme feto.
”
”
Raduan Nassar (Um Copo de Cólera)
“
Respirando selvaggiamente, sostenni il suo sguardo con tutta la decisione di cui fui in grado. «No. Può uccidere me. Può uccidere lui. Può ucciderci entrambi. Ma il nostro amore non morirà mai.»
”
”
Chiara Cilli (Per Combatterti (Blood Bonds, #5))
“
Bueno, alguna vez fui joven, pero nunca fui muy guapa... mala suerte para mí. No obstante, me conseguí un muy buen esposo, y vaya a saber usted si la mayor de las bellezas puede hacer más que eso.
”
”
Jane Austen (Sense and Sensibility)
“
Desde el momento en que cruzamos la mirada por primera vez, siempre fue así. Siempre fui yo. Sin apariencias. Sin secretos. Sin palabras que no sentía. Sin reglas. Era como si hubiese estado conteniendo el aliento toda mi vida, como si algo invisible me hubiese estado apretando las costillas durante años, como los terribles corsés que llevaba a diario y, con él, pudiera respirar por primera vez.
”
”
Belén Martínez Sánchez (El vals de la bruja (El vals de la bruja, #1))
“
Eu era linda, mesmo aos catorze anos. Ah, eu sei que o mundo prefere mulheres que não tem noção do próprio poder, mas estou de saco cheio disso. A verdade é que quando eu passava, as pessoas olhavam. Eu não tinha orgulho nenhum disso. Não fui eu que fiz meu rosto assim. Nem o meu corpo, Mas também não vou sentar aqui e dizer 'Aí, sério? As pessoas me achavam bonita mesmo? Como uma garotinha fútil.
”
”
Taylor Jenkins Reid (The Seven Husbands of Evelyn Hugo)
“
O meu nome diz o que devo ser, o que devo pensar, o que devo falar. Meu nome é uma gaiola em que estou preso. Mas se, ao acordar, eu tiver me esquecido do meu nome, terei esquecido também de tudo que se espera de mim. Se nada se espera de mim, estou livre para ser aquilo que nunca fui. Começarei a viver minha vida a partir de mim mesmo e não a partir do nome que me deram e pelo qual sou conhecido.
”
”
Rubem Alves (Ostra feliz não faz pérola)
“
Me fui de Venezuela con la convicción de que hacía lo correcto. Tardé mucho tiempo en darme cuenta de que Caracas, como un cáncer inoperable, estaba enredada en lo más profundo de mi memopria. Mi Caracas, lo sé, es una geografía fragmentaria, incompleta, tendenciosa. Mi centro se ubica al final de la avenida Teresa de la Parra, no tiene plaza ni parlamento. Me costó entender que la tragedia del exilio la escriben las cosas invisibles, los pequeños detalles que pasan desapercibidos. No todo el mundo se da cuenta de que lo que duele, lo que se echa de menos, es la belleza espontánea de lo insignificante.
”
”
Eduardo Sánchez Rugeles (Liubliana)
“
Perché devi riferire a Dolf e all’alfa del lupo mannaro?”
“Perché siamo compagni. Perché presto farai parte della colonia. Perché sei stato minacciato, e nessuno minaccia ciò che è mio.”
“Sono tuo?” Fui investito da un’ondata di calore. Era buffo come due parole potessero avere un tale effetto su di me. Mi piaceva pensare che ero suo.
Heller baciò la mia spalla nuda. “Assolutamente. E io sono tuo.”
E anche quello mi piaceva
”
”
M.A. Church (Behind the Eight Ball (Fur, Fangs, and Felines #2))
“
Eu comecei a rir dos meus dramas. Quando fui ver, estava apaixonada por essa versão de mim que ele fazia vir à tona. Me apaixonei por um sujeito que fez com que eu me apaixonasse por mim mesma. Profundo pra caralho.
”
”
Jout Jout (Tá Todo Mundo Mal)
“
—Estás despierto, despierto de verdad.
Asiente y dice:
—Más o menos.
—Me alegro de que hayas vuelto. —Y es verdad, no cabe en sí de felicidad—. ¡Has vuelto de veras!
—Nunca me fui.
—Me salvaste en el río.
—Y tú a mí aquí.
”
”
Julianna Baggott (Fuse (Pure, #2))
“
[...] ele não percebe que descobrir quem realmente sou - o significado de toda a minha existência - envolve conhecer as possibilidades do meu futuro e também do meu passado, aonde estou indo tanto quanto aonde já fui. Apesar de sabermos que, no fim do labirinto, a morte nos aguarda(e isso é algo que nem sempre soube, até pouco tempo atrás, pois o adolescente em mim pensava que a morte acontecia só com outras pessoas), vejo agora que o caminho escolhido pelo labirinto me faz quem sou. Não sou apenas uma coisa, mas também uma maneira de ser - uma das muitas maneiras -, e saber os caminhos que percorri e os que me restam vai me ajudar a entender o que estou me tornando.
”
”
Daniel Keyes (Flowers for Algernon)
“
Poi pensai a come la mia vita ora che non c'era più lei sembrasse aver perso ogni sapore, e fui assalito da una sensazione desolata. La presenza di Minori era cresciuta sempre di più dentro di me senza che io me ne accorgessi.
”
”
Haruki Murakami (Norwegian Wood)
“
– ¡He tenido un día muy desgraciado! -me confesó, sollozando.
– ¿No hubo un solo momento bueno en el día, Andrea?
– Sí. Una niña se cayó y se partió los dientes.
– ¡Pero qué tiene eso de bueno, Andrea, por Dios!
– Que no fui yo.
”
”
Isabel Allende (La suma de los días)
“
Por suerte fui parte de la última generación que se crio esperando: los dibujitos de las seis, reencontrarme con el chico de la colonia al año siguiente, mi canción preferida en la radio. En los noventa no había lugar para la urgencia.
”
”
Carla Quevedo (Cómo me enamoré de Nicolas Cage)
“
Escrevo por não ter nada a fazer no mundo: sobrei e não há lugar para mim na terra dos homens. Escrevo porque sou um desesperado e estou cansado, não suporto mais a rotina de me ser e se não fosse a sempre novidade que é escrever, eu me morreria simbolicamente todos os dias. Mas preparado estou para sair discretamente pela saída da porta dos fundos. Experimentei quase tudo, inclusive a paixão e o seu desespero. E agora só quereria ter o que eu tivesse sido e não fui.
”
”
Clarice Lispector (The Hour of the Star)
“
Mi madre siempre me decía que la felicidad es clave para la vida. Cuando fui a la escuela, me preguntaron qué quería ser cuando fuera grande. Dije "feliz". Me dijeron que no entendía la pregunta...
Y yo les respondí que ellos no entendían la vida
”
”
John Lennon
“
Fui hacia la terraza y retiré lo poco que quedaba sobre la mesa.
Cuando volví a entrar, ella me miraba mucho más seria.
—¿Qué pasa?
—¿Y si el amor no tiene que ser como creemos? ¿Y si estamos
permitiendo que el mundo coarte lo que podemos sentir?
”
”
Elísabet Benavent. Alguien como tú (Mi elección #2)
“
Sempre fui mulher, Imp. Os hormônios e a cirurgia não me modificaram de uma coisa para outra. Por isso odeio a expressão 'troca de sexo'. Ela é enganosa. Ninguém nunca trocou meu sexo. Eles simplesmente deixaram a carne mais em linha com a minha mente.
”
”
Caitlín R. Kiernan (The Drowning Girl)
“
Mostraste-me agora o quão cruel tens sido. Cruel e falsa! Por que me desprezaste, Cathy? Por que traíste o teu próprio coração? Não tenho sequer uma palavra de conforto para dar. Tu mereces tudo aquilo por que estás passando. Mataste a ti própria. Sim, podes beijar-me e chorar o quanto quiseres. Arrancar-me beijos e lágrimas. Mas eles vão te queimar e serás amaldiçoada. Se me amavas, por que me deixaste? Com que direito? Responde-me! Por causa da mera inclinação que sentias pelo Linton? Pois não foi a miséria, nem a degradação, nem a morte, nem algo que Deus ou Satanás pudessem enviar, que nos separou. Foste tu, de livre vontade, que o fizeste. Não fui eu que despedacei teu coração, foste tu própria. E, ao despedaçares o teu, despedaçaste o meu também.
”
”
Emily Brontë (Wuthering Heights)
“
Me fui antes de las doce,
para no despedirme
de todos los que habían desencantado mi hechizo.
Pero, con mis lágrimas,
he llamado a mi Hada Madrina
para que me lleve de regreso al castillo, donde, teniendo todo del Reino,
mi habitacion estaba vacia.
”
”
Benicia Noia (A través del espejo roto)
“
«Vorrei che sapeste che amo vostro figlio,» cominciai, racimolando tutto il coraggio che avevo. Non avevo mai incontrato i genitori di nessuno, prima di allora, figuriamoci ammettere di essere innamorato del loro figlio. «Gli ho appena chiesto di venire a vivere con me, e lui ha accettato.»
Sia Margaret che mia madre sorrisero e mi fecero le congratulazioni, mentre John mi fissò con gli occhi assottigliati ma non disse nulla.
Non l’avevo fatto per loro, né per me. L’avevo fatto per Jay. Si meritava qualcuno che non si ritraesse davanti allo sguardo gelido di suo padre, che riuscisse a guardare i suoi genitori negli occhi e ammettesse che amava loro figlio.
Quel giorno, fui quell’uomo, e se Jay me ne avesse dato la possibilità, lo sarei stato per il resto della mia vita.
”
”
Teodora Kostova (Cookies (Cookies, #1))
“
Eu me divirto com a estratégia, quando me perguntam se sou ateu, de lembrar que o autor da pergunta também é ateu no que diz respeito a Zeus, Apolo, Amon Rá, Mithra, Baal, Thor, Wotan, o Bezerro de Outro e o Monstro de Espaguete Voador. Eu só fui um deus além.
”
”
Richard Dawkins
“
No sabía que iba a hacer las cosas que hice. No es que tuviera un plan. No es que estuviera pensando de verdad. A veces haces cosas, y las haces no porque estés pensando, sino porque estás sintiendo. Porque estás sintiendo demasiado. Y no siempre puedes controlar las cosas que haces cuando sientes demasiado. Quizá la diferencia entre ser un chico y ser un hombre es que los chicos no podían controlar las cosas horribles que a veces sentían. Y los hombres, sí. Esa tarde sólo fui un chico. Ni me acerqué a ser un hombre.
”
”
Benjamin Alire Sáenz (Aristotle and Dante Discover the Secrets of the Universe (Aristotle and Dante, #1))
“
La miré con intención de decir algo ingenioso, alguna de todas aquellas frases que había pensado la noche anterior. Pero cuando vi sus ojos, las palabras me abandonaron. Me quedé maravillado, no sé cuánto rato. Durante un largo momento fui completamente suyo...
”
”
Patrick Rothfuss (The Wise Man's Fear (The Kingkiller Chronicle, #2))
“
Me fui cuando tuve la íntima convicción de que todo estaba perdido y ya no había nada que salvar, cuando el terror no me dejaba vivir y la sangre me ahogaba. ¡Cuidado! En mi deserción pesaba tanto la sangre derramada por las cuadrillas de asesinos que ejercían el terror rojo en Madrid como la que vertían los aviones de Franco, asesinando mujeres y niños inocentes. Y tanto o más miedo tenía a la barbarie de los moros, los bandidos del Tercio y los asesinos de la Falange, que a la de los analfabetos anarquistas o comunistas.
”
”
Manuel Chaves Nogales (A sangre y fuego: Héroes, bestias y mártires de España)
“
Muitos me conhecem, sou cantora. Sou uma figura pública. Mas sou muito mais que isso. Sou uma mulher, de carne e osso, que tem dias bons e dias maus. Tenho qualidades mas também tenho defeitos. Tenho medos e angústias. Mas também tenho momentos de alegria e diversão. Gosto de me arranjar quando saio mas não dispenso uma roupa confortável quando fico em casa para relaxar. Sorrio e rio... mas também choro. Muito. Fui uma criança igual a tantas outras, passei pela adolescência da mesma forma que muitos jovens o fizeram e cheguei à idade adulta a dois passos do abismo - tal como tantas pessoas.
Neste livro desço do palco, tiro a maquilhagem, dispo os meus vestidos compridos e descalço os meus sapatos de salto alto. Desligo o som da música e ouço a minha própria voz. A da consciência. Esta é a Mónica.
”
”
Mónica Sintra (A Um Passo Do Abismo)
“
Tu, tu che non vuoi ch'io mi renda conto della tua posizione, e hai la vanità di mantenere a me la mia; tu che, conservandomi il lusso nel quale vivevo, conservi la distanza morale che ci separa; tu, infine, che non giudichi il mio affetto abbastanza disinteressato per dividere con me quello che possiedi, e basterebbe a vivere insieme felici, mentre preferisci rovinarti, schiavo di un pregiudizio ridicolo. E credi tu davvero ch'io possa paragonare una carrozza e alcuni gioielli col tuo amore? E che il mio bene consista in vanità che accontentano quando non si ha amore per nulla, ma diventano subito meschine quando si ama? Tu pagherai i miei debiti, impegnerai il tuo patrimonio e insomma mi manterrai! Quanto potrà durare tutto ciò? Due o tre mesi, e sarà troppo tardi allora vivere come ti propongo, perché allora tu dovrai accettare tutto da me, ciò che un gentiluomo non può fare. Oggi invece, con i tuoi otto o diecimila franchi di rendita, possiamo vivere. Io venderò il mio superfluo, e da questa sola vendita ricaverò duemila franchi di reddito. Affitteremo un bell'appartamento per tutti e due. L'estate andremo in campagna, non in una casa con questa, ma in una casetta che basti a due persone. Tu sei indipendente, io libera, e siamo giovani: in nome di Dio, Armando, non ricacciarmi nella vita che fui costretta a condurre un giorno.
”
”
Alexandre Dumas fils (La dame aux camélias)
“
Solo aquí, qué bien, me parece que estoy encima de todo. No me puede pasar nada. Yo soy el que paso. Vivo. Vivo. Fuera de tantas preocupaciones, fuera del dinero que tenía que ganar, fuera de la mujer con la que me tenía que casar, fuera de la clientela que tenía que conquistar, fuera de los amigos que me tenían que estimar, fuera del placer que tenía que perseguir, fuera del alcohol que tenía que beber. Si estuvieras así. Manténte ahí. Ahí tienes que estar. Tengo que estar aquí, en esta altura, viendo cómo estoy solo, pero así, en lo alto, mejor que antes, más tranquilo, mucho más tranquilo. No caigas. No tengo que caer. Estoy así bien, tranquilo, no me puede pasar nada, porque lo más que me puede para es seguir así, estando donde quiero estar, tranquilo, viendo todo, tranquilo, estoy bien, estoy bien, estoy muy bien así, no tengo nada que desear.
Tú no la mataste. Estaba muerta. Yo la maté. ¿Por qué? ¿Por qué? Tú no la mataste. Estaba muerta. Yo no la maté. Ya estaba muerta. Yo no la maté. Ya estaba muerta. Yo no fui. No pensar. No pensar. No pienses. No pienses en nada. Tranquilo, estoy tranquilo. No me pasa nada. Estoy tranquilo así. Me quedo así quieto. Estoy esperando. No tengo que pensar. No me pasa nada. Estoy tranquilo, el tiempo pasa y yo estoy tranquilo porque no pienso en nada. Es cuestión de aprender a no pensar en nada, de fijar la mirada en la pared, de hacer que tú quieras hacer porque tu libertad sigue existiendo también ahora. Eres un ser libre para dibujar cualquier dibujo o bien para hacer una raya cada día que vaya pasando como han hecho otros, y cada siete días una raya más larga, porque eres libre de hacer las rayas todo lo largas que quieras y nadie te lo puede impedir.
”
”
Luis Martín-Santos (Tiempo de silencio)
“
-Él me dijo: Oye, te amo, yo me reí en su cara, y le dije que yo no estaba enamorada de él, ¿sabes qué me respondió?
Valeria negó...
-Dijo: No me importa, ya te dí mi corazón de todas formas. Y fui suya. Desde ese momento fui suya, es como si una chispa nació en mí y me enamoré de repente.
”
”
Gabriela Montilla (Nada)
“
Después me fui al lado de mi madre, y pasando mis brazos alrededor de su talle, como me había gustado siempre tanto hacer, apoyé mi mejilla en su hombro, y una vez mas sus hermosos cabellos cayeron sobre mí, «como las alas de un ángel»; me gusta pensar cuando me acuerdo de ello. ¡Qué feliz era!
”
”
Miguel de Cervantes Saavedra (50 obras maestras que debes leer antes de morir: vol. 1)
“
Deseaba llamar a Sophie. Un día incluso fui hasta la oficina de correos y esperé en la cola de las llamadas al extranjero pero no llegué a llamarla. Ahora las palabras me fallaban constantemente y me entró pánico ante la idea de derrumbarme en el teléfono. ¿Qué podía decirle, después de todo? En lugar de eso, le mandé una postal de Laurel y Hardy. En la parte de atrás escribí: "Los verdadero matrimonios nunca tienen sentido. Mira la pareja del dorso. Prueba que cualquier cosa es posible, ¿no? Quizá deberíamos empezar a ponernos sombreros hongo. Por lo menos, acuérdate de vaciar el armario antes de que yo vuelva. Abrazos a Ben
”
”
Paul Auster (The Locked Room (The New York Trilogy, #3))
“
Fui una adolescente extraña y solitaria que estudiaba mucho y cuya vida estaba limitada por las cuatro paredes de una tranquila casa de estilo japonés. Apenas salía y no tenía amigos. Solo me sentía realmente contenta cuando devoraba los libros que tanto me gustaban y amaba. Tenía un sentimiento de inferioridad muy marcado y casi nunca quería ir a las reuniones de familiares y amigos. Es extraño, pero, cuando pienso en aquella época sombría en la que no tenía ni identidad ni camino, no recuerdo ni el tipo ni el color del calzado que llevaba. Quizás sea porque las personas que siguen un camino, por no necesitar; no necesitan ni zapatos.
”
”
Sanmao (Diarios de las Canarias)
“
De tanto amor mi vida se tiñó de violeta
y fui de rumbo en rumbo como las aves ciegas
hasta llegar a tu ventana, amiga mía:
tú sentiste un rumor de corazón quebrado
y allí de las tinieblas me levanté a tu pecho,
sin ser y sin saber fui a la torre de trigo,
surgí para vivir entre tus manos,
me levanté del mar a tu alegría.
”
”
Pablo Neruda (100 Love Sonnets)
“
Olha, dona”, interrompeu Salu antes que a mulher continuasse sua pregação, “eu não tenho muita letra nem estudo, mas quero que a senhora entenda uma coisa. Eu não sou a única a morar nesta terra. Muitos desses moradores que vocês querem mandar embora chegaram muito antes de vocês. Vocês não eram nem nascidos. Muitos nasceram aqui. Tenho filhos e netos, todos nasceram em Água Negra. Também não posso dizer o que cada um pensa dela, tim-tim por tim-tim, porque não estou nos pensamentos de ninguém. Mas falo por mim: eu nasci em Bom Jesus, mas também nasci de alguma forma nesta terra. Cheguei aqui moça e jovem. Aqui vivi, criei meus filhos, labutei com meu marido, vi meus vizinhos e compadres serem enterrados, lá no cemitério que vocês fecharam. Fui parida, mas também pari esta terra. Sabe o que é parir? A senhora teve filhos. Mas sabe o que é parir? Alimentar e tirar uma vida de dentro de você? Uma vida que irá continuar mesmo quando você já não estiver mais nesta terra de Deus? Não sei se a senhora sabe, mas eu peguei em minhas mãos a maioria desses meninos, homens e mulheres que a senhora vê por aí. Sou mãe de pegação
deles. Assim como apanhei cada um com minhas mãos, eu pari esta terra. Deixa ver se a senhora entendeu: esta terra mora em mim”, bateu com força em seu peito, “brotou em mim e enraizou.” “Aqui”, bateu novamente no peito, “é a morada da terra. Mora aqui em meu peito porque dela se fez minha vida, com meu povo todinho. No meu peito mora Água Negra, não no documento da fazenda da senhora e de seu marido. Vocês podem até me arrancar dela como uma erva ruim, mas nunca irão arrancar a terra de mim.
”
”
Itamar Vieira Junior (Torto Arado)
“
...encontré una tacita de porcelana que se había caído de un poste. Recordé que cuando eramos chicos las rompíamos con la honda y eso me dio un poco de tristeza. Sin saber por qué me la guardé en el bolsillo y la fui acariciando con los dedos mientras pensaba en los tiempos del colegio, cuando creía que tenía una vida por delante.
”
”
Osvaldo Soriano (Una sombra ya pronto serás)
“
Fuimos dejando la costumbre de traicionar, primero por miedo, y luego por convicción, hasta que se instaló en nosotros la costumbre de la fidelidad, y no nos supo mal. No es que no hubiera muchas tentaciones, sino que procurábamos evitarlas y no caer en ellas. No fue por pereza ni por prudencia ni por castidad que me fui anclando a Jon
”
”
Héctor Abad Faciolince (La oculta)
“
[...]Cuando regresé a la Universidad me fui a vivir con un amigo, un compañero de estudios. Se llamaba Kermit. Vivía cerca del colegio con su familia. Tenía un hermano y una hermana menores que él y aquella casa era un caos.—Robert sonrió—. Pero era un hogar, ¿comprendes? No, no puedes comprenderlo si nunca has carecido de uno verdadero.
”
”
Patricia Highsmith (The Cry of the Owl)
“
Eu nunca fui livre na minha vida inteira. Por dentro, eu sempre me persegui. Eu me tornei intolerável para mim mesma. Vivo numa dualidade dilacerante. Eu tenho uma aparente liberdade mas estou presa dentro de mim. (...) Tenho medo de mim pois sou sempre apta a sofrer (...) Tenho que valer alguma coisa? Oh protegei-me de mim mesma, que me persigo.
”
”
Um sopro de vida, Clarice Lispector
“
Fui a buscar a mi madre y le pregunté por qué lo había hecho. ¿Por qué me había dejado fuera de casa? ¿Por qué no confiaba en mí? No le pregunté por qué había dejado de quererme. El amor no era una palabra que se pudiera usar ya entre nosotras. Ya no era una simple cuestión de ¿sí?, ¿no? El amor no era una emoción, sino un espacio desolado entre ambas.
”
”
Jeanette Winterson (Why Be Happy When You Could Be Normal?)
“
Ahora me gusta recordar y visitar en un periodo determinado los lugares donde una vez fui feliz a mi manera, me gusta levantar mi presente en consonancia con un pasado que ya no va a volver y suelo vagar como una sombra, sin necesidad y sin objetivo, apesadumbrado y triste, por las calles y rincones de San Petersburgo. ¡Y en todas partes hay recuerdos!
”
”
Fyodor Dostoevsky (Noches blancas)
“
Unico spiraglio di luce in tanta tristezza erano i miei libri;
fui fedele a loro com'essi eran rimasti fedeli a me
e li rilessi da cima a fondo non so quante volte.
”
”
Charles Dickens
“
Enfim, junto ao mar, onde Deus está em toda parte, lentamente fui me acalmando. Continuei olhando o céu. As nuvens tinham as cores de um Rafael. Uma rosa ferida. Tive a sensação de que ele próprio tinha pintado a nuvem. Você o verá. Você o conhecerá. Você verá a mão dele. Essas palavras me vieram, e eu soube que um dia veria um céu pintado pela mão de Robert.
”
”
Patti Smith
“
Nuestra percepción literaria y humana de las grandes creaciones novelescas cambia con la edad. Cada relectura, conforme ascendemos al cenit de la vida y luego descendemos de él, descubre lo que no supimos ver en nuestra lectura anterior, y si el lapso transcurrido es de medio siglo, la diferencia entre lo leído y releído es proporcionalmente mayor. Lo que la obra dijo al joven que fui no interesa al viejo y curtido lector. Nuestro yo se ha transmutado y por eso leemos un libro nuevo. Así ha ocurrido con la novela de Hermann Broch, La muerte de Virgilio, a la que me asomé apenas cumplida la treintena, cuando la devoré en su reciente traducción francesa, en el mismo ejemplar marchito que ahora releo editado por Gallimard.
”
”
Juan Goytisolo
“
Perdi alguma coisa que me era essencial, e que já não me é mais. Não me é necessária, assim como se eu tivesse perdido uma terceira perna que até entorno me impossibilitava de andar mas que fazia de mim um tripé estável. Essa terceira perna eu perdi. E voltei a ser uma pessoa que nunca fui. Voltei a ter o que nunca tive: apenas as duas pernas. Sei que momento com duas pernas é que posso caminhar. Mas a ausência inútil da terceira perna me faz falta e me assusta, era ela que fazia de mim uma coisa encontrável por mim mesma, e sem sequer precisar me procurar. Estou desorganizada porque perdi o que não precisava?
(…)
É difícil perder-se. É tão difícil que provavelmente arrumarei depressa um modo de me achar, mesmo que achar-me seja de novo a mentira de que vivo. Até agora achar-me era já ter uma ideia de pessoa e nela me engastar: nessa pessoa organizada eu me encarnava, e nem mesmo sentia o grande esfoço de construção que era viver.
(…)
Mas e agora? estarei mais livre?
(…)
Se tiver coragem, eu me deixarei continuar perdida. Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo - quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação
(…)
Talvez desilusão seja o medo de não pertencer mais a um sistema. No entanto se deveria dizer assim: ela está muito feliz porque finalmente foi desiludido. O que eu era antes não era bom. Mas era desse não-bom que eu havia organizado o melhor - a esperança.
”
”
Clarice Lispector (The Passion According to G.H.)
“
Via-me diante de uma multidão exasperada, frente ao pelotão de execução, chorando do infortúnio que teriam podido entender, e perdoando! Como Joana d'Arc! "Padres, professores, advogados, enganam-se entregando-me à justiça. Nunca fui deste povo, nunca fui cristão; sou da espécie que cantava no suplício; não conheço as leis; não tenho senso moral, sou tosco: se enganam...
”
”
Arthur Rimbaud (Uma Temporada no Inferno / Une Saison en Enfer)
“
Me tiré contra la puerta antes de que fuera demasiado tarde, la cerré de golpe apoyando el cuerpo; felizmente la llave estaba puesta de nuestro lado y además corrí el gran cerrojo para mas seguridad.
Fui a la cocina, calenté la pavita, y cuando estuve de vuelta con la bandeja del mate le dije a Irene:
- Tuve que cerrar la puerta del pasillo. Han tomado la parte del fondo.
”
”
Julio Cortázar (Bestiario)
“
—Tienes que saber que yo siempre estoy confuso. No fui ni escribí porque quería apartarme de ti sin quererlo. Tú no lo entendías. Querías hacerme volver por todos los medios y yo tenía un miedo terrible. Te sentía a ti cuando intentaba dormirme en casa del médico. Me obsesionabas. Yo sabía que algo iba mal, pero no podía decir el qué. Así que me dediqué a pensar que eras tú.
”
”
E.M. Forster
“
—¿Te gusta cantar?
—En algún momento lo hice.
—¿Y qué paso?
—Nunca fui tan buena. A veces lo extraño. Así como un libro o una película, una canción es capaz de transportarte. Por eso me encantaba. Por solo unos minutos, podía ser quien sea. Cantar y dejarme transformar en lo que sea que mi voz quisiera. Era como un Ditto.
—¿El Pokemon?
—¡Por supuesto! Podía ser quien quiera.
”
”
Jean Paul Vizuete (Arena)
“
... y hoy no sé ya cuántos paseos di con ella, pero fui a pasear con ella diaria y también, a menudo, varias veces diariamente y, en cualquier caso, en ese tiempo paseé con ella más a menudo y más tiempo que con cualquier otra persona, y con ninguna otra he hablado nunca sobre todo lo imaginable con mayor intensidad y nadie me ha dejado nunca mirar dentro de sí más profundamente...
”
”
Thomas Bernhard
“
O Cisne
Foi em abril, eu me lembro, embora em meu espírito fosse dezembro,
Que um pássaro ferido foi retirado da escuridão do lago,
As penas brancas brilharam ao sol, e de sua boca escorreu a água negra,
Enquanto por dentro minha voz gritava até pensar que meu coração iria se partir;
Fui eu quem assistiu à sua morte, seguindo à deriva, à deriva, esperando em sua vigília
Que Deus levasse sua alma.
”
”
John Harding (Florence & Giles)
“
Ningún hombre es dueño de su propia vida”, dijo. “Una parte de ti siempre está en manos de otra persona. Todo lo que puedes hacer es esperar que sea principalmente en las manos de Dios en las que estás”.
”
”
Diana Gabaldon (Cuenta a las abejas que me fui (Forastera, #9))
“
La verdad, Oshima, si te soy sincero, a mí no me gusta en absoluto el recipiente actual que me contiene. No me ha gustado nunca, ni un solo instante desde el día en que nací. Más acertado sería decir que lo detesto. Mi cara, mis manos, mi sangre, mis genes… Me repugna todo cuanto he heredado de mis padres. Si pudiera desprenderme de todo eso, lo haría sin pensármelo dos veces. Al igual que me fui de casa
”
”
Haruki Murakami (Kafka on the Shore)
“
Cuando salgas de aquí quiero que te olvides de LuzBel y recuerdes siempre a Elijah, porque contigo siempre fui ese hombre ya que LuzBel jamás logró salir a la luz cuando tú estabas cerca. ¿Sabes por qué no es buenos tener un corazón de hielo? Porque llegan personas como tú y con su fuego lo derriten sin ningún esfuerzo. Yo también Withe. Bonita, yo también me quemé con el fuego que provocó nuestro juego.
”
”
Jasmín Martínez (Corazón de Hielo (Trilogía Corazón #1))
“
–Lo lamento –dijo con el peso de mil disculpas–. Debería haberte creído. Debería haber confiado en ti. Te fallé cuando necesitabas que fuera tu defensor y sé que eso oficialmente me hace el peor novio de la historia del mundo y, por más que quiera recompensarte, comprenderé si no quieres saber nada más de mí. Pero si… si es posible que puedas perdonarme, entonces haré todo lo que pueda para compensarte. Sé que no cambia lo que has vivido, pero… todavía te quiero, Nova. Nunca dejé de preocuparme por ti y sé que fui un idiota increíble. Me mortifica pensar las cosas que te dije, en la manera en que te traté allí adentro… cómo no te defendí ni una sola vez, incluso cuando no dejabas de insistir con que no eras Pesadilla. Debería… –hizo una mueca y sacudió la cabeza–. Debería haberte creído. Lo lamento tanto
”
”
Marissa Meyer (Supernova (Renegades, #3))
“
Mátenme al alba. Con cuchillos [ilegible] y con cuchillas oxidadas. Estaré en cuclillas esperando. Salva tu amor. No lo salves. Desafección y mierda violenta que aprendió a expresarse en nuestros días mediante fórmulas atroces como «hacer el amor» y «asumir la responsabilidad» y «negar el pasado» y «el hombre es lo que se hace». No hay más que la memoria, maravilla sin igual, horror sin semejanza. Hace mucho que me entregué a las sombras. Y no me contenta mi destino sombrío, mi destino asombrado. Me han asolado, me han agostado. Libérame de ti pues te amo y no estás. No me hables. No te apostes en mis rincones preferidos. Estás aquí. Me deliras. Me cortas las cintas de colores que me aliaban a las niñas que fui. Me abandonas loca furiosa, comiendo sombras furiosamente, girando convulsa con las manos espantadas, revolcándome en tu huida hasta los atroces orgasmos y gritos de bestia asesinada. Pero te amo. A ti te asumo, ante ti sin pasado ni relojes ni sonidos. Sucia y susurrante, leve, ingrávida, llena de sangre y de sustancias sexuales, húmeda, mojada, reventando de calor, de sangre que pide. Me dañas la columna vertebral, tantos días despeñada sobre tu cuerpo imaginado. Me dañas la cabeza que di contra las paredes porque no sabía qué hacer salvo esto: que debía golpearme y castigarme ya que tú no venías. Con tu sonrisa de paraíso exactamente situado en el tiempo y en el espacio. Con tus ojos que sonríen antes que tus labios. En tus ojos encuentro mi persona súbitamente reconstruida. En tus ojos se acumulan mis fragmentos que se unen apenas me miras. En tus ojos vivo una vida de aire puro, de respiración fiel. En tus ojos no necesito del conocimiento, no necesito del lenguaje. En tus ojos me siento y sonrío y hay una niña azul en el jardín de un castillo. Ahora que no estás me atrae la caída, la mierda, lo abyecto, lo denigrante. Salgo a la calle y siento la suciedad, la ruina. Entro en los bares más siniestros y tomo un vino como sangre coagulada, como menstruación, y me rodean brujas negras, perros sarnosos, viejos mutilados y jóvenes putos de ambos sexos. Yo bebo y me miro en el espejo lleno de mierda de moscas. Después no me veo más. Después hablo en no sé cuál idioma. Hablo con estos desechos que no me echan, ellos me aceptan, me incorporan, me reconocen. Recito poemas. Discuto cuestiones inverosímiles. Acaricio a los perros y me chupo las manos. Sonrío a los mutilados. Me dejo tocar, palpar, manos en mi cuerpo adolescente que tanto te gustaba por ser ceñido y firme y suave. («La lisura de tu vientre, tus caderas de efebo solar, tu cintura hecha a la medida de mis manos cerrándose, tus pechos de niña salvaje que los deja desnudos aun cuando llueve, tu sexo y tus gritos rítmicos, que deshacían la ciudad y me llevaban a una selva musical en donde todo confabulaba para que los cuerpos se reconozcan y se amen con sonidos de leves tambores incesantes. Esas noches en que hacíamos el amor debajo de las grandes palabras que perdían su sentido, porque no había más que nuestros cuerpos rítmicos y esenciales… Y ahora llueve y tengo náuseas y vomito casi todo el día y siempre que hay un olor espantoso en la calle, un olor a paquete olvidado, a muerto olvidado. Y tengo miedo. Eso quería decir: que no estás y tengo miedo.»)
”
”
Alejandra Pizarnik (Diarios)
“
Con razón o sin ella, culpaba a mi madre de lo que yo era entonces. Me parecía que expiaba la desgracia de haber sido, desde mi infancia, exageradamente mimado, vigilado y atendido. En aquel tiempo fui con ella de una dureza atroz. Le reprochaba el exceso de su cariño. No le perdonaba que me abrumase con todo lo que solamente ella había de darme en el mundo, todo lo que yo no habría de conocer de nadie más que de ella.
”
”
François Mauriac (Vipers' Tangle)
“
O alegre e claro espelho de minha alma era muitas vezes embaçado por uma espécie de melancolia mas, por ora, não havia sido seriamente danificado. Ela aparecia de tempos em tempos, durante um dia ou uma noite, como uma tristeza sonhadora e solitária; desaparecia depois sem deixar traços, voltando após algumas semanas ou meses. Aos poucos fui me habituando a ela, como a uma amiga e confidente, não a recebendo como um tormento, mas como um cansaço inquieto, que não deixava de ter seu encanto. Quando ela me surpreendia de noite eu ficava, em vez de dormir, horas inteiras à janela, olhava o lago mergulhado na escuridão, as silhuetas das montanhas desenhadas no palor do céu e bem no alto, as belas estrelas. Então apossava-se de mim com frequência um sentimento doce e vigoroso, como se eu fosse contemplado por toda aquela formosura da noite, com uma justa censura. Como se estrelas, montanhas e lagos aspirassem por alguém que compreendesse sua beleza e o sofrimento da sua natureza calada e a expressasse, como se eu fosse aquele ser e como se fosse essa a minha verdadeira missão. a de dar, em poesias, uma expressão à natureza muda. De que maneira isso seria possível não sei, jamais pensei nisso, apenas sentia que a bela e severa noite esperava por mim, impaciente, numa ânsia silente. (p. 42)
”
”
Hermann Hesse (Peter Camenzind)
“
Han pasado tres semanas y aún me culpo de su muerte a todas horas, aunque Tom –el psicólogo con el que estoy haciendo terapia– dice que no fui responsable. Y, en el fondo, lo sé. Pero no puedo sacarme de la cabeza la idea de que si lo hubiera encontrado antes, si no lo hubiera dejado solo en el mar, si hubiera entrado con él en el agua, si no hubiéramos bebido o, incluso, si no hubiera luchado por conquistarlo, él ahora estaría vivo.
”
”
Javier Martínez (Aquí y ahora)
“
Soy un guerrero -Dijo-. Fui educado como un guerrero. Yo no tuve juguetes, yo tuve armas. Yo dormía en una espada de madera hasta que tuve cinco años. Mis primeros libros eran sobre estudios de demonios medievales con las páginas ilustradas. La primera canción que aprendí eran cantos para desterrar demonios. Se lo que me tranquiliza y no son playas o cantos de aves en bosques lluviosos. Quiero un arma en mi mano y una estrategia para ganar.
”
”
Cassandra Clare (City of Heavenly Fire (The Mortal Instruments, #6))
“
En poco tiempo, me volví adicta al diccionario. Me pasaba la mañana sentada en mi mesa de trabajo, con una vista inmejorable sobre el río, y viajaba en el tiempo y el espacio pasando cada hoja. Al principio, me dejaba llevar por el capricho del momento. Poco a poco, fui estableciendo una metodología que me permitía hacer investigaciones sobre un tema preestablecido con la lógica de un juego de pistas. No podía creer tanta felicidad. Ya no sentía el paso del tiempo.
”
”
Ingrid Betancourt (Even Silence Has an End: My Six Years of Captivity in the Colombian Jungle)
“
Ele não era o príncipe encantado que eu havia esperado a vida toda. Definitivamente não era a pessoa certa para mim. Mas quer saber? Eu não queria a pessoa certa. Não queria alguém que chegasse no momento certo, que fizesse sentido. Não, eu queria a pessoa errada! Queria perder a cabeça e o sono, fazer loucuras das quais me arrependeria mais tarde, brigar, gritar para em seguida chorar e rir em seus braços. Queria alguém que gaguejasse por medo de me perder. Que me jogasse de um penhasco, me dopasse para me acalmar, preparasse comida intragável e que ainda me parecesse o melhor dos banquetes. Queria alguém que, de tão diferente de mim, me completasse.
Fui tão burra ao me apegar a algo tão idiota quanto a um amontoado de palavras que queria bater minha cabeça na parede. Ele tinha razão. Palavras não valiam nada sozinhas. E eu queria exatamente aquilo tudo, os gestos, os carinhos, o apoio incondicional. Um eu te amo dito pelo coração.
”
”
Carina Rissi (No Mundo da Luna)
“
Tenho tentado muito, mas a vida é dura, e sou uma inútil. Não posso nem me considerar uma pessoa independente. Não passo de um parafuso ou dente de uma engrenagem daquela grande máquina que eu chamava de vida, e quando fui expulsa dela descobri que não era útil em nenhum outro lugar. O que fazer quando se descobre que nos encaixamos em um papel apenas? Devemos voltar para isso ou ficar no monte lixo para onde fomos atirados… você não imagina como é a vida no monte de lixo!
”
”
Edith Wharton (A Casa da Alegria)
“
Antes que me hubiera apasionado por mujer alguna, jugué mi corazón al azar y me lo ganó la Violencia. Nada supe de los deliquios embriagadores, ni de la confidencia sentimental, ni de la zozobra de las miradas cobardes. Más que el enamorado, fui siempre el dominador cuyos labios no conocieron la súplica. Con todo, ambicionaba el don divino del amor ideal, que me encendiera espiritualmente, para que mi alma destellara en mi cuerpo como la llama sobre el leño que la alimenta.
”
”
José Eustasio Rivera
“
- Obedecer à sociedade? ... - replicou a marquesa, mostrando-se horrorizada. - É daí, senhor, que provêm todos os males. Deus não fez nem uma só lei para a nossa desgraça. Porém, os homens, reunindo-se, falsearam a sua obra. Nós, as mulheres, somo mais maltratadas pela civilização do que fomos pela natureza. Esta impõe-nos penas físicas que os homens não suavizaram, e a civilização desenvolveu sentimentos que eles enganam incessantemente. A natureza sufoca os seres fracos, os homens condenam-nos a viver para lhes oferecerem uma constante desgraça. O casamento, instituição em que hoje se funda a sociedade, faz-nos sentir todo o seu peso: para o homem a liberdade, para as mulheres os deveres. Nós lhes devemos toda a nossa vida, eles devem-nos apenas raros instantes. (...) Pois bem, o casamento, tal como hoje se efetua, afigura-se-me uma prostituição legal. Daí provieram todos os meus sofrimentos. (...) Fui a própria autora do mal, tendo desejado esse casamento.
”
”
Honoré de Balzac (La Femme De Trente Ans)
“
—Las personas engañan y mienten. Cuanto más hay, más planean tomar y más a menudo lo intentan. El mundo es un lugar feo, y la gente, al parecer, en su mayoría piensa que es mejor y más fácil tomar de los demás que ganárselos ellos mismos. (Kyrian)
—Entonces, ¿por qué luchas para protegernos? (Nick)
—Porque cada vez que pienso que no vale la pena, que la gente merece la miseria de sus vidas, me encuentro con alguien que me hace replantear eso. (Kyrian)
—¿Como quién? (Nick)
—Un sabihondo Cajun que besa el suelo por el que su madre camina. Uno que estaba dispuesto a dar su vida para proteger a dos extraños de sus mejores amigos, a pesar de que necesitaba el dinero para comer. Una mujer que está dispuesta a rebajarse a sí misma para alimentar a su hijo. Otra que enfrentó a un cártel de drogas con el fin de proteger a su familia y su pequeño pueblo. Esa clase de amor me recuerda al humano que una vez fui. Las personas como tú, tu madre, y Rosa se merecen a alguien que cuide sus espaldas. (Kyrian)
”
”
Sherrilyn Kenyon (Invincible (Chronicles of Nick, #2))
“
Recuerdo la muerte de una joven de la que yo fui testigo en un campo de concentración. Es una historia sencilla; tiene poco que contar, y tal vez pueda parecer invención, pero a mí me suena como un poema.
Esta joven sabía que iba a morir a los pocos días; a pesar de ello, cuando yo hablé con ella estaba muy animada.
«Estoy muy satisfecha de que el destino se haya cebado en mí con tanta fuerza», me dijo.
«En mi vida anterior yo era una niña malcriada y no cumplía en serio con mis deberes espirituales.»
Señalando a la ventana del barracón me dijo:
«Aquel árbol es el único amigo que tengo en esta soledad.»
A través de la ventana podía ver justamente la rama de un castaño y en aquella rama había dos brotes de capullos. «Muchas veces hablo con el árbol», me dijo.
Yo estaba atónito y no sabía cómo tomar sus palabras. ¿Deliraba? ¿Sufría alucinaciones? Ansiosamente le pregunté si el árbol le contestaba.
«Sí»
¿Y qué le decía?
Respondió: «Me dice:
‘Estoy aquí, estoy aquí, yo soy la vida, la vida eterna.»
”
”
Viktor E. Frankl (El hombre en busca de sentido)
“
—Los tres son sobre todo unos hijos de papá —empieza en un tono distinto, como si acabara de enfundarse un disfraz—. Unos hijos de puta también, desde luego, pero sobre todo unos hijos de papá. Nacieron así y se morirán así... La gente rica es de otra especie. ¿Nunca has oído decir eso? Bueno, pues es la verdad. Te lo digo yo. El mundo se divide en dos clases de personas: los ricos y todos los demás, incluidos aquellos que aspiran a ser ricos, que son la mayoría. Aquí donde me tienes, yo fui uno de ellos.
”
”
Javier Cercas (Independencia)
“
Hay cosas que uno debe saber de inmediato para no andar por el mundo ni un solo minuto en una creencia tan equivocada que el mundo es otro por ellas. No es admisible pensar que todo sigue como estaba cuando todo está ya alterado o ha dado un vuelco, y es verdad que el periodo durante el que se permaneció en el error se nos hace luego insoportable. Qué tonto fui, pensamos, y en realidad eso no debería dolernos tanto. Vivir en el engaño o ser engañado es fácil, y aún más, es nuestra condición natural: nadie está libre de ello y nadie es tonto por ello, no deberíamos oponernos mucho ni debería amargarnos. Sin embargo nos parece intolerable, cuando por fin sabemos. Lo que nos cuesta, lo malo, es que el tiempo en el que creímos lo que no era queda convertido en algo extraño, flotante o ficticio, en una especie de encantamiento o sueño que debe ser suprimido de nuestro recuerdo; derepente es como si ese periodo no lo hubiéramos vivido del todo, ¿verdad?, como si tuviéramos que volver a contarnos la historia o a releer un libro, y entonces pensamos que nos habríamos comportado de distinta manera o habríamos empleado de otro modo ese tiempo que pasa a pertenecer al limbo. Eso puede desesperarnos. Y además ese tiempo a veces no se queda en el limbo, sino en el infierno.
”
”
Javier Marías (Tomorrow in the Battle Think on Me)
“
Já reparou que só a morte desperta nossos sentimentos? Como amamos os amigos que acabam de deixar-nos, não acha?! Como admiramos nossos mestres que já não falam mais, que estão com a boca cheia de terra! A homenagem vem, então, muito naturalmente, essa mesma homenagem que talvez tivessem esperado de nós durante a vida inteira. Mas sabe por que somos sempre mais justos e mais generosos para com os mortos? A razão é simples! Em relação a eles, já não há obrigações. Deixam-nos livres, podemos dispor de nosso tempo, encaixar a homenagem entre o coquetel e uma doce amante: em resumo, nas horas vagas. Se nos impusessem algo, seria a memória, e nós temos a memória curta. Não é o morto recente que nós amamos em nossos amigos, o morto doloroso, nossa emoção, enfim, nós mesmos![...] É assim o homem, caro senhor, com duas faces: não consegue amar sem se amar. Observe seus vizinhos, se por acaso ocorrer um falecimento no prédio. Adormecidos em sua vidinha, e eis que morre o porteiro. Despertam imediatamente, agitam-se, informa-se, enchem-se de compaixão. Um morto no prelo e o espetáculo começa, finalmente. Eles têm necessidade de tragédia que se pode fazer? - é sua pequena transcendência, é seu aperitivo. Será, aliás, por acaso que lhe falo em porteiro? Eu tinha um, que era uma verdadeira desgraça, a maldade em pessoa, um monstro de insignificância e de rancor que faria desanimar um franciscano. Eu nem sequer lhe dirigia a palavra, mas, por sua própria existência, ele comprometia minha satisfação habitual. Morreu, e eu fui a seu enterro. Será capaz de me dizer por quê?
”
”
Albert Camus (The Fall (Vintage International))
“
¿Por qué me ha pasado esto a mí?
Quiero decir, ¿por qué no a ti?
Quizás fui a Auschwitz y sobreviví para poder hablar contigo ahora, para poder servir de ejemplo de cómo ser una superviviente, en vez de una víctima. Cuando pregunto, Y ahora qué, en lugar de, ¿Por qué a mí?, dejo de ofuscarme con el motivo por el que pasó -o está pasando- esta cosa mala y empiezo a prestar atención a lo que puedo hacer con mi experiencia. No estoy buscando un salvador ni un chivo expiatorio. Antes bien, empiezo a sopesar las elecciones y posibilidades
”
”
Edith Eger (The Gift: 12 Lessons to Save Your Life)
“
E é então que percebo que fui mesmo marcada. Independentemente de ainda estar apaixonada por ele, independentemente de ele ter estado apaixonado por mim, e independentemente da pessoa por quem ele está apaixonado neste momento, o Willem mudou a minha vida: ensinou-me a perder-me e depois eu aprendi a encontrar-me.
E talvez a palavra adequada não seja "acidente"; talvez a melhor palavra seja "milagre".
Ou talvez nem se trate de um milagre; talvez seja apenas a vida, quando nos abrimos a ela, quando nos pomos a jeito, quando dizemos que sim.
”
”
Gayle Forman (Just One Day (Just One Day, #1))
“
Perdi alguma coisa que me era essencial, e que já não me é mais. Não me é necessária, assim como se eu tivesse perdido uma terceira perna que até então me impossibilitava de andar mas que fazia de mim um tripé estável. Essa terceira perna eu perdi. E voltei a ser uma pessoa que nunca fui. Voltei a ter o que nunca tive: apenas as duas pernas. Sei que somente com as duas pernas é que posso caminhar. Mas a ausência inútil da terceira me faz falta e me assusta, era ela que fazia de mim uma coisa encontrável por mim mesma, e sem sequer precisar me procurar.
”
”
Clarice Lispector
“
Mas o que era isso que querias aprender com doutrinas e com mestres e que eles, que tanto te ensinaram, não te podiam ensinar?"
E compreendeu: "Era o Eu, cujo sentido e natureza eu queria conhecer. Era o Eu, de que eu queria libertar-me, que eu queria vencer. Mas não fui capaz de o vencer, apenas de o enganar, de fugir dele, esconder-me dele. Na verdade, nada no mundo ocupou tanto os meus pensamentos como este Eu, este enigma, o facto de eu estar vivo, de existir separado e isolado dos outros(...)E sobre nada no mundo sei tão pouco como sobre mim próprio.
”
”
Hermann Hesse (Siddhartha)
“
Durante aquel día nos contentamos también con patatas hervidas y rodajas de nabo asado en la estufa, pero para el día siguiente Arthur nos prometió importantes innovaciones. Por la tarde, fui al ex ambulatorio en busca de algo útil. Se me habían adelantado: todo estaba estropeado por saqueadores inexpertos. Ni una botella entera; en el suelo, una capa de pingajos, estiércol y material de enfermería, un cadáver desnudo y retorcido. Pero he aquí algo que se les había escapado a mis predecesores: una batería de camión. Toqué los polos con el cuchillo: una chispita. Estaba cargada.
”
”
Primo Levi (Trilogía de Auschwitz)
“
Ela nem sequer está autorizada a comer pudim de chocolate. Azar o teu, Hannah, quem mandou não fui eu, foi o médico. Não tenho culpa de seres gorda e lenta e de eu ser magro e brilhante. Não tenho culpa de ser tão lindo que obrigam a mãe a parar na rua quando ela me vai passear no carrinho para poderem ver melhor o meu belo «punim» - tu bem a ouves a contar esta história, é uma coisa em que eu não tive a menor responsabilidade, um simples facto da natureza, eu ter nascido lindo e tu teres nascido, se não feia, pelo menos uma criança para quem ninguém tem especial vontade de olhar.
”
”
Philip Roth (Portnoy’s Complaint)
“
O SUICÍDIO É UMA FORMA DE ASSASSINATO – assassinato premeditado. Não é algo que se faz da primeira vez que se pensa em fazer. A gente precisa se acostumar com a ideia. E precisa dos meios, da oportunidade, do motivo. Um suicídio bem-sucedido exige boa organização e cabeça fria, coisas geralmente incompatíveis com o estado de espírito de quem quer se suicidar.
É importante cultivar um distanciamento. Uma forma de fazer isso é imaginar-se morta ou morrendo. Havendo uma janela, deve-se imaginar o próprio corpo caindo da janela. Havendo uma faca, deve-se imaginar essa faca penetrando na própria pele. Havendo um trem que já vai chegar, deve-se imaginar o próprio corpo esmagado sob as rodas. Esses exercícios são essenciais para atingir o distanciamento necessário.
O motivo é de suma importância. Sem um motivo forte, vai tudo por água abaixo.
Meus motivos eram fracos: um trabalho de História Americana que eu não queria fazer e a pergunta que eu me propusera meses antes: “Por que não me matar?”. Morta, eu não precisaria fazer o trabalho. Nem precisaria ficar ponderando aquela pergunta.
Essa ponderação me desgastava. Depois que a gente se faz uma pergunta dessas, ela não nos larga mais. Acho que muita gente se mata só para pôr fim ao dilema de se matar ou não.
Tudo o que eu pensava ou fazia era imediatamente incorporado ao dilema. Fiz um comentário idiota – por que não me mato? Perdi o ônibus – melhor acabar com tudo. Até o que era bom entrava no jogo. Gostei desse filme – talvez eu não devesse me matar.
Na verdade, eu só queria matar uma parte de mim: a parte que queria se matar, que me arrastava para o dilema do suicídio e transformava cada janela, cada utensílio de cozinha e cada estação de metrô no ensaio de uma tragédia.
Só fui descobrir tudo isso, porém, depois de engolir cinquenta aspirinas.
”
”
Susanna Kaysen (Girl, Interrupted)
“
Cada vez sinto menos vontade de estar com os outros. Dou por mim a fazer uma espécie de lenta retirada social. Visito cada vez menos os amigos, até deixar de os ter. Se os visse, na certa, iriam fazer-me perguntas a que não quero responder e também não desejo perder o meu tempo a ouvir os seus dramas. Por isso, forço-me ao isolamento. Mas, nem sempre fui assim. Penso que há uma parte de mim que deixou de funcionar e, por causa disso, sou incapaz de manter o interesse de estar com pessoas. Nessas alturas imagino-me a passar o resto da vida sozinho, lendo, vendo filmes, passeando de um lado para o outro sem propósito.
”
”
Sónia Alcaso
“
How did he know my dad helped get me this job? Did someone in the office tell him? I mean, it’s not like I’m some spoiled, incompetent rich kid with zero work experience and mega connections. My dad’s just aCPA! But I’m not going to bother explaining that or anything else. Because right now, I’m halfway convinced a hole in my skull has blown right off and my brains are flowing out like molten lava. I think I might well and truly hate Porter Roth.
“You know nothing about me or my family. And you’re a goddamn dickbag, you know that?” I say, so enraged that I don’t even care that a family of four is walking up to my window. I should have. And I should have noticed that I left the green switch turned on from the last pair of tickets I sold. But the family’s wide-eyed faces clue me in now.
They’ve heard every nasty word.
For one terrible moment, the booth spins around me. I apologize profusely, but the parents aren’t happy. At all. Why should they be? Oh God, is the wife wearing a crucifix pendant? What if these people are fundamentalists? Are these kids homeschooled? Did I just ruin them for life? Jesus fu—I mean, fiddlesticks. Are they going to ask to speak to Mr. Cavadini? Am I going to be fired? On my first day? What is my dad going to say?
”
”
Jenn Bennett (Alex, Approximately)
“
(...) Fiz tudo pra você gostar, fui mulher vulgar, meia-bruxa, meia-fera, risinho modernista arranhando na garganta, malandra, bicha, bem viada, vândala, talvez maquiavélica e um dia emburrei-me. (...) Tantas fiz, talvez querendo a glória, a outra cena à luz de spots, talvez apenas teu carinho, mas tantas, tantas fiz…
”
”
Ana Cristina Cesar (A Teus Pés)
“
[[[En lo que creo que fue anoche, imagino que soñé. Me sentía muy débil, acompañada por una exnovia cuyo rostro no recuerdo, a punto de desaparecer en el mar, y le dije algo así como:
Quédate conmigo esta noche. Debes verme morir. No temas por mí: mi cara lucirá la sincera sonrisa satisfecha del éxito que nunca tuve en vida y mi alma ascenderá al mundo lunar a través de la escalera formada por los rayos crespusculares. He tenido un regusto a muerte demasiado tiempo en la lengua. La resaca es fúnebre. Olvida que fui una diosa. Reza por mí.
Fascinada por esta visión, desperté justo antes de que el agua me tocase la línea del labio.]]]
”
”
Alexandre Alphonse (Gedankenprojektor)
“
Vivo en los Estados Unidos y soy chilena, sangre, voluntad y memoria. Al llegar a este país me obligaron a llenar un formulario en el cual había una casilla referente a la raza: la primera alternativa era blanca, la cual iba a automáticamente yo a marcar, cuando leí más abajo la palabra “Hispanic”. Me pareció una enorme incultura por parte de los funcionarios gringos ya que lo hispano no se refiere a una raza, pero abismada comprendí que por primera vez en mi vida me expulsaban de mi propio nicho, de lo que creía mi identidad natural y objetiva, aunque entre una norteamericana y yo no mediase la más mínima diferencia física ( más aún en este caso específico: soy pelirroja, hasta me parezco a ellos ). Ni que decirlo, marqué con saña el segundo cuadrado y cada día transcurrido de estos seis años me he ido apegando más y más a él. Cuando camino por las calles de la ciudad, a veces me da la impresión de que todos mis antepasados están allí, en la pulcra e impersonal boca del metro, con la esperanza de llegar a alguna parte. Todo chicano o salvadoreño despreciable es mi tío, el hondureño que retira la basura es mi novio. Cuando Reina se declara a sí misma una desclasada, sé exactamente a que se refiere.
Toda mi vida ha corrido por este lado del mundo. Mi cuna real y ficticia, el lugar donde nací y el otro que fui adquiriendo, lucen oropeles muy americanos ( ¡ no acepto que ese adjetivo se lo atribuyan los del norte! América es tanto la de arriba como la de abajo, norte y sur tan americanos uno como el otro). Trazo los dos puntos del continente para señalar los míos y agrego un tercero, éste. Dos de ellos resultan razonablemente cercanos, y luego, inevitable, la línea larga baja y baja hasta llegar al sur, hasta lo que, a mi pesar, debo reconocer como el fin del mundo. Sólo los hielos eternos más allá de esa tierra. Allí nací. Mapuches o españoles, fluidas, impredecibles, vigorosas, allí están mis raíces.
”
”
Marcela Serrano (Lo que está en mi corazón)
“
Todo para ser más organizada, más ordenada, más buena. Todo para dejar atrás la angustia que me causaba el enredo de caminos prohibidos que se cruzaban en mí, en mi cuerpo. Si, de eso se trataba: el lunes volvería a ser la buena chica que fui, sin el latido constante que serpenteaba en mis carnes, sin deseo, y así, solamente así, podría ser aceptada, querida. ¿Tu también empezaste así o te dieron tiempo a tener miedo a desbocarte como un caballo salvaje? ¿También tu sentiste que ya no eras digna de ser amada porque te habías convertido en un cuerpo peligroso que se estremecía bajo la mirada de los hombres que te repasaban de arriba abajo?
”
”
Najat El Hachmi (El lunes nos querrán)
“
–«Algún día, cuando deje de escribirte –continuó Franz Kafka–, las dos sabremos que
la una sin la otra no habríamos llegado nunca tan lejos. Viviremos cada cual en la
memoria de la otra, y eso es la eternidad, Elsi, porque el tiempo no existe más allá del
amor. Sé que lloraste cuando me fui. Pero yo quiero que rías y cantes y pienses siempre
que el futuro no es un problema por resolver, sino un misterio por descubrir. Hay lugares
en el mundo que cambian a las personas, y África es uno de ellos. Espero que las
personas nunca puedan llegar a cambiar esos lugares. Desde el fondo de mi corazón, esta
noche estrellada, pienso mucho en ti y envidio lo que te espera...»
”
”
Jordi Sierra i Fabra (Kafka y la muñeca viajera)
“
Beth pensou por uns instantes, e então disse calmamente:
— Não sei como me expressar, e não deveria tentar fazê-lo com ninguém você, porque não sou capaz de falar livremente, senão para a minha Jo querida. Só quero dizer que tenho a sensação de que não fui feita para viver por muito tempo. Não sou como todas vocês, nunca fiz planos sobre o que faria quando crescesse; nunca pensei em me casar, como todas vocês fizeram. Não conseguia me imaginar senão como a Beth bobinha, correndo pela casa, sem utilidade em qualquer outro lugar, exceto lá. Nunca quis ir embora, e a parte difícil agora é deixar vocês todos. Não tenho medo, mas parece que vou sentir saudade de vocês mesmo no céu.
”
”
Louisa May Alcott
“
Fui a ver a Susana Campos con la ilusión de acostarme con ella, pero me recibió con su novio, los dos muy drogados. Tomaban de una botella un líquido blanquecino que habían diluido en agua anfetaminas, un LSD y algunos gramos dispersos, como polvo en el aire, de cocaína. Así que estaban muy volados, el novio se había subido a un árbol y hablaba desde arriba como si fuera un predicador. Para bajar, decían que fumaban porro y eso los volvía a la realidad. Durante casi dos horas me contaron la increíble experiencia de ir al cine drogados. La película duraba años, según ellos, y era muy intensa. Tenían que interrumpirla para ir al baño y a veces no sabían cómo volver a sus asientos.
”
”
Ricardo Piglia (Los diarios de Emilio Renzi II: Los años felices (Los diarios de Emilio Renzi, #2))
“
Uf, “tu verás”, “allá tú”, no entiendo que nadie pueda decir eso. Una vez me contaron que eso es loq ue decían los semáforos en ámbar: “Allá tú, allá tú, allá tú, allá tú”. Yo no le diría eso a nadie que me importe. Ni siquiera a un enemigo se lo diría. Es mejor decirle a alguien que quieres que le parta un rayo, porque a pesar de todo estás con esa persona, aunque sea justo en el extremo opuesto, pero allá tú es como dejar solo a alguien, completamente solo. Allá tú: si te atropellan, a miq ue me registren. Así que me dio el punto, no sé, vale, tenía un día triste, supongo, llrón y no estaba dispuesta a llorar. Me fui. Igual que antes me había ido a mi cuarto, esta vez me fui a la calle.
”
”
Belén Gopegui (Deseo de ser punk)
“
Soy sencillamente, o tal vez debo escribir que fui, un hombre solitario. Puedo pasarme la noche entera frente a un pocillo de café, y si a veces condesciendo a pedir una copita de caña de durazno o un cognac es para no despreciar a mis ocasionales compañeros de mesa. Para que no desconfíen de mí; para que me hablen. He conversado en esos bares con los personajes más extraordinarios de Buenos Aires. Actores fracasados, ex presidiarios, viejas putas en decadencia, infantiles putas en ascenso, poetas que se creían, o quizá eran, genios incomprendidos, tristes homosexuales que venían de una paliza descomunal, violeteras que juraban haber cantado con la Galli Curci o haber sido amantes de Perón.
”
”
Abelardo Castillo (El espejo que tiembla (Los mundos reales, #5))
“
Quali sentimenti proverei se fossi un altro ragazzo? Quali sentimenti proverei se fossi una persona normale? Fui ossessionato da queste domande. Mi torturarono, distruggendo istantaneamente e radicalmente persino quell’unico frammento di felicità che avevo creduto di possedere per certo.
A lungo andare la “recita” è diventata una parte integrante della mia natura, riconobbi fra me. Non è più una recita. La consapevolezza con cui continuo a camuffarmi da individuo normale ha corroso addirittura quel minimo di normalità che magari possedevo in origine, e ha finito così col farmi dire e ridire a me stesso che anche questa era una semplice parvenza di normalità. In altre parole, sto diventando una di quelle persone incapaci di credere a nulla che non sia contraffatto.
”
”
Yukio Mishima (Confessions of a Mask)
“
Por muchos años viví en constante terror de mí misma. La duda se había casado con mi miedo y se movió hasta mi mente, donde construyó castillos, gobernó el reino y reinó sobre mí, inclinando la voluntad de sus susurros hasta que fui solo un peón, demasiado aterrorizada para desobedecer, demasiado aterrorizada de estar en desacuerdo.
He estado encadenada, una prisionera en mi propia mente.
”
”
Tahereh Mafi (Ignite Me (Shatter Me, #3))
“
Las olas, anchas y planas, se sucedían monótonas una tras otra. En las cercanías, lo que parecía un castillo y un promontorio con villas majestuosas; al frente, un océano casi tan grande como mi desazón. Me senté en la arena a contemplarlo y, con la vista concentrada en el vaivén de la espuma, perdí la noción del tiempo y me fui dejando llevar. Cada ola trajo consigo un recuerdo, una estampa del pasado: memorias de la joven que un día fui, de mis logros y temores, de los amigos que dejé atrás en algún lugar del tiempo; escenas de otras tierras, de otras voces. Y sobre todo, el mar me trajo aquella mañana sensaciones olvidadas entre los pliegues de la memoria: la caricia de una mano querida, la firmeza de un brazo amigo, la alegría de lo compartido y el anhelo de lo deseado.
”
”
María Dueñas (The Time in Between)
“
Pero esta vez no puedo, me quedo callada, me levanto discretamente de la mesa y voy al baño porque tengo el pecho lleno de algo, como de un ruido colosal, y sollozo. Me enfado menos con su abuelita que conmigo misma por volver a sentir esa herida. La de mi abuelita Vicki y la de tantas en las que se intersectan otros dolores en un cuerpo parecido. ¿Por qué lloro? ¿Por qué me ofende? ¿Porque yo fui a la universidad? ¿Porque no quise ser Victoria que no quiso ser Josefina? ¿Porque yo también considero que ser una trabajadora del hogar es ser menos que una periodista que escribe en El País? ¿Porque eso me recuerda mi racialización, la raza que siempre ha sido y siempre será la medida de mí misma? Porque duele que vuelvan a meterme entera en ese casillero de sus cabezas. Porque soy Victoria y no lo soy.
”
”
Gabriela Wiener (Huaco retrato)
“
Mujer negra
Todavía huelo la espuma del mar que me hicieron atravesar.
La noche, no puedo recordarla.
Ni el mismo océano podría recordarla.
Pero no olvido el primer alcatraz que divisé.
Altas, las nubes, como inocentes testigos presenciales.
Acaso no he olvidado ni mi costa perdida, ni mi lengua ancestral
Me dejaron aquí y aquí he vivido.
Y porque trabajé como una bestia,
aquí volví a nacer.
A cuanta epopeya mandinga intenté recurrir.
Me rebelé.
Su Merced me compró en una plaza.
Bordé la casaca de su Merced y un hijo macho le parí.
Mi hijo no tuvo nombre.
Y su Merced murió a manos de un impecable lord inglés.
Anduve.
Esta es la tierra donde padecí bocabajos y azotes.
Bogué a lo largo de todos sus ríos.
Bajo su sol sembré, recolecté y las cosechas no comí.
Por casa tuve un barracón.
Yo misma traje piedras para edificarlo,
pero canté al natural compás de los pájaros nacionales.
Me sublevé.
En esta tierra toqué la sangre húmeda
y los huesos podridos de muchos otros,
traídos a ella, o no, igual que yo.
Ya nunca más imaginé el camin a Guinea.
¿Era a Guinea? ¿A Benín? ¿Era a
Madagascar? ¿O a Cabo Verde?
Trabajé mucho más.
Fundé mejor mi canto milenario y mi esperanza.
Aquí construí mi mundo.
Me fui al monte.
Mi real independencia fue el palenque
y cabalgué entre las tropas de Maceo.
Sólo un siglo más tarde,
junto a mis descendientes,
desde una azul montaña.
Bajé de la Sierra
Para acabar con capitales y usureros,
con generales y burgueses.
Ahora soy: sólo hoy tenemos y creamos.
Nada nos es ajeno.
Nuestra la tierra.
Nuestros el mar y el cielo.
Nuestras la magia y la quimera.
Iguales míos, aquí los veo bailar
alrededor del árbol que plantamos para el comunismo.
Su pródiga madera ya resuena.
”
”
Nancy Morejón
“
Me apresure hacia adelante hasta que otro baño de chicas apareció. Abrí la puerta, planeando dejar a Noah afuera mientras me recomponía.
Pero me siguió dentro.
Dos chicas menores estaban paradas en el espejo aplicándose brillo labial.
- Salgan-Noah les dijo, su voz con aburrimiento. Como si fueran las que no pertenecieran al baño de chicas. Pero no esperaron a que se lo dijeran dos veces. Salieron tan rápido que me habría reído si no estuviera tan impactada.
Noah dirigió su mirada a mi, y algo centello detrás de sus ojos - ¿Cuál es tu problema?- pregunto en una voz baja.
Lo mire. Se había ido la indiferencia casual. Pero no estaba enojado. O incluso molesto. Más bien…curioso. Su expresión callada era ruinosa.
- No tengo un problema- dije confiadamente. Avance, mis ojos estrechándose hacia él-. Estoy libre de problemas.
Su cuerpo largo, acentuado por la línea de su camisa no metida y pantalones de corte bajo parecían tan fuera de lugar contra los feos azulejos amarillos. Mi respiración se aceleró. – No soy tu tipo – fui capaz de decir.
Entonces Noah dio un paso hacia mí, y una anormal sonrisa burlándose en la esquina de su boca. Demonios. – No tengo un tipo.
- Eso es aun peor-dije, y juro que trate de sonar malvada cuando lo dije-. Eres tan sin criterio como dicen.
Pero lo quería cerca.
- He sido difamado.- Su voz era apenas más que un susurro. Dio otro paso, tan cerca que sentí la caliente aura de su pecho. Miro abajo hacia mí, todo sincero y abierto y con ese caótico cabello en sus ojos como que quería y no quería decir algo.
- Lo dudo- fue lo mejor que pude hacer. Su rostro estaba a centímetros del mio. Iba a besarlo, e iba a arrepentirme.
Pero en ese momento, no me importaba.
”
”
Michelle Hodkin (The Unbecoming of Mara Dyer (Mara Dyer, #1))
“
Se inclinó hacia delante.
Nuestras bocas se abrieron una sobre la otra y vertió en la mía la calidez de su dulce respiración. No fui capaz de pensar ni de hacer ninguna otra cosa, salvo beber cada respiración conforme llegaba y disfrutar del suave balanceo de sus caderas. Era un milagro.
Yo temblaba, temiendo espantarle. No sabía qué hacer ni qué podría gustarle. Le besé en el cuello y en el pecho, saboreando el sabor a sal. Él pareció henchirse y madurar ante mi contacto. Olía a almendras y tierra. Se apretó junto a mí y me aplastó los labios para saborearlos.
Se quedó quieto cuando le tomé de la mano, suave como el terciopelo delicado de los pétalos. Conocía la piel dorada de Aquiles, la curva de su cuello y el pliegue de sus codos. Sabía cuánto placer me daba contemplarle.
Nuestros cuerpos se acoplaron uno en torno al otro como si fueran manos.
”
”
Madeline Miller (The Song of Achilles)
“
Fui escritora a vida inteira: enquanto escritora, ainda mesmo em criança e muito antes de o que escrevia começar a ser publicado, desenvolvi a percepção de que os significados residem nos ritmos das palavras, das frases e dos parágrafos, técnica de resguardar atrás de um verniz cada vez mais impenetrável qualquer pensamento ou convicção pessoais. O modo como escrevo é quem eu sou ou em quem me tornei; porém, neste caso, quisera ter, em vez de palavras e seus ritmos, uma sala de montagem, equipada com um Avid, um sistema digital de edição, no qual pudesse carregar numa tecla e neutralizar a sequência temporal, mostrando-vos em simultâneo todas as imagens das recordações que agora me chegam, deixando-vos escolher as cenas, as expressões marginalmente diferentes, as leituras variantes dos mesmos diálogos. Neste caso, é-me necessário que tudo aquilo que penso ou em que acredito possa ser penetrável, quanto mais não seja, a mim mesma.
”
”
Joan Didion (The Year of Magical Thinking)
“
—Tú te interesas por mí un poquito, lo creo —admitió—. Pero no puedo basar toda mi vida en un poquito. Ni tú. Tú apoyas la tuya en Anne. No te preocupas de sí tu relación con ella es platónica o no. Solo sabes que es lo suficientemente grande como para apoyar en ella una vida. Yo no puedo apoyar la mía en los cinco minutos que me dedicas entre ella y la política. Tú no harás nada por mí, salvo verme. Es lo único que has hecho en todo este año infernal. Me dejas libremente en tu casa, y procuras por todos los medios casarme, porque eso te libera de mí. Te preocupas un poco por mí, ya lo sé —pues Clive había protestado—, pero nada tenemos que hablar, y tú no me amas. Yo fui tuyo una vez hasta la muerte, y lo sería si te hubieras preocupado de conservarme, pero ahora soy de otro… No puedo apoyarme en el dolor para siempre… y él es mío de una forma que te sorprende, pero ¿por qué no dejas de sorprenderte y atiendes a tu propia felicidad?
”
”
E.M. Forster (Maurice)
“
El sueño era correcto, esto era como volver a casa, como preguntar: ¿Dónde he estado toda mi vida?, que era otra forma de averiguar: ¿Dónde estuviste durante mi infancia, Oliver?, que a su vez era otra manera de inquirir: ¿Qué es la vida sin esto?, que era por lo que, al final, fui yo y no él quien dijo no una, sino muchas, muchas veces: Me matarás si paras, me matarás si paras, y era también mi forma de cerrar el círculo completo de mi sueño y mi fantasía, él y yo, el ansia de palabras de su boca a mi boca y de vuelta a la suya, intercambiando palabras entre ambas, que fue cuando debí de empezar a soltar obscenidades que él repetía después de mí, con suavidad al principio, hasta que dijo: «Llámame por tu nombre y yo te llamaré a ti por el mío», algo que no había hecho jamás en mi vida y que, en cuanto pronuncié mi propio nombre como si fuese el suyo, me llevó a un lugar que no había compartido jamás con nadie antes, ni desde entonces he vuelto a hacerlo.
”
”
André Aciman (Llámame por tu nombre)
“
Mon ami, vous m'avez facilement appris à ne vivre que pour vous ; apprenez-moi maintenant à vivre loin de vous... Non, ce n'est pas là ce que je veux dire, c'est plutôt que, loin de vous, je voudrais ne point vivre, ou au moins oublier mon existence. Abandonnée à moi-même, je ne puis supporter ni mon bonheur, ni ma peine; je sens le besoin du repos, et tout repos m'est impossible; j'ai vainement appelé le sommeil, le sommeil a fui de moi; je ne puis ni m'occuper ni rester oisive; tour-à-tour un feu brûlant me dévore, un frisson mortel m'anéantit: tout mouvement me fatigue et je ne saurais rester en place. Enfin ! que dirai-je ? je souffrirais moins dans l'ardeur de la plus violente fièvre, et, sans que je puisse ni l'expliquer ni le concevoir, je sens très bien pourtant que cet état de souffrance ne vient que de mon impuissance à contenir ou diriger une foule de sentiments au charme desquels cependant je me trouverais heureuse de pouvoir livrer mon âme toute entière.
”
”
Laclos Pierre Choderlos De (Les liaisons dangereuses)
“
– Assim, nós – dizia ele –, por que nós nos conhecemos? Que acaso o quis? É que através da distância, sem dúvida como dois rios que correm para se unirem, as nossas inclinações particulares nos tinam levado um para o outro
E ele tomou sua mão; e ela não a retirou.
"Conjunto de boas culturas" – gritou o presidente.
– Assim, por exemplo, quando eu fui à sua casa...
"Ao Sr. Bizet, de Quincampoix."
– Eu sabia que a acompanharia?
"Setenta francos!"
– Até mesmo cem vezes eu quis partir, e eu a segui, e fiquei.
"Estrumes!"
– Como eu ficaria esta noite, amanhã, os outros dias, toda a minha vida!
"Ao Sr. Caron, d'Argueil, uma medalha de ouro!"
– Pois nunca encontrei na companhia de alguém um encantamento tão completo.
"Ao Sr. Bain, de Givry-Saint-Martin!"
– Assim, eu, vou levar a sua lembrança.
"Por um carneiro merino..."
– Mas você vai me esquecer, eu vou ter passado como uma sombra.
"Ao Sr. Belot, de Notre-Dame..."
– Oh! Não, não é, eu serei alguma coisa em seu pensamento, em sua vida?
”
”
Gustave Flaubert (Madame Bovary)
“
Já repeti o antigo encantamento,
E a grande Deusa aos olhos se negou.
Já repeti, nas pausas do amplo vento,
As orações cuja alma é um ser fecundo.
Nada me o abismo deu ou o céu mostrou.
Só o vento volta onde estou toda e só,
E tudo dorme no confuso mundo.
"Outrora meu condão fadava, as sarças
E a minha evocação do solo erguia
Presenças concentradas das que esparsas
Dormem nas formas naturais das coisas.
Outrora a minha voz acontecia.
Fadas e elfos, se eu chamasse, via.
E as folhas da floresta eram lustrosas.
"Minha varinha, com que da vontade
Falava às existências essenciais,
Já não conhece a minha realidade.
Já, se o círculo traço, não há nada.
Murmura o vento alheio extintos ais,
E ao luar que sobe além dos matagais
Não sou mais do que os bosques ou a estrada.
"Já me falece o dom com que me amavam.
Já me não torno a forma e o fim da vida
A quantos que, buscando-os, me buscavam.
Já, praia, o mar dos braços não me inunda.
Nem já me vejo ao sol saudado ergUida,
Ou, em êxtase mágico perdida,
Ao luar, à boca da caverna funda.
"Já as sacras potências infernais,
Que, dormentes sem deuses nem destino,
À substância das coisas são iguais,
Não ouvem minha voz ou os nomes seus.
A música partiu-se do meu hino.
Já meu furor astral não é divino
Nem meu corpo pensado é já um deus.
"E as longínquas deidades do atro poço,
Que tantas vezes, pálida, evoquei
Com a raiva de amar em alvoroço,
lnevocadas hoje ante mim estão.
Como, sem que as amasse, eu as chamei,
Agora, que não amo, as tenho, e sei
Que meu vendido ser consumirão.
"Tu, porém, Sol, cujo ouro me foi presa,
Tu, Lua, cuja prata converti,
Se já não podeis dar-me essa beleza
Que tantas vezes tive por querer,
Ao menos meu ser findo dividi
Meu ser essencial se perca em si,
Só meu corpo sem mim fique alma e ser!
"Converta-me a minha última magia
Numa estátua de mim em corpo vivo!
Morra quem sou, mas quem me fiz e havia,
Anônima presença que se beija,
Carne do meu abstrato amor cativo,
Seja a morte de mim em que revivo;
E tal qual fui, não sendo nada, eu seja!
”
”
Fernando Pessoa
“
La notte che per la prima volta mi misi a leggere Dostoevskij fu un fatto importante nella mia vita, anche più importante del mio primo amore. Fu il primo atto deliberato e cosciente che per me avesse significato; mutò la faccia intera del mondo. Se sia vero che l'orologio si arrestò nell'istante in cui alzai gli occhi dopo la prima profonda sorsata io non so più. Ma il mondo si arrestò per un attimo, questo lo so. Fu la prima occhiata dentro l'anima di un uomo, o debbo forse dire più semplicemente che Dostoevskij fu il primo uomo a rivelarmi l'anima sua? Forse ero stato alquanto strano prima di allora, senza saperlo, ma dal momento in cui sprofondai in Dostoevskij io fui strano, in modo definito, irrevocabile, soddisfatto. Finito per me il mondo ordinario, desto, quotidiano. Ogni ambizione o desiderio che avevo di scrivere fu pure morto - per lungo tempo a venire. Ero come quegli uomini che sono stati troppo tempo in trincea, sotto il fuoco. L'ordinaria sofferenza umana, l'ordinaria gelosia umana, le ordinarie ambizioni umane - era tutta merda per me.
”
”
Tropico del Capricorno, Henry Miller.
“
Quando comecei, achei que a coisa viria de forma espontânea, de um jato, semelhante a um transe. Tão grande era a minha necessidade de escrever que achei que a história se escreveria a si mesma. Mas as palavras até aqui vieram muito devagar. Mesmo nos melhores dias não fui capaz de escrever mais do que uma ou duas páginas. Pareço atormentado, assolado por alguma incapacidade mental de me concentrar no que estou fazendo. Vezes seguidas, vi meus pensamentos se desviarem do objeto à minha frente. Tão logo penso uma coisa, ela evoca uma outra, depois outra, até que há um acúmulo de detalhes tão denso que sinto que vou sufocar. Nunca antes estive tão consciente da fenda que separa pensar e escrever. Nos últimos dias, de fato, comecei a sentir que a história que tento contar é de algum modo incompatível com a linguagem, que o grau de sua resistência à linguagem dá a media exata do quanto me aproximei de dizer algo importante, e que quando chegar o momento de eu dizer a única coisa verdadeiramente importante (supondo que ela exista), não serei capaz de dizê-la.
”
”
Paul Auster
“
-¿Cuál es el problema, Ángel?
-¡Ese imbécil se robó mi primer beso! -. Liam se echó a reír y me sentí aún peor.
-¡No es gracioso, Liam! El primer beso de una chica es importante para ella. Sólo porque seas una clase de súper puta a la que no le importa, y probablemente no recuerda su primer beso, no significa que las pequeñas cosas no son importantes.
-Ángel, cálmate. Él no te robó tu primer beso.
-¿De qué estás hablando? ¡Él lo hizo! Él sólo me besó y me lo robó.
-Sí, él sólo te besó, pero ese no fue tu primer beso. Yo lo fui hace mucho tiempo
-¿Recuerdas cuando me lastimé al caer de ese árbol en mi jardín? Tenía trece años y mi pierna me dolía demasiado, y me preguntaste que podías hacer para que el dolor se fuera.
Di un grito ahogado. Oh, dios mío. ¡Eso es verdad! Él me pidió que lo besara y eso hice.
-Ese también fue mi primer beso, y aún lo recuerdo -dijo en voz baja, guiñando un ojo en broma.
-Bueno, has tenido muchos desde entonces, y algo más.
-Sí, pero ese es todavía el primero y el mejor -susurró, besando la parte superior de mi cabeza y tirando de sus brazos a mí alrededor.
”
”
Kirsty Moseley
“
Capii che voleva prendersi ogni cosa possibile, Stefano, le salumerie, i soldi, la casa, le macchine. E pensai che fosse un suo diritto combattere quella battaglia, chi più chi meno la combattevamo tutti. Cercai solo di calmarla perché era pallidissima, aveva occhi infiammati. E fui contenta di sentire quanto mi era grata, provai piacere a essere consultata come una veggente, a distribuire consigli in un buon italiano che confondeva lei come Pasquale, come Pinuccia. Ecco, pensai con sarcasmo, a cosa servono gli esami di storia, la filologia classica, la glottologia e le migliaia di schede con cui mi addestro al rigore: ad acquietarli per qualche ora. Mi consideravano al di sopra delle parti, priva di cattivi sentimenti e di passioni, sterilizzata dallo studio. E io accettai il ruolo che mi avevano assegnato senza accennare alle mie angosce, alle mie audacie, alle volte che a Pisa avevo messo a rischio tutto lasciando entrare Franco nella mia stanza o intrufolandomi io da lui, alla vacanza che avevamo fatto da soli in Versilia vivendo insieme come se fossimo sposati. Mi sentii contenta di me.
”
”
Elena Ferrante (The Story of a New Name (Neapolitan Novels, #2))
“
—Yo me reí con él, al principio, pero acabé pensando igual que tu madre, presentí que eras una pequeña viciosa, una perdida potencial. La imagen se me quedó grabada en la cabeza, tú, desnuda, oliendo el camisón y repitiendo en voz baja, me ha cambiado el olor, aquella noche me masturbé con eso, fui construyendo una fantasía sólida, enloquecida, alrededor de esa imagen, una noche detrás de otra, me quedaba colgado de aquella imagen, tú escondiéndote por los rincones, despistando a todos tus hermanos y hermanas, para desnudarte y olerte, barriendo con la nariz la cama de tus padres para tocarte después, eras encantadora, claro que te imaginaba más mayor, cuando salí y te volví a ver, me asombré de que fueras todavía tan pequeña, pero ya había decidido que merecía la pena esperar, para intervenir en tu perdición, y esperé...
Los ojos se me habían llenado de lágrimas.
Como no quería que me viera, me di media vuelta, me arrebujé debajo de las sábanas y procuré no hacer ningún ruido.
Fue inútil.
Él se dio cuenta de todo, se acercó a mí, me abrazó, me besó en la frente y apagó la luz, para que pudiera llorar a gusto.
”
”
Almudena Grandes (Las edades de Lulú)
“
Al idioma Alemán
Mi destino es la lengua castellana,
El bronce de Francisco de Quevedo,
Pero en la lenta noche caminada,
Me exaltan otras músicas más íntimas.
Alguna me fue dada por la sangre-
Oh voz de Shakespeare y de la Escritura,
Otras por el azar, que es dadivoso,
Pero a ti, dulce lengua de Alemania,
Te he elegido y buscado, solitario.
A través de vigilias y gramáticas,
De la jungla de las declinaciones,
Del diccionario, que no acierta nunca
Con el matiz preciso, fui acercándome.
Mis noches están llenas de Virgilio,
Dije una vez; también pude haber dicho
de Hölderlin y de Angelus Silesius.
Heine me dio sus altos ruiseñores;
Goethe, la suerte de un amor tardío,
A la vez indulgente y mercenario;
Keller, la rosa que una mano deja
En la mano de un muerto que la amaba
Y que nunca sabrá si es blanca o roja.
Tú, lengua de Alemania, eres tu obra
Capital: el amor entrelazado
de las voces compuestas, las vocales
Abiertas, los sonidos que permiten
El estudioso hexámetro del griego
Y tu rumor de selvas y de noches.
Te tuve alguna vez. Hoy, en la linde
De los años cansados, te diviso
Lejana como el álgebra y la luna.
”
”
Jorge Luis Borges
“
quiero que este sea el primer recuerdo de tu padre, fíjate bien, grábalo en tu memoria, prométemelo, el primer recuerdo del salvaje, del poderoso, del terrible, del venturoso, del dichoso, del incondicional amor que te tengo y te tendré siempre porque siempre te amaré, pase lo que pase en tu futuro, seas lo que seas, siempre seré tu padre, siempre estaré dispuesto a darlo todo por ti sin que tú me des nada nunca, porque si tú me dieras algo alguna vez, solo ha de ser un beso diminuto, ni siquiera un beso grande, solo un pequeño beso, porque yo transformaré ese pequeño beso en la fortaleza más grande del universo, superior a las galaxias, superior a millones de estrellas, más grande que el mismo Dios, así te amo yo, Bra, así, no lo olvides nunca, díselo a tus hijos, y que los hijos de tus hijos lo digan a los suyos, así hasta que caiga el sol sobre la raza de los hombres y se extinga la vida, y aun cuando se extinga la vida, yo volveré a ti, te lo juro, volveré a tu sangre porque soy tu padre, y antes que tu padre fui el hijo del hombre más maravilloso de la historia de los hombres, porque mi padre fue el hombre más honesto, más bondadoso, más elegante y limpio de cuantos han existido, ese fue tu abuelo».
”
”
Manuel Vilas (Alegría)
“
Que as meditações dos teólogos e dos filósofos conhecidos por escolásticos não são inteiramente desprezíveis
Sei que enuncio um grande paradoxo ao pretender reabilitar de certo modo a antiga filosofia, e recordar postlimino as formas substanciais já quase banidas; mas, talvez não me condenem levianamente quando se souber que meditei bastante sobre a filosofia moderna, que dediquei muito tempo às experiências da física e às demonstrações da geometria, que estive muito tempo persuadido da fragilidade desses entes, que fui, enfim, obrigado a retomar contra a própria vontade e como que à força, depois de eu próprio ter feito investigações que me levaram a reconhecer que os nossos modernos não fazem suficientemente justiça a S. Tomás de Aquino e a outros grandes homens desse tempo, e que há, nas opiniões dos filósofos e teólogos escolásticos, muito mais solidez do que se imagina, contando que delas nos sirvamos a propósito e no seu lugar. Estou mesmo persuadido de que, se algum espírito exacto e meditativo se desse ao trabalho de esclarecer e digerir o pensamento deles à maneira dos geómetras analíticos, encontraria aí um tesouro de grande quantidade de verdades importantíssimas e absolutamente demonstrativas.
”
”
Gottfried Wilhelm Leibniz
“
Chi fui? Che senso ebbe la mia presenza
in un tempo che questo film rievoca
ormai così tristemente fuori tempo?
Non posso farlo ora, ma devo
prima o poi sviscerarlo fino in fondo,
fino a un definitivo sollievo...
Lo so: ero appena partorito a un mondo
dove la dedizione d’un adolescente
– buono come sua madre, improvvido
e animoso, mostruosamente
timido, e ignaro d’ogni altra omertà
che non fosse ideale – era avvilente
segno di scandalo, santità
ridicola. Ed era destinata
a farsi vizio: ché marcisce l’età
la mitezza, e fa, dell’accorato
dono di sé, ossessione. E se ho trovato
di nuovo un’accorata purezza
nell’amare il mondo, il mio
non è che amore, nudo amore, senza
futuro. Troppo perduto nel brusio
del mondo, troppo cosparso dell’amaro
di un pur triste, chapliniano riso...
È resa. Umile ebbrezza del contemplare,
partecipe, sviscerato – e inattivo.
Umile riscoperta d’un allegro restare
degli altri uomini al male: il reale,
vissuto da loro in un empireo di luoghi
miseri, ridenti, sulle rive
di gai torrenti, sui gioghi
di monti luminosi, sulle terre oppresse
dall’antica fame...
È senso della grandezza, questo senso
che mi strugge sui minimi atti
di ogni nostro giorno: riconoscenza
per questo loro riapparire intatti
a me sopravvissuto, e pieno ancora
di stantio pianto...
”
”
Pier Paolo Pasolini (La religione del mio tempo)
“
Una vez fui testigo del estrecho nexo entre la pérdida de la fe en el futuro y este peligroso darse por vencido. F., el jefe de mi barracón, compositor y libretista famoso, me confió un día: «Me gustaría contarle algo, doctor. He tenido un extraño sueño. Una voz me invitaba a desear cualquier cosa, bastaba con preguntar lo que quería conocer y mis preguntas serían satisfechas de inmediato. ¿Sabe qué pregunté? Cuándo terminaría la guerra para mí. Ya sabe lo que quiero decir, doctor, ¡para mí! Conocer cuándo seríamos liberados los de este campo y cuándo terminarían nuestros sufrimientos». «¿Y cuándo tuvo usted ese sueño?», le pregunté. «En febrero de 1945», contestó. Por entonces estábamos a principios de marzo. «¿Qué respondió la voz en su sueño?» En voz baja, casi furtivamente, me susurró: «El treinta de marzo.» Cuando F. me contó aquel sueño todavía se encontraba rebosante de esperanza y convencido de la certeza y veracidad del oráculo de la voz. Sin embargo, a medida que se acercaba el día prometido, las noticias que recibíamos sobre la guerra menguaban las esperanzas de ser liberados en la fecha indicada. El veintinueve de marzo, de repente, F. cayó enfermo con una fiebre muy alta. El treinta de marzo, el día en que según su profecía terminaría la guerra y el sufrimiento para él, empezó a delirar y perdió la conciencia. El treinta y uno de marzo falleció. Según todas las apariencias murió de tifus...
”
”
Viktor E. Frankl (El hombre en busca de sentido)
“
Quero que saibas que sou insuficiente. Quero que saibas que sou carente. Quero que saibas que sou falível, talvez até incorrigível. Quero que saibas que peco por te querer demais ou por te desejar demais ou por te proteger demais ou por te procurar demais ou por te sentir demais. Quero que saibas que se não há excesso nenhum não há amor nenhum. Quero que saibas que às vezes falo o que não devia falar, ou calo o que não devia calar, mas tudo o que digo ou deixo de dizer é apenas para nada nos interromper. Quero que saibas que podia ser melhor, infinitamente melhor, mas nunca fui melhor do que aquilo que já me fizeste ser. Quero que saibas que me irrito quando se calhar não devo, que me precipito quando se calhar não devo, que insisto quando se calhar não devo, que teimo quando se calhar não devo. Quero que saibas que lamento todas as lágrimas que te fiz chorar, todas as lágrimas que por ti chorei – mas lamento ainda mais todas as decisões que tomei por medo das lágrimas. Quero que saibas que amar também é chorar, que amar também é superar. Quero que saibas que envelhecer contigo é a parte boa da velhice. Quero que saibas que há um ponta de loucura em nós, e ainda bem. Quero que saibas que há uma ponta de doçura em nós, e ainda bem. Quero que saibas que sou lamechas como sou desvairado, e que se não for de ti não sou de nenhum lado. Quero que saibas que se só houver uma vida foste a mulher da minha vida. E se houver mais o serás também.
”
”
Pedro Chagas Freitas (Prometo Perder)
“
Foi assim que, de uma hora para outra, habituei-me a uma vida sem leitura.
Pensando bem, isso era muito estranho, pois, desde criança, minha vida gravitava
em torno dos livros. No primário, eu lia os livros da biblioteca e gastava
praticamente toda a minha mesada em livros. Economizava até o dinheiro do
lanche para comprá-los. No fundamental e no ensino médio, não havia ninguém
que lesse mais do que eu. Eu era a filha do meio dentre cinco irmãos e meus
pa1s estavam sempre ocupados com o trabalho. Ninguém da família se
importava comigo. Por isso, eu podia ler à vontade, do jeito que eu bem
entendesse. Eu sempre participava de concursos de ensaios literários. O que me
interessava era o prêmio em cupons de livros, e não foram poucas as vezes em
que ganhei. Na faculdade, cursei letras, inglês, e sempre tirei boas notas. A
monografia de conclusão de curso foi sobre Katherine Mansfield, e fui aprovada
com nota máxima. Os professores me perguntaram se eu não queria continuar
na faculdade e seguir carreira na pós-graduação. Mas, naquela época, eu queria
conhecer o mundo. Sinceramente, eu não fazia o tipo intelectual, e estava ciente
disso. Eu simplesmente gostava de ler livros. E, mesmo que eu optasse por
continuar os estudos, minha família não teria condições financeiras para arcar
com as despesas de uma pós-graduação. Não que fôssemos pobres, mas eu tinha
ainda duas irmãs mais novas. Por isso, assim que me formei, tratei logo de sair
de casa e conquistar minha independência. Literalmente, eu precisava sobreviver
com as próprias mãos
”
”
Haruki Murakami (Sleep)
“
Ad ogni costo bisogna che l'Amore rimanga nel mio cuore. Se vado in prigione senza Amore, che cosa accadrà della mia anima? Preferirei dire, o che si dicesse di me, che fui così tipicamente figlio della mia epoca da finire, nella mia perversità, e per amore di quella stessa perversità, col volgere il male i beni della mia vita, e i mali della mia vita in bene. Ciò che si dice, tuttavia, da parte mia o di altri, importa poco. Ciò che importa, ciò che ancora mi attende, ciò che ho da fare se non voglio rimanere mutilato, guasto e incompleto per il breve resto della mia vita, è di assorbire nella mia natura tutto quel che mi è stato fatto, farlo parte di me, accettarlo senza lamenti, paura o riluttanza. Il vizio supremo e la superficialità. Tutto ciò che è vissuto fino in fondo è giusto.
”
”
Oscar Wilde (De Profundis)
“
Olha, dona”, interrompeu Salu antes que a mulher continuasse sua pregação, “eu não tenho muita letra nem estudo, mas quero que a senhora entenda uma coisa. Eu não sou a única a morar nesta terra. Muitos desses moradores que vocês querem mandar embora chegaram muito antes de vocês. Vocês não eram nem nascidos. Muitos nasceram aqui. Tenho filhos e netos, todos nasceram em Água Negra. Também não posso dizer o que cada um pensa dela, tim-tim por tim-tim, porque não estou nos pensamentos de ninguém. Mas falo por mim: eu nasci em Bom Jesus, mas também nasci de alguma forma nesta terra. Cheguei aqui moça e jovem. Aqui vivi, criei meus filhos, labutei com meu marido, vi meus vizinhos e compadres serem enterrados, lá no cemitério que vocês fecharam. Fui parida, mas também pari esta terra. Sabe o que é parir? A senhora teve filhos. Mas sabe o que é parir? Alimentar e tirar uma vida de dentro de você? Uma vida que irá continuar mesmo quando você já não estiver mais nesta terra de Deus? Não sei se a senhora sabe, mas eu peguei em minhas mãos a maioria desses meninos, homens e mulheres que a senhora vê por aí. Sou mãe de pegaçã deles. Assim como apanhei cada um com minhas mãos, eu pari esta terra. Deixa ver se a senhora entendeu: esta terra mora em mim”, bateu com força em seu peito, “brotou em mim e enraizou.” “Aqui”, bateu novamente no peito, “é a morada da terra. Mora aqui em meu peito porque dela se fez minha vida, com meu povo todinho. No meu peito mora Água Negra, não no documento da fazenda da senhora e de seu marido. Vocês podem até me arrancar dela como uma erva ruim, mas nunca irão arrancar a terra de mim.
”
”
Itamar Vieira Junior (Torto Arado)
“
Depuis que j'ai doue ans, et depuis qu'elle est une terreur, la mort est une marotte. J'en ignorais l'existence jusqu'à ce qu'un camarade de classe, le petit Bonnecarère, m'envoyât au cinéma le Styx, où l'on s'asseyait à l'époque dans des cercueils, voir L'enterré vivant, un film de Roger Corman tiré d'un conte 'Edgar Allan Poe. La découverte de la mort par le truchement de cette vision horrifique d'un homme qui hurle d'impuissance à l'intérieur de son cercueil devint une source capiteuse de cauchemars. Par la suite, je ne cessai de rechercher les attributs de les plus spectaculaires de la mort, suppliant mon père de me céder le crâne qui avait accompagné ses études de médecine, m'hypnotisant de films d'épouvante et commençant à écrire, sous le pseudonyme d'Hector Lenoir, un conte qui racontair les affres d'un fantômr rnchaîné dans les oubliettes du château des Hohenzollern, me grisant de lectures macabres jusqu'aux stories sélectionnées par Hitschcock, errant dans les cimetières et étrennant mon premier appareil avec des photographies de tombes d'enants, me déplaçant jusqu'à Palerme uniquement pour contempler les momies des Capucins, collectionnant les rapaces empaillés comme Anthony Perkins dans Psychose, la mort me semblait horriblement belle, féeriquement atroce, et puis je pris en grippe son bric-à-brac, remisai le crâne de l'étudiant de médecine, fuis les cimetières comme la peste, j'étais passé à un autre stade de l'amour de la mort, comme imprégné par elle au plus profond je n'avais plus besoin de son décorum mais d'une intimité plus grande avec elle, je continuais inlassablement de quérir son sentiment, le plus précieux et le plus haïssable d'entre tous, sa peur et sa convoitise.
”
”
Hervé Guibert (À l'ami qui ne m'a pas sauvé la vie)
“
Poi però si fermò, tornò indietro, mi disse: «Come stai bene, non ti avevo riconosciuta, sei diventata un’altra».
Lì per lì fui contenta ma presto mi dispiacqui. Che vantaggio avrei potuto trarre dal diventare un’altra? Volevo restare io, vincolata a Lila, al cortile, alle bambole perdute, a don Achille, a tutto. Era l’unico modo per sentire intensamente ciò che mi stava accadendo. D’altra parte è difficile resistere alle modificazioni, in quel periodo mio malgrado cambiai più che negli anni di Pisa. A primavera uscì il libro, che molto più della laurea mi diede una nuova identità. Quando ne mostrai una copia a mia madre, a mio padre, ai miei fratelli, se lo passarono in silenzio, ma senza sfogliarlo. Fissavano la copertina con sorrisi incerti, mi sembrarono agenti di polizia di fronte a un documento falso. Mio padre disse: «È il mio cognome», ma parlò senza soddisfazione, come se all’improvviso, invece di essere fiero di me, avesse scoperto che gli avevo rubato soldi dalle tasche.
Poi passarono i giorni, uscirono le prime recensioni. Le scorsi con ansia, ferita da ogni accenno anche lieve di critica. Lessi ad alta voce a tutta la famiglia le più benevole, mio padre si rischiarò. Elisa disse sfottente: «Ti dovevi firmare Lenuccia, Elena fa schifo».
In quei giorni agitati mia madre comprò un album per le fotografie e cominciò ad attaccarci tutto ciò che di buono si scriveva su di me.
Una mattina mi chiese: «Come si chiama il tuo fidanzato?».
Lo sapeva, ma aveva qualcosa in mente e per comunicarmelo voleva partire da lì.
«Pietro Airota».
«Tu quindi ti chiamerai Airota».
«Sì».
«E se farai un altro libro, sulla copertina ci sarà scritto Airota?».
«No».
«Perché?».
«Perché mi piace Elena Greco».
«Anche a me».
”
”
Elena Ferrante (The Story of a New Name (Neapolitan Novels, #2))
“
No siento mi cuerpo, no siento mi alma, ¿la habré extraviado?... Solo veo rojo a mí alrededor. Rojo sangre que cubre mi cielo, que recubre mis heridas y las escose como fuego. Las serpientes rojas se deslizan por todo mi cuerpo, puedo sentirlas reptando y sujetando mi carne, sin embargo ya no siento dolor, no siento nada. Ojos de color venganza se adentran en mi mente, apoderándose de mi voluntad. Rompen poco a poco un lazo que se empezaba a formar. Ocultan la felicidad y me hunden en la oscuridad. Antes no entendía el por qué de mi existencia, ahora sé que siempre hubo un propósito. Y por más que quiero negarlo sé que es este. Solo hubiera querido que mi propósito hubieras sido tú. En verdad trate de protegerte. Pero al final no pude hacerlo, fui yo quien te hirió. Nuestro destino es odiarnos, siempre fue ese. Quisimos negarlo, la atracción era inmensa y eso es lo que nos llevara a terminar lo que empezamos. Poco a poco estoy empezando a olvidarte. Ya no recuerdo tus labios, ni el sonar de tu voz, el color de tu cabello se deshizo como hilos de humo en el aire y tu perfume se mezclo con el olor a sangre. Te estoy olvidando y me asusta pensar que pronto ya no te recordaré. Mi mente te expulsa y mi corazón terco te aferra, o al menos recupera los fragmentos destrozados de ti. Solo un constante hay…uno que no puedo quitar, por el cual aun vives en mi. Tu mirada. Tengo frío. Y no son paredes de piedra las cuales me aprisionan, el frío proviene de muy dentro de mí. Mi sed aumenta y mi hambre también. Ya no puedo reconocerme. Pronto acabare con todo, todo se vendrá a mis pies y por fin ella podrá liberarme. Ella es mi salvación. La luna de rojo se teñirá muy pronto. Y cuando eso ocurra… ¡Tú serás la siguiente Cuentista!
”
”
Brizz Briseira
“
Ontem passeava com o meu amigo Jawdah quando começou a chover. Corremos a abrigar-nos e rimo-nos, pois ficámos completamente encharcados. Pouco depois, mal o tempo melhorou, fomos para casa. Eu fui ao terraço pendurar as minhas roupas, todas molhadas, pois já estava sol. Por coincidência, o meu amigo passou na rua nesse momento, depois de se trocar. Ao passar por baixo do meu estendal, caíram-lhe uns pingos na cabeça. Pensou que estava a começar a chover outra vez, mas eu chamei-o. Quando ele percebeu que os pingos eram da minha roupa, ficou furioso. Insultou-me, subiu as escadas e agrediu-me. Um homem suporta muita água, desde que ela venha dos céus, mas é incapaz de suportar umas gotas se elas vierem de um estendal. Nenhum homem dá socos no céu, mas as pessoas ao nosso lado são mais fáceis de culpar. Com um terramoto ninguém fica furioso, mas se eu abanar alguém sou agredido.
”
”
Afonso Cruz (Para Onde Vão Os Guarda-Chuvas)
“
Meravigliosa fu in realtà la mia vita, pensava, meravigliose vie ha seguito. Ragazzo, non ho avuto a che fare se non con dei e sacrifici. Giovane, non ho avuto a che fare se non con ascesi, meditazione e contemplazione, sempre in cerca di Brahma, sempre intento a venerare l'eterno nello Atman. Ma quando fui giovanotto mi riunii ai penitenti, vissi nella foresta, soffersi il caldo e il gelo, appresi a sopportare la fame, appresi a far morire il mio corpo. Meravigliosa mi giunse allora la rivelazione attraverso la dottrina del grande Buddha, e sentii la conoscenza dell'unità del mondo circolare in me come il mio stesso sangue. Ma anche da Buddha e dalla grande conoscenza mi dovetti staccare. Me n'andai, e appresi da Kamala la gioia d'amore, appresi da Kamaswami il commercio, accumulai denaro, dissipai denaro, appresi ad amare il mio stomaco, a lusingare i miei sensi. Molti anni dovetti impiegare per perdere lo spirito, disapprendere il pensiero, dimenticare l'unità. Non è forse come se lentamente e per grandi traviamenti io mi fossi rifatto, d'uomo, bambino, di saggio che ero, un uomo puerile? Eppure è stata buona questa via, e l'usignolo non è ancor morto nel mio petto. Ma che via fu questa! Son dovuto passare attraverso tanta sciocchezza, tanta bruttura, tanto errore, tanto disgusto e delusione e dolore, solo per ridiventare bambino e poter ricominciare da capo. Ma è stato giusto, il mio cuore lo approva, gli occhi miei ne ridono. Ho dovuto provare la disperazione, ho dovuto abbassarmi fino al più stolto di tutti i pensieri, al pensiero del suicidio, per poter rivivere la grazia, per riapprendere l'Om, per poter di nuovo dormire tranquillo e risvegliarmi sereno. Ho dovuto essere un pazzo, per sentire di nuovo l'Atman. Ho dovuto peccare per poter rivivere. Dove può ancora condurmi il mio cammino? Stolto è questo cammino, va strisciando obliquamente, forse va in cerchio. Ma vada come vuole, io son contento di seguirlo.
”
”
Hermann Hesse (Siddhartha)
“
Sei, divino Cesar, que me esperas com impaciencia e que, victima da fidelidade do teu coração, gemes com saudades minhas noite e dia. Sei que me accumularias de favores, que me offerecias ser prefeito da tua guarda e que nomearias Tigellino guardador de mulas, em qualquer das propriedades que herdaste, depois do envenenamento de Domicia - cargo para o qual parece ter sido creado pelos deuses.
Mas, ai! tens de me desculpar. Pelo Hades e, em particular, pelos manes de tua mãe, de tua mulher, de teu irmão e de Seneca, juro-te que me é impossivel estar ao pé de ti. A vida é um thesoiro, meu amigo, e lisonjeio-me de ter sabido extrahir d'esse thesoiro as joias mais preciosas. Mas ha coisas na vida que sou incapaz de supportar durante mais tempo.
Não vás pensar, conjuro-te, que me melindrou o assassinio de tua mãe, de tua mulher, de teu irmão, que me indignei com o incendio de Roma, que fiquei magoado com o processo que consiste em mandar para Erebo toda a gente honesta do teu Imperio...
Não, meu caro neto de Chronos! A morte é a herança commum dos entes sublunares, e, demais, não havia maneira de procederes d'outra forma.
Mas supportar, durante muitos annos ainda, o teu canto que me fere os ouvidos, vêr as tuas pernas domicianas - as tuas tibias descarnadas - saracotearem-se na dança pirrhyca, vêr-te representar, ouvir-te declamar, ouvir-te recitar poemas escriptos por ti, pobre poeta de feira!... ah! na verdade, semelhante perspectiva era superior ás minhas fôrças. E senti em mim a incoercivel necessidade de ir ter com os meus paes. Roma tapa os ouvidos, o universo cobre-te de gargalhadas. Não quero tornar a córar por tua causa. Não quero, não posso mais! O uivar de Cerbero, se se pudesse comparar com o teu modo de cantar, meu amigo, affligir-me-hia menos, porque nunca fui amigo de Cerbero e não tinha por dever envergonhar-me da sua voz.
Tem saúde, mas deixa-te de canto; mata, mas não faças versos; envenena, mas não dances; incendeia cidades, mas abandona a cithara. Tal é o ultimo voto e o amigavel conselho que te dá o Arbitro das Elegancias.
”
”
Henryk Sienkiewicz (Quo Vadis)
“
Una vez fui testigo del estrecho nexo entre la pérdida de la fe en el futuro y este peligroso darse por vencido. F., el jefe de mi barracón, compositor y libretista famoso, me confió un día: «Me gustaría contarle algo, doctor. He tenido un extraño sueño. Una voz me invitaba a desear cualquier cosa, bastaba con preguntar lo que quería conocer y mis preguntas serían satisfechas de inmediato. ¿Sabe qué pregunté? Cuándo terminaría la guerra para mí. Ya sabe lo que quiero decir, doctor, ¡para mí! Conocer cuándo seríamos liberados los de este campo y cuándo terminarían nuestros sufrimientos». «¿Y cuándo tuvo usted ese sueño?», le pregunté. «En febrero de 1945», contestó. Por entonces estábamos a principios de marzo. «¿Qué respondió la voz en su sueño?» En voz baja, casi furtivamente, me susurró: «El treinta de marzo.» Cuando F. me contó aquel sueño todavía se encontraba rebosante de esperanza y convencido de la certeza y veracidad del oráculo de la voz. Sin embargo, a medida que se acercaba el día prometido, las noticias que recibíamos sobre la guerra menguaban las esperanzas de ser liberados en la fecha indicada. El veintinueve de marzo, de repente, F. cayó enfermo con una fiebre muy alta. El treinta de marzo, el día en que según su profecía terminaría la guerra y el sufrimiento para él, empezó a delirar y perdió la conciencia. El treinta y uno de marzo falleció. Según todas las apariencias murió de tifus... Los que conocen la estrecha relación entre el estado de ánimo de una persona su valor y su esperanza, o su falta de ambos y el estado de su sistema inmunológico comprenderán cómo la pérdida repentina de la esperanza y el valor pueden desencadenar un desenlace mortal. La causa última de la muerte de mi amigo fue la honda decepción que le produjo no ser liberado en el día señalado. De pronto se debilitó la resistencia de su organismo y sus defensas disminuyeron, dejándole a merced de la infección tifoidea latente. Su esperanza en el futuro y su voluntad de vivir se paralizaron, y su cuerpo sucumbió víctima de la enfermedad. Después de todo, la voz de sus sueños se hizo realidad.
”
”
Viktor E. Frankl (El hombre en busca de sentido)
“
Cuando se fundó el Estado de Israel, en 1948, todos mis amigos judíos estaban felices; yo fui el aguafiestas. Les advertí: —Estamos construyendo un gueto nosotros mismos. Estaremos rodeados por decenas de millones de musulmanes que nunca perdonarán, nunca olvidarán y nunca desaparecerán. Estaba en lo cierto, sobre todo cuando resultó que los árabes estaban asentados en la mayor parte de los abastecimientos petrolíferos del mundo. Así que las naciones del mundo, que necesitaban el petróleo, pensaron que era diplomático ser pro-árabe. (Si el tema de las reservas petrolíferas se hubiese conocido antes, estoy convencido de que Israel no se habría creado.) Pero ¿no merecemos los judíos una patria? En realidad, creo que a ningún grupo humano le conviene pertenecer a una “patria” en el sentido habitual de la palabra. La Tierra no debería estar dividida en cientos de secciones diferentes, cada una habitada por un solo segmento autodefinido de la humanidad que considera que su propio bienestar y su propia “seguridad nacional” están por encima de cualquier otra consideración. Soy partidario de la diversidad cultural y me gustaría que cada grupo identificable valorara su patrimonio cultural. Por ejemplo, soy un patriota de Nueva York y si viviera en Los Ángeles me encantaría reunirme con otros neoyorquinos expatriados y cantar Give My Regards to Broadway. No obstante, este tipo de sentimientos deben ser culturales y benignos. Estoy en contra de ello si cada grupo desprecia a los demás y aspira a destruirlos. Estoy en contra de dar armas a cada pequeño grupo autodefinido con las que reforzar su propio orgullo y sus prejuicios. La Tierra se enfrenta en la actualidad a problemas medioambientales que amenazan con la inminente destrucción de la civilización y con el final del planeta como un lugar habitable. La humanidad no se pude permitir desperdiciar sus recursos financieros y emocionales en peleas interminables y sin sentido entre los diversos grupos. Debe haber un sentido de lo global en el que todo el mundo se una para resolver los problemas reales a los que nos enfrentamos todos. ¿Se puede hacer esto? La pregunta equivale a: ¿puede sobrevivir la humanidad? Por tanto, no soy sionista porque no creo en las naciones y porque los sionistas lo único que hacen es crear una nación más para dar lugar a más conflictos. Crean su nación para tener “derechos”, “exigencias” y “seguridad nacional” y para sentir que deben protegerla de sus vecinos. ¡No hay naciones! Sólo existe la humanidad. Y si no llegamos a entender esto pronto, las naciones desaparecerán, porque no existirá la humanidad.
”
”
Isaac Asimov
“
Quem alcançou neste mundo grandeza igual à dessa bendita mulher, a mãe de Deus, a virgem Maria? No entanto, como se fala dela? A sua grandeza não provém do fato de ter sido bendita entre as mulheres, e se uma estranha coincidência não levasse a assembléia a pensar com a mesma desumanidade do predicador, qualquer jovem devia, seguramente, perguntar: Por que não fui eu também bendita entre as mulheres? Se se não possuísse outra resposta, de forma alguma acharia ter de rejeitar esta pergunta, pretextando a sua falta de senso; porque, no abstrato, em presença de um favor, todos temos mesmos direitos. São esquecidos a tribulação, a angústia, o paradoxo. Meu pensamento é tão puro como o de qualquer outro; e ele purifica-se, exercendo-se sobre as coisas. E se não se enobrecer pode-se então esperar pelo espanto; porque se essas imagens foram alguma vez evocadas jamais poderão ser esquecidas. E se contra elasse peca, extraem da sua muda cólera uma terrível vingança, mais terrível do que os rugidos de dez ferozes críticos. Maria,indubitavelmente, deu à luz o filho graças a um milagre, mas no decorrer de tal acontecimento foi como todas as outras mulheres, e esse tempo é o da angústia, da tribulação e do paradoxo. O anjo foi,sem dúvida, um espírito caritativo, mas não foi complacente porque não foi dizer a todas as outras virgens de Israel: Não desprezeis Maria, porque lhe sucedeu o extraordinário. Apresentou-se perante ela só e ninguém a pôde compreender. No entanto, que outra mulher foi mais ofendida do que Maria? Pois não é também verdade que aquele a quem Deus abençoa é também amaldiçoado com o mesmo sopro do seu espírito? É desta forma que se torna necessário, espiritualmente,compreender Maria. Ela não é, de maneira alguma, uma formosa dama que brinca com um deus menino, e até me sinto revoltado ao dizer isto e muito mais ao pensar na afetação e ligeireza de tal concepção. Apesar disso, quando diz: sou a serva do Senhor, ela é grande e imagino que não deve ser difícil explicar por que razão se tornou mãe de Deus. Não precisa, absolutamente nada, da admiração do mundo, tal como Abraão não necessita de lágrimas,porque nem ela foi uma heroína, nem ele foi um herói. E não se tornaram grandes por terem escapado à tribulação, ao desespero e ao paradoxo, mas precisamente porque sofreram tudo isso. Há grandeza em ouvir dizer ao poeta, quando apresenta o seu herói trágico à admiração dos homens: chorai por ele; merece-o; porque é grandioso merecer as lágrimas dos que são dignos de as derramar;há grandeza em ver o poeta conter a multidão, corrigir os homens e analisá-los um por um para verificar se são dignos de chorar pelo herói, porque as lágrimas dos vulgares chorões profanam o sagrado.Contudo ainda é mais grandioso que o cavaleiro da fé possa dizer ao nobre caráter que quer chorar por ele: não chores por mim, chora antes por ti próprio.
”
”
Søren Kierkegaard
“
Donna pietosa e di novella etate,
adorna assai di gentilezze umane,
ch’era là ’v’io chiamava spesso morte,
veggendo li occhi miei pien di pietate,
e ascoltando le parole vane,
si mosse con paura a pianger forte.
e altre donne, che si fuoro accorte
di me per quella che meco piangía,
fecer lei partir via,
e approssimâsi per farmi sentire.
Qual dicea: "Non dormire",
e qual dicea: "Perché sì ti sconforte?"
Allor lassai la nova fantasia,
chiamando il nome de la donna mia.
Era la voce mia sì dolorosa
e rotta sì da l’angoscia del pianto,
ch’io solo intesi il nome nel mio core;
e con tutta la vista vergognosa
ch’era nel viso mio giunta cotanto,
mi fece verso lor volgere Amore.
Elli era tale a veder mio colore,
che facea ragionar di morte altrui:
"Deh, consoliam costui"
pregava l’una l’altra umilemente;
e dicevan sovente:
"Che vedestù, che tu non hai valore?"
E quando un poco confortato fui,
io dissi: "Donne, dicerollo a vui.
Mentr’io pensava la mia frale vita,
e vedea ’l suo durar com’è leggiero,
piansemi Amor nel core, ove dimora;
per che l’anima mia fu sì smarrita,
che sospirando dicea nel pensero:
- Ben converrà che la mia donna mora -.
Io presi tanto smarrimento allora,
ch’io chiusi li occhi vilmente gravati,
e furon sì smagati
li spirti miei, che ciascun giva errando;
e poscia imaginando,
di caunoscenza e di verità fora,
visi di donne m’apparver crucciati,
che mi dicean: - pur morràti, morràti -.
Poi vidi cose dubitose molte,
nel vano imaginare ov’io entrai;
ed esser mi parea non so in qual loco,
e veder donne andar per via disciolte,
qual lagrimando, e qual traendo guai,
che di tristizia saettavan foco.
Poi mi parve vedere a poco a poco
turbar lo sole e apparir la stella,
e pianger elli ed ella;
cader li augelli volando per l’âre,
e la terra tremare;
ed omo apparve scolorito e fioco,
dicendomi: - Che fai? non sai novella?
Morta è la donna tua, ch’era sì bella -.
Levava li occhi miei bagnati in pianti,
e vedea (che parean pioggia di manna),
li angeli che tornavan suso in cielo,
e una nuvoletta avean davanti,
dopo la qual gridavan tutti: -"Osanna"-
e s’altro avesser detto, a voi dirèlo.
Allor diceva Amor: - Più nol ti celo;
vieni a veder nostra donna che giace -.
Lo imaginar fallace
mi condusse a veder madonna morta;
e quand’io l’ebbi scorta,
vedea che donne la covrían d’un velo;
ed avea seco umiltà verace,
che parea che dicesse: - Io sono in pace -.
Io divenia nel dolor sì umile,
veggendo in lei tanta umiltà formata,
ch’io dicea: - Morte, assai dolce ti tegno;
tu dei omai esser cosa gentile,
poi che tu se’ ne la mia donna stata,
e dèi aver pietate e non disdegno.
Vedi che sì desideroso vegno
d’esser de’ tuoi, ch’io ti somiglio in fede.
Vieni, ché ’l cor te chiede -.
Poi mi partia, consumato ogne duolo;
e quand’io era solo,
dicea, guardando verso l’alto regno:
- Beato, anima bella, chi te vede! -
Voi mi chiamaste allor, vostra mercede".
”
”
Dante Alighieri
“
[Canzone II]
Donna pietosa e di novella etate,
adorna assai di gentilezze umane,
ch’era là ’v’io chiamava spesso morte,
veggendo li occhi miei pien di pietate,
e ascoltando le parole vane,
si mosse con paura a pianger forte.
e altre donne, che si fuoro accorte
di me per quella che meco piangía,
fecer lei partir via,
e approssimâsi per farmi sentire.
Qual dicea: "Non dormire",
e qual dicea: "Perché sì ti sconforte?"
Allor lassai la nova fantasia,
chiamando il nome de la donna mia.
Era la voce mia sì dolorosa
e rotta sì da l’angoscia del pianto,
ch’io solo intesi il nome nel mio core;
e con tutta la vista vergognosa
ch’era nel viso mio giunta cotanto,
mi fece verso lor volgere Amore.
Elli era tale a veder mio colore,
che facea ragionar di morte altrui:
"Deh, consoliam costui"
pregava l’una l’altra umilemente;
e dicevan sovente:
"Che vedestù, che tu non hai valore?"
E quando un poco confortato fui,
io dissi: "Donne, dicerollo a vui.
Mentr’io pensava la mia frale vita,
e vedea ’l suo durar com’è leggiero,
piansemi Amor nel core, ove dimora;
per che l’anima mia fu sì smarrita,
che sospirando dicea nel pensero:
- Ben converrà che la mia donna mora -.
Io presi tanto smarrimento allora,
ch’io chiusi li occhi vilmente gravati,
e furon sì smagati
li spirti miei, che ciascun giva errando;
e poscia imaginando,
di caunoscenza e di verità fora,
visi di donne m’apparver crucciati,
che mi dicean: - pur morràti, morràti -.
Poi vidi cose dubitose molte,
nel vano imaginare ov’io entrai;
ed esser mi parea non so in qual loco,
e veder donne andar per via disciolte,
qual lagrimando, e qual traendo guai,
che di tristizia saettavan foco.
Poi mi parve vedere a poco a poco
turbar lo sole e apparir la stella,
e pianger elli ed ella;
cader li augelli volando per l’âre,
e la terra tremare;
ed omo apparve scolorito e fioco,
dicendomi: - Che fai? non sai novella?
Morta è la donna tua, ch’era sì bella -.
Levava li occhi miei bagnati in pianti,
e vedea (che parean pioggia di manna),
li angeli che tornavan suso in cielo,
e una nuvoletta avean davanti,
dopo la qual gridavan tutti: -"Osanna"-
e s’altro avesser detto, a voi dirèlo.
Allor diceva Amor: - Più nol ti celo;
vieni a veder nostra donna che giace -.
Lo imaginar fallace
mi condusse a veder madonna morta;
e quand’io l’ebbi scorta,
vedea che donne la covrían d’un velo;
ed avea seco umiltà verace,
che parea che dicesse: - Io sono in pace -.
Io divenia nel dolor sì umile,
veggendo in lei tanta umiltà formata,
ch’io dicea: - Morte, assai dolce ti tegno;
tu dei omai esser cosa gentile,
poi che tu se’ ne la mia donna stata,
e dèi aver pietate e non disdegno.
Vedi che sì desideroso vegno
d’esser de’ tuoi, ch’io ti somiglio in fede.
Vieni, ché ’l cor te chiede -.
Poi mi partia, consumato ogne duolo;
e quand’io era solo,
dicea, guardando verso l’alto regno:
- Beato, anima bella, chi te vede! -
Voi mi chiamaste allor, vostra mercede".
”
”
Dante Alighieri
“
Una vez fui testigo del estrecho nexo entre la pérdida de la fe en el futuro y este peligroso darse por vencido. F., el jefe de mi barracón, compositor y libretista famoso, me confió un día: «Me gustaría contarle algo, doctor. He tenido un extraño sueño. Una voz me invitaba a desear cualquier cosa, bastaba con preguntar lo que quería conocer y mis preguntas serían satisfechas de inmediato. ¿Sabe qué pregunté? Cuándo terminaría la guerra para mí. Ya sabe lo que quiero decir, doctor, ¡para mí! Conocer cuándo seríamos liberados los de este campo y cuándo terminarían nuestros sufrimientos». «¿Y cuándo tuvo usted ese sueño?», le pregunté. «En febrero de 1945», contestó. Por entonces estábamos a principios de marzo. «¿Qué respondió la voz en su sueño?» En voz baja, casi furtivamente, me susurró: «El treinta de marzo.» Cuando F. me contó aquel sueño todavía se encontraba rebosante de esperanza y convencido de la certeza y veracidad del oráculo de la voz. Sin embargo, a medida que se acercaba el día prometido, las noticias que recibíamos sobre la guerra menguaban las esperanzas de ser liberados en la fecha indicada. El veintinueve de marzo, de repente, F. cayó enfermo con una fiebre muy alta. El treinta de marzo, el día en que según su profecía terminaría la guerra y el sufrimiento para él, empezó a delirar y perdió la conciencia. El treinta y uno de marzo falleció. Según todas las apariencias murió de tifus... Los que conocen la estrecha relación entre el estado de ánimo de una persona su valor y su esperanza, o su falta de ambos y el estado de su sistema inmunológico comprenderán cómo la pérdida repentina de la esperanza y el valor pueden desencadenar un desenlace mortal. La causa última de la muerte de mi amigo fue la honda decepción que le produjo no ser liberado en el día señalado. De pronto se debilitó la resistencia de su organismo y sus defensas disminuyeron, dejándole a merced de la infección tifoidea latente. Su esperanza en el futuro y su voluntad de vivir se paralizaron, y su cuerpo sucumbió víctima de la enfermedad. Después de todo, la voz de sus sueños se hizo realidad. La observación de este caso, y sus consecuencias psicológicas, concuerda con un hecho que el médico del campo me hizo notar: la tasa de mortandad semanal durante las Navidades de 1944 y el Año Nuevo de 1945 superó en mucho las estadísticas habituales del campo. En su opinión, la explicación de este aumento de mortalidad no había que buscarla en el empeoramiento de las condiciones de trabajo, ni en una disminución de la ración alimenticia, ni en un cambio climatológico, ni en el brote de nuevas epidemias. A su entender, se trataba sencillamente de la ingenua esperanza que abrigaron la mayoría de los presos de ser liberados por las fiestas navideñas. Según se acercaba esa fecha, y al no recibir ninguna noticia alentadora, los prisioneros perdieron su valor y les venció el desaliento. Muchos de ellos murieron al debilitarse su capacidad de resistencia. Ya advertimos
”
”
Viktor E. Frankl (El hombre en busca de sentido)
“
Il faut que je vous écrive, mon aimable Charlotte, ici, dans la chambre d’une pauvre auberge de village, où je me suis réfugié contre le mauvais temps. Dans ce triste gîte de D., où je me traîne au milieu d’une foule étrangère, tout à fait étrangère à mes sentiments, je n’ai pas eu un moment, pas un seul, où le cœur in’ait dit de vous écrire : et maintenant, dans cette cabane, dans cette solitude, dans cette prison, tandis que la neige et la grêle se déchaînent contre ma petite fenêtre, ici, vous avez été ma première pensée. Dès que je fus entré, votre image, ô Charlotte, votre pensée m’a saisi, si sainte, si vivante ! Bon Dieu, c’est le premier instant de bonheur que je retrouve.
Si vous me voyiez, mon amie, dans ce torrent de dissipations ! Comme toute mon âme se dessèche ! Pas un moment où le cœur soit plein ! pas une heure fortunée ! rien, rien ! Je suis là comme devant une chambre obscure : je vois de petits hommes et de petits chevaux tourner devant moi, et je me demande souvent si ce n’est pas une illusion d’optique. Je m’en amuse, ou plutôt on s’amuse de moi comme d’une ma"rionnette ; je prends quelquefois mon voisin par sa main de bois, et je recule en frissonnant. Le soir, je fais le projet d’aller voir lever le soleil, et je reste au lit ; le jour, je me promets le plaisir du clair de lune, et je m’oublie dans ma chambre. Je ne sais trop pourquoi je me lève, pourquoi je me coucha.
Le levain qui faisait fermenter ma vie, je ne l’ai plus ; le charme qui me tenait éveillé dans les nuits profondes s’est évanoui ; l’enchantement qui, le matin, m’arrachait au sommeil a fui loin de moi.
Je n’ai trouvé ici qu’une femme, une seule, Mlle de B. Elle vous ressemble, ô Charlotte, si l’on peut vous ressembler. «.Eh quoi ? direz-vous, le voilà qui fait de jolis compliments ! » Cela n’est pas tout à fait imaginaire : depuis quelque temps je suis très-aimable, parce que je ne puis faire autre chose ; j’ai beaucoup d’esprit, at les dames disent que personne ne sait louer aussi finement…. «Ni mentir, ajouterez-vous, car l’un ne va pas sans l’autre, entendez-vous ?… » Je voulais parler de Mlle B. Elle a beaucoup d’âme, on le voit d’abord à la flamme de ses yeux bleus. Son rang lui est à charge ; il ne satisfait aucun des vœux de son cœur. Elle aspire à sortir de ce tumulte, et nous rêvons, des heures entières, au mijieu de scènes champêtres, un bonheur sans mélange ; hélas ! nous rêvons à vous, Charlotte ! Que de fois n’est-elle pas obligée de vous rendre hommage !… Non pas obligée : elle le fait de bon gré ; elle entend volontiers parler de vous ; elle vous aime.
Oh ! si j’étais assis à vos pieds, dans la petite chambre, gracieuse et tranquille ! si nos chers petits jouaient ensemble autour de moi, et, quand leur bruit vous fatiguerait, si je pouvais les rassembler en cercle et les calmer avec une histoire effrayante !
Le soleil se couche avec magnificence sur la contrée éblouissante de neige ; l’orage est passé ; et moi…. il faut que je rentre dans ma cage…. Adieu. Albert est-il auprès de vous ? Et comment ?… Dieu veuille me pardonner cette question !
”
”
Johann Wolfgang von Goethe (The Sorrows of Young Werther)